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Conflitos Sociais

Dhiogo José Caetano

dhiogocaetano@hotmail.com

Crescendo Dia Após Dia

O Carnaval passa e os problemas continuam...

Festa popular consegue milagrosamente concretizar a utopia da igualdade

Pelo Brasil  –  04/03/2014 12:16

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(Foto Ilustrativa/Rugby Feminino Brasil)

Por uma semana todos são iguais, e o restante

do ano a maioria volta para sua realidade

 

Até quando a verdade calará? Inúmeras leis são sancionadas, mas o Brasil continua o mesmo... Será preciso quantos carnavais? A mídia governará até quanto; ditando os seus modismos? Quando, todos os homens serão ouvidos, enquanto cidadãos? Que país este? Temos medo de viver! A injustiça se mantém viva no seio social que define os espaços. Perdemos o nosso direito de ir e vir com vida. A marginalidade cresce avassaladoramente. E a educação se extingue a cada dia.

Precisamos de verdadeiros representantes do povo no poder. Brasil mostra a sua cara! Chega de preconceito! É preciso lutar em nome da vida, do ser humano. É mais barato investir na educação do que alimentar o setor carcerário do Brasil. Chega! Não queremos mais bestialização, alienação... Queremos o nosso direito de falar. Gritemos, meu povo!

Além das máscaras sociais e políticas

Negros, brancos, índios, gays, amarelos, portadores de deficiência todos nós somos iguais. Todos nós somos cidadãos desta pátria. Do morro, do centro, da aldeia, da periferia, do sul ou do Nordeste, todos nós somos brasileiros. Necessitamos de mais acessibilidade, assistencialidade, de políticos e políticas humanitárias. Rogo em nome de todos... Além das máscaras sociais e políticas, existem pessoas sofrendo, morrendo...

O Carnaval passa e os problemas continuam crescendo dia após dia. Muito se fala, se escreve, se institucionaliza, mas pouco se concretiza na realidade coletiva deste Brasil. O Carnaval consegue milagrosamente concretizar a utopia da igualdade. Por uma semana todos são iguais, e o restante do ano a maioria volta para sua realidade, sendo exilados, vivendo nas margens subalternas do mundo contemporâneo. Enfim, até quando seremos enganados?

Por Dhiogo José Caetano  –  dhiogocaetano@hotmail.com

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