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Dhiogo José Caetano

dhiogocaetano@hotmail.com

Opinando e Transformando

Carlos Segundo é o sexto entrevistado na série sobre cultura

Objetivo é formar um mosaico com o que cada um pensa desse universo multifacetado

Pelo Brasil  –  14/02/2016 13:26

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(Foto: Divulgação)

“Acima de tudo cultura é também o meio que nos ensina novos jeitos, novos caminhos” 

> Clique e confira todas as entrevistas da série sobre Cultura "Opinando e Transformando"

O sexto convidado na série de entrevistas “Opinando e Transformando” é Carlos Segundo. Uma oportunidade para os internautas conhecerem um pouco mais sobre os profissionais que, de alguma forma, vivem para a arte/cultura. Confira: 

> Nome: Carlos Segundo
> Reside: Goianiense desde o nascimento

> Breve Currículo: Publicitário há 17 anos, sócio da Jordão desde 2002. Larguei o curso de história na federal para dar vazão ao sonho de criar meu caminho na publicidade. Quase duas décadas depois tenho a certeza de que fiz a escolha certa! Continuo apaixonado por história e sociologia. Mas foi na publicidade que vivi meus melhores dias.

> Em sua opinião, o que é cultura?

Cultura é o que une, o que nos define como grupo. Existe uma visão de elitização da cultura, que ela pertence aos letrados. Mas cultura é o que definimos como vida. Hábitos, formas, crenças. Mas acima de tudo cultura é também o meio que nos ensina novos jeitos, novos caminhos. A integração de culturas é um dos belos presentes da vida.

> Você se considera um difusor cultural? Qual é o seu papel neste vasto campo da transformação mental, intelectual e filosófica?

Sou curioso, estou sempre em busca do que desconheço. A segunda parte é compartilhar meus achados. Cultura é pra se conversar. E, definitivamente, não me sinto especial por gostar de conhecer novas culturas, conhecer novos lugares. Não importa onde estamos, sempre seremos surpreendidos com o novo. Até mesmo, no exercício da tarefa mais usual.

> Como você descreve o processo de aculturação, ao longo da formação da sociedade brasileira?

Não vejo desta forma. Somos um país jovem e a cultura clássica exerce menos influência. Mas isto não nos distancia desta forma de cultura. O fato é que a cultura clássica convive com uma cultura real e original, produzida por nós mesmos. No entanto, é claro que a ausência de investimentos na educação interfere de forma drástica nos hábitos culturais.

> A cultura liberta ou aprisiona os indivíduos?

O que prende ou liberta um indivíduo é sua capacidade de questionar. Nada adiantará conhecer novos caminhos. Deixar a caverna se sua mente está presa nas sombras.

> Que problemática você destaca na prática da difusão cultural?

Educação! As escolas estão voltadas para se superarem umas às outras em notas. Como um menino no primário. Enquanto deveriam se esforçar para apresentar as dimensões e a pluralidade do mundo. A maior oportunidade de difundir cultura é na adolescência e estamos jogando fora por causa de uma avaliação boba do MEC.

> Comente sobre o espaço digital, destacando sua importância no cenário cultural brasileiro e mundial?

Para curiosos, um espaço mágico. Encurta distâncias, funciona como um acelerador de partículas culturais. Dá pra conhecer tudo sobre Picasso do seu Ipad, na hora futebol na globo. Mas nada superará você presente, fisicamente, no Museu Sofia em Madrid e encontrar a força do Guernica.

> Qual mensagem você deixa para todos os fazedores culturais?

Façam, façam, façam! Cultura é antes de mais nada uma descoberta interior! Meu pai trabalhou durante 30 anos em uma agência, sempre olhando os meninos brincando na grama enquanto seus pés estavam em um par de botas! Há dois anos, ele jogou as botas fora e não para de escrever! É isso, comecem e não parem mais!

Por Dhiogo José Caetano  –  dhiogocaetano@hotmail.com

1 Comentário

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  • Dhiogo Caetano

    Juntos, podemos revolucionar a "história da humanidade". Nobre amigo Carlos Jordão Segundo obrigado pela oportunidade. Honrado estou com sua atenção! Afagos na alma...