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Conflitos Sociais

Dhiogo José Caetano

dhiogocaetano@hotmail.com

Autoria

Sentimento de posse, de privado, devora a alma até dos artistas

Não somos proprietários de nada, não somos nada diante desta vastidão existencial

Pelo Brasil  –  14/05/2014 14:51

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(Foto Ilustrativa/The Mojo Company)

Deixe o ego de lado e compartilhe a mensagem

 

Não somos proprietários das ideias, somos difusores da mensagem.Nada é meu! Nada é nosso! Tudo é passageiro, efêmero... O foco não é a propriedade e sim a desapropriação dos limites construídos pelo contexto capitalista. Um sentimento de posse, de privado devora a alma até dos artistas. Que se tornaram donos de uma ideia, esquecendo da missão. A arte tem vida própria, ela simplesmente nos usa enquanto meros mortais.

A mensagem não deve ser resguardada, ela precisa conquistar discípulos, percorrendo o mundo; transformando, libertando, promovendo rupturas e globalizando a revolução da arte de bem viver. Não somos proprietários de nada, não somos nada diante desta vastidão existencial. Vivemos os fluxos diários das coisas que julgamos eternas. 

Tudo neste plano é perecível 

Amanhã será o nosso fim... Deixe o ego de lado e compartilhe a mensagem. Elimine a egolatria. A sua essência nos torna pessoas mesquinhas e sem alma. Abandone os clichês. Pratique a arte de viver com profundidade. Seja simplesmente você.

Não institucionalize o ser. Você não é nada... Procure agregar pontos positivos. Acorde para a realidade. Faça das fontes literárias o meio libertador para os bestializados. Através da arte podemos levar a luz para os "descerebrados" pelo sistema alienante. Despertemos rumo à era das luzes, deixemos o provincianismo e cresçamos. O mundo precisa de mais alma. 

O Planeta necessita de paciência 

A vida clama por amor. Os seres que compartilham deste ambiente só querem um minuto de atenção. Cultivemos flores, absorvendo delas o compromisso de florescer em todos os jardins. Não se entregue ao fascínio da ambição, se instituindo uma pessoa do mau. O eurocentrismo não tem relação com a arte.

Tornemo-nos portais de ligação, elos da paz. O canal de uma mensagem libertadora. Em plena consciência analisemos as nossas intenções. Objetivando a edificação de pessoas, a transformação do mundo. A mensagem do bem, do amor, da boa nova, não possui proprietários, ela é de todos. Todos têm o mesmo direito de beber desta fonte. O saber, a clarividência não pertence a ninguém. Não podemos limitar a arte, ela precisa ser reproduzida, percorrendo o Planeta. Em telas, papéis e discursos a mensagem deve sobrepor o mensageiro.

Por Dhiogo José Caetano  –  dhiogocaetano@hotmail.com

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