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Dhiogo José Caetano

dhiogocaetano@hotmail.com

Opinando e Transformando

Marcos Lotufo é o oitavo entrevistado na série sobre cultura

Objetivo é formar um mosaico com o que cada um pensa desse universo multifacetado

Pelo Brasil  –  18/03/2016 22:54

Publicada: 14/03/2016 (19:03:43) . Atualizada: 18/03/2016 (22:54:57)

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(Foto: Divulgação)

“Só a cultura, pela sua produção e consumo, pode nos tornar cidadãos; cultura é liberdade” 

> Clique e confira todas as entrevistas da série sobre Cultura "Opinando e Transformando"

O oitavo convidado na série de entrevistas “Opinando e Transformando” é Marcos Amaral Lotufo. Uma oportunidade para os internautas conhecerem um pouco mais sobre os profissionais que, de alguma forma, vivem para a arte/cultura. Confira:

> Nome: Marcos Amaral Lotufo
> Reside: Goiânia (GO)

> Breve currículo: Nasceu em São Paulo, onde viveu até os seus 20 anos. Foi para a Alemanha onde conseguiu ficar e estudar. Estudou na Universidade de Kassel, formou-se em design de produto. Na mesma escola, mais tarde fez uma segunda graduação em comunicação visual (design de comunicação ou design gráfico). Casou-se com Edith com quem teve quatro filhos. Residiu por dez anos em Porto Nacional (hoje Tocantins), onde trabalhou com a Comunidade de Saúde, Desenvolvimento e Educação até 1986, quando foi para Goiânia. Em Goiânia participou da Oficina de Comunicação que se transformou em 1995 na Oficina Cultural Geppetto, um coletivo de grupos e artistas. Trabalha com design de comunicação construindo bonecos para teatro, máscaras e adereços. Lecionou na PUC-GO (curso de design), na UFG (design gráfico) e na Faculdade Senac (design gráfico).

> Em sua opinião, o que é cultura?

A cultura é um conjunto de respostas para melhor satisfazer as necessidades e os desejos humanos. A cultura é informação, isto é, um conjunto de conhecimentos teóricos e práticos que se aprende e transmite aos contemporâneos e aos vindouros. A cultura é o resultado dos modos como os diversos grupos humanos foram resolvendo os seus problemas ao longo da história. A cultura é criação. O homem não só recebe a cultura dos seus antepassados como também cria elementos que a renovam. A cultura é um fator de humanização. O homem só se torna homem porque vive no seio de um grupo cultural. A cultura é um sistema de símbolos compartilhados com que se interpreta a realidade e que conferem sentido à vida dos seres humanos.

Corresponde, assim, às formas de organização de um povo, seus costumes e tradições transmitidas de geração para geração que, a partir de uma vivência e tradição comum, se apresentam como a identidade desse povo.

Só a cultura, pela sua produção e consumo, pode nos tornar cidadãos.

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"Hoje chamam de meios de comunicação veículos de mão única, doutrinadores e nada democráticos, apesar de se venderem como tais".

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> Você se considera um difusor cultural?

Penso que todos somos difusores culturais à medida que nos relacionamos com os outros. Imagino que essa pergunta se refira a meu trabalho e, neste caso penso que atuo como um “facilitador” ou alguém que procura liberdade de expressão numa sociedade e num sistema que, ao contrário, procura adestrar as pessoas para que sirvam a esses que se colocam como reis e imperadores... 

> Qual é o seu papel neste vasto campo da transformação mental, intelectual e filosófica?

Vejo meu papel como o de qualquer outro, à medida que nos comunicamos, emitimos nossas opiniões e atuamos fazendo e produzindo. Acho que devemos viver intensamente sem deixar de sermos críticos.

> Como você descreve o processo de aculturação, ao longo da formação da sociedade brasileira?

Aculturação significa troca e essa é fundamental. O que hoje chamam de “globalização” e muitos misturam com aculturação não passa de manipulação, doutrinação, adestramento etc. Isso devemos combater com veemência.

> A cultura liberta ou aprisiona os indivíduos?

Liberta sempre... Ou não é cultura... Cultura é liberdade.

> Que problemática você destaca na prática da difusão cultural?

Hoje chamam de meios de comunicação veículos de mão única, doutrinadores e nada democráticos, apesar de se venderem como tais. O problema está na dificuldade de fazermos uso dos verdadeiros recursos de comunicação e troca de que dispomos.

> Comente sobre o espaço digital, destacando sua importância no cenário cultural brasileiro e mundial?

A informática e outros recursos tecnológicos são ferramentas incríveis que estão sendo utilizadas de forma muito competente pelo sistema de dominação ao qual estamos submissos.

> Qual mensagem você deixa para todos os fazedores culturais?

Ter consciência das desigualdades sociais, lutar contra toda e qualquer forma de opressão, produzir e consumir cultura como nunca... Sem perder a ternura jamais!

Por Dhiogo José Caetano  –  dhiogocaetano@hotmail.com

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