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Espaço Cultural Gacemss

Retratos de uma viagem musical pela Amazônia

Galeria de Artes Cílio Bastos recebe a exposição fotográfica - O canto dos Parakanã -, de Sergio Vieira, até 2 de junho

Parabólica  –  25/05/2017 10:53

Publicada: 07/05/2017 (20:16:29) . Atualizada: 25/05/2017 (10:53:31)
  • Índias Parakanã na aldeia

  • Sergio Vieira (centro) entre os Parakanã

  • Índio Parakanã fabricando farinha de mandioca

  • Sergio Vieira: "A exposição retrata o período posterior à construção da Hidrelétrica de Tucuruí, cujo lago inundou parte das terras por eles tradicionalmente ocupadas"

(Fotos: Divulgação)

Fotografia, música e artes visuais foram linguagens utilizadas por Vieira na escola dos índios

> Programe-se: Confira o roteiro com algumas exposições que podem ser vistas na região 

“Quando cheguei à aldeia com o meu violão os índios começaram a escrever poemas no próprio dialeto, e me pediram que os musicasse com ritmos dos não índios, o que resultou numa fusão inédita da língua tupi com a MPB”. Imagens dessa experiência do compositor, pesquisador e ambientalista Sergio Vieira podem ser conferidas, de 11 de maio a 2 de junho, na Galeria de Arte Cílio Bastos - Espaço Cultural Gacemss (Grêmio Artístico e Cultural Edmundo de Macedo Soares e Silva), em Volta Redonda. 

Durou mais de cinco anos a convivência com os índios Parakanã (Tupi) na Amazônia. A exposição retrata o período posterior à construção da Hidrelétrica de Tucuruí, cujo lago inundou parte das terras por eles tradicionalmente ocupadas, mostrando em detalhes o dia a dia dos índios nas aldeias Paranatinga e Maroxewara, na região Sul/Sudeste do Pará - PA (Amazônia Legal). Mais: Suas atividades produtivas (pesca, caça, coleta, plantio e colheita), festas e rituais, além das atividades desenvolvidas na escola indígena, que funcionava respeitando as tradições culturais do povo Parakanã e foi a grande responsável pelo retorno dos índios à trilha perdida anteriormente, livrando-os do processo de extinção a que foram submetidos após os traumas do contato com a nossa civilização.

A fotografia, assim como a música e as artes visuais, foram linguagens utilizadas por Sergio Vieira na escola dos índios, o que representou o grande diferencial em termos de metodologia. Foram feitas, à época, oito músicas nessa parceria inusitada, as quais, ao serem utilizadas posteriormente na escola indígena se mostraram de grande valia dentro do processo de recuperação sócio econômica e cultural daqueles índios, os quais hoje vivem em harmonia na sua área indígena na Amazônia. Essas músicas serão incluídas no próximo CD de Sergio Vieira, “Serenata Tupi”, que se encontra em fase de pré-produção.

- Trata-se de uma oportunidade ímpar para que estudantes e professores (do ensino fundamental ao universitário), além do público em geral da região sul fluminense, tenham acesso a um trabalho de pesquisa inédito que revolucionou a escola indígena Parakanã - diz Sergio Vieira. 

Um pouco sobre o artista

Sergio Vieira coordenou um projeto “Socioambiental” junto ao povo indígena Parakanã (Amazônia), onde utilizou a fotografia, a música, a literatura e a própria cultura do povo Parakanã como os principais recursos metodológicos nas escolas indígenas, o que contribuiu decisivamente para livrá-los do processo de extinção a que estiveram expostos após os contatos desordenados com a nossa sociedade a partir da década de 60.

Nos últimos o arista anos vem realizando exposições, palestras, oficinas e workshops sobre cultura indígena e sustentabilidade em instituições públicas e privadas em todo o Brasil.

Em 2014 teve o seu projeto Cultura Indígena Parakanã selecionado no Edital Nacional “Mais Cultura nas Escolas” (MEC/MINC/Governo Federal), por meio do qual realizou, durante seis meses na Escola Municipal Mato Grosso, em Volta Redonda, atividades como: oficinas, exposição fotográfica, palestras e vídeo-debates.

Atualmente encontra-se em fase de finalização do livro “Minha viagem musical na Amazônia”, do curta-metragem documentário “Awaeté Parakanã, o Povo de Verdade” e do CD “Serenata Tupi”, por meio dos dos quais pretende revelar os segredos da sua experiência de vida junto ao povo Parakanã.

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Fique de Olho

> O Canto dos Parakanã - De Sergio Vieira. Resultado da convivência do compositor, pesquisador e ambientalista por mais de cinco anos com os índios Parakanã (Tupi) na Amazônia. Galeria de Arte Cílio Bastos - Espaço Cultural Gacemss. Visitação: de 11 de maio a 2 de junho, de segunda a sexta-feira, das 10 às 18h. Rua 14, nº 22, Vila Santa Cecília, em Volta Redonda. Telefone: (24) 3342-4202.

Por Redação do OLHO VIVO  –  contato@olhovivoca.com.br

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