(Foto Ilustrativa)
Governo vai afrouxar as regras para que médicos
formados em outros países trabalhem no Brasil
Médicos formados na Bolívia trabalhando no Brasil: um risco a correr ou o progresso a conquistar? “Quem disse que os profissionais que estudaram no exterior são mal capacitados. Inclusive os profissionais formados aqui no Brasil deveriam fazer a prova de revalidação para o CRM mostrando todo o potencial deles?” (Anônimo)
O Conselho Regional de Medicina faz um exame não obrigatório com estudantes de sexto ano. E os resultados preocupam. Quarenta e seis por cento foram reprovados em 2011. Nas respostas erradas, 51% são de saúde pública; obstetrícia, 46%; clínica médica, 45,5%; e pediatria, 41%. Os estudantes apresentaram desconhecimento no diagnóstico e tratamento para infecção de garganta, meningite e sífilis.
"Em 1999, os Estados Unidos criam a Agency for Healthcare Research and Quality para investigar a qualidade do cuidado médico e garantir a seguridade do paciente. Em 2002, a 55ª Assembleia Mundial da OMS formula a Aliança Mundial para a Seguridade Clínica do Paciente, gerando maior preocupação dos prestadores de serviços médicos com ressarcimentos financeiros por má prática e a necessidade de seguros de indenização, com a subsequente elevação dos custos de saúde - modelo de Medicina Defensiva!"
Barreira para a entrada de profissionais
de baixa qualidade no mercado brasileiro
"Brasília - O governo vai afrouxar as regras para que médicos formados no exterior trabalhem no Brasil. A ideia é flexibilizar a exigência ou até dispensar estrangeiros e brasileiros graduados em faculdades como as da Bolívia, por exemplo, de fazer o exame para revalidação do diploma (Revalida), tido hoje como a principal barreira para a entrada de profissionais de baixa qualidade no mercado brasileiro. A estratégia começou a ganhar contornos no último mês, após a presidente Dilma Rousseff encomendar um plano para ampliar rapidamente a oferta de profissionais de saúde. O plano é trabalhar em duas frentes: ampliar os cursos de medicina e, enquanto a nova leva de profissionais não se forma, incentivar o ingresso de profissionais que cursaram faculdades estrangeiras". (Lígia Formenti e Fábio Fabrini - Estadão de São Paulo)
O presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D’Ávila, não é a favor desta ideologia. "Estudos mostram que no país não há falta de profissionais, mas uma distribuição desigual". Para ele, o problema não se revolve com a abertura de escolas ou regras mais flexíveis. "Imagine as consequências de deixar uma pessoa sem boa formação. Vamos ofertar um profissional mal preparado só porque a população vive em áreas afastadas? Por que depende do SUS?"
Ordem dos Médicos do Brasil é uma necessidade
Creio que será preciso fundar a OMB ("Ordem dos Médicos do Brasil), um órgão máximo que define as regras para o exercício profissional da medicina no Brasil, com finalidade, de eliminar futuro erros e fatalmente mortes.
Realizando um trabalho de qualificação e autenticação da ação teórica e práticas de médicos e enfermeiros que têm como função trabalhar em nome da vida, do bem-estar de seus pacientes, promovendo um trabalho qualificado, sendo humano e veemente compromissado com o ato de salvar vidas.
Promovendo, com exclusividade, a execução de técnicas, métodos, aprovados pelo Conselho Federal de Medicina, em comum acordo com as regras do futuro órgão OMB.
É preciso ter condições fundamentais
para exercer a profissão de médico
Enquanto paciente, digo que teremos maior segurança com a realização do exame de Ordem, referente ao exame aplicado pela Ordem dos Médicos do Brasil. O Exame de Ordem terá como função avaliar com coerência e veracidade o conhecimento dos candidatos e aprovação dos mesmos, possibilitando a inscrição no CRM Conselho Regional de Medicina, e outros órgãos, comprovando perante lei as condições fundamentais para exercer a profissão de médico.
Escrevo este artigo em nome de inúmeros indivíduos que de forma negligentemente perderam as suas vidas por falta de conhecimento e responsabilidade de "médicos" que brincam com a nossa vida. "Não somos cobaias, somos indivíduos que lutam pela sobrevivência, por isso pedimos respeito e comprometimento daqueles que são e serão qualificados para salvar vidas".
Em suma, deixo um questionamento: A ideia de flexibilizar a exigência ou até dispensar estrangeiros e brasileiros graduados em faculdades como as da Bolívia de fazer o exame para revalidação do diploma é uma injustiça com os acadêmicos brasileiros de medicina ou a possibilidade de novo horizontes?

