(Foto Ilustrativa/Gospel Post)
A fé vem sendo brutalmente imaculada por
"falsos profetas" que pregam em nome do capital
Podemos notar que ao longo dos séculos as igrejas foram se tornando grandes instituições sólidas, cujo poder visa manipular, dominar as pessoas a pensarem uma verdade pregada sob os seus viés, ou seja, as pessoas não diferentemente da Idade Média passam a comprar a cura, libertação da alma e até mesmo a salvação (a famosa venda de indulgência).
Em meio aos processos historiográficos, as igrejas construíram paradigmas pragmáticos que influenciaram a vida dos homens nas práticas dos rituais religiosos, normas de comportamentos e a cobrança de dízimo (cobrados diariamente como "impostos") obrigatório de seus fiéis. A fé vem sendo brutalmente imaculada por inúmeros "falsos profetas" que pregam em nome do capital.
O nome do "diabo" é citado inúmeras vezes
Dentro dos tempos, onde deveria pregar o evangelho, o amor semeado por Jesus, segundo o criador de todas as coisas (Deus), o nome do "diabo" é citado inúmeras vezes, ao invés dele ser derrotado, acaba ganhando poder dentro do discurso religioso. Os ministros do evangelho utilizam a persuasão para implantar nas cabeças dos leigos uma visão onde a igreja é o caminho, a solução para os problemas do cotidiano. Tais ministros são considerados pelos seus fiéis como santos, a própria figura divina na terra.
Os "comerciantes da fé" assim manipulam inúmeras pessoas que sofrem sob a fúria da fome, das doenças, do medo da morte. Eles utilizam artifícios como o medo da morte, que é algo obsecador, para atrair cada dia mais "compradores de uma ilusão pregada e vendida por meio de boletos, carnes, colunas, cartão de crédito, depósito bancário" e todas as formas possíveis que se possa movimentar o capital.
O propósito de vender a cura para as aflições
No século XXI inúmeras igrejas surgem com o propósito de vender a cura para as aflições vividas pelos homens, que cegamente negam a verdade diante dos seus olhos, com o objetivo de solucionar as mazelas vividas no cotidiano. Uma solução pautada em um discurso bíblico onde a visão capitalista se funde com precisão. Nesses discursos, os ministros, ou melhor, os "homens de Deus", buscam ludibriar os seus fiéis, tendo como propósito sobreviver financeiramente daqueles que são devorados pela dor existencial, que veem nesses "homens de Deus" a esperança de dias melhores, depositando financeiramente tudo que pedirem.
Em suma, digo que não estou aqui para julgar e sim para apresentar para as pessoas que todos os dias se deparam com os "vendedores" da palavra de Deus, por meio da TV, cultos religiosos, revistas, jornais etc. Precisamos analisar o que eles pregam, idealizam e implantam na nossa sociedade. A fé é algo que nasce em cada um de nós, não precisamos de ministros, de templos majestosos e muito menos de intermediários para falar com Deus, o criador de todas as coisas. Em pleno século XXI utilizo a frase que muito bem descreve a humanidade: "…Eles não sabem o que fazem!" (Jesus de Nazaré).

