(Foto: Divulgação)
"Meu papel é levar informação às através da pena"
> Clique e confira todas as entrevistas da série sobre Cultura "Opinando e Transformando"
O 12º convidado na série de entrevistas “Opinando e Transformando” é Haroldo Barbosa Filho. Uma oportunidade para os internautas conhecerem um pouco mais sobre os profissionais que, de alguma forma, vivem para a arte/cultura. Confira:
> Nome: Haroldo Barbosa Filho
> Reside: Jardinópolis (SP)
> Breve currículo: Publicitário, jornalista e editor. Como escritor e poeta, publicou as obras: “Milagres acontecem” e “Se eu consigo, você consegue” pela Editora Vozes; “Um anjo no Paraíso”, por Edições Loyola; “Yamiuna”, pela Editora Cuore; “Gwendydd”, pelo Clube de Autores. É vencedor do Prêmio Literário Canon 2012, publicado pela Editora Scortecci. Também participou de diversas coletâneas, como “Diário do autor 2015” e “Mulher e Ponto/Homens e Ponto (Editora Litteris), “I Coletânea Literária da Academia Luminescência Brasileira” e “Expressões Acadêmicas” (Editora OAK Books). Além de ter recebido várias comendas literárias, é integrante vitalício da Academia Luminescência Brasileira, integrante correspondente da ALB (Academia de Letras do Brasil), Sucursal Araraquara e integrante do Movimiento Poetas del Mundo.
> Em sua opinião, o que é cultura?
É o conjunto de conhecimentos adquiridos por uma pessoa, comunidade e país, efetivamente incorporados ao seu dia a dia e disseminados a partir de ações que promovam o seu desenvolvimento saudável. A cultura deve ser encarada como um bem, constante atualizado, enriquecido e valorizado. Logo, o que não é saudável, não vem para acrescentar, decididamente não é cultura.
> Você se considera um difusor cultural?
Creio que a resposta está nos livros que muitas vezes, às duras penas, em um país que não dá a devida valorização a esta área - consegui publicar. Neles, procurei transmitir muito do que aprendi, em teoria e prática, sempre de modo útil, à sociedade. São livros de sociologia, romances e poemas que fazem pensar e apontam caminhos. Alguns deles, por sinal, possuem fortes características paradidáticas.
> Qual é o seu papel neste vasto campo da transformação mental, intelectual e filosófica?
Sou um idealista, convicto de que uma sociedade só se transforma - logo, progride - com os livros.
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"A cultura deve ser encarada como um bem, constante atualizado, enriquecido e valorizado. Logo, o que não é saudável, não vem para acrescentar, decididamente não é cultura".
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> Como você descreve o processo de aculturação, ao longo da formação da sociedade brasileira?
A cultura nacional, para o bem e para o mal, tem sido formada desde seu descobrimento por um vasto caldo cultural vindo de outras partes. Com ele, moldamos nosso jeito de ser, sentir, pensar e agir. Até nosso mítico Saci Pererê, acredite, surgiu da mistura de um personagem africano com um europeu.
> A cultura liberta ou aprisiona os indivíduos?
Depende da forma como é fornecida aos indivíduos e como é, por eles, assimilada e colocada em prática. Ou seja, quanto mais democrática, mais libertária será. Da mesma forma, quanto mais acessível, mais disseminada será.
> Comente sobre o espaço digital, destacando sua importância no cenário cultural brasileiro e mundial.
O mundo vive uma transformação no que se refere a transmissão de conhecimentos e troca de experiências, desde a chegada do meio digital. Essa transformação é irreversível e não há como lutar contra ela. O mundo informatizado e, em particular, a internet, abriu as fronteiras culturais: se alguém deseja saber, basta saber procurar, pois as informações ou, no mínimo, dados a respeito dela, serão encontrados. A interação entre as sociedades também se tornou muito mais fácil e rápida, o que, em minha opinião, é excelente. Mas o espaço digital não veio para substituir os meios tradicionais de transmissão de informação. Veio acrescentar, o que é muito diferente. Os bons livros impressos, por exemplo, continuam e continuarão sendo fundamentais.
> Qual mensagem você deixa para todos os fazedores culturais?
A mensagem é simples e direta: prossigam nesta jornada! Ela é difícil, espinhosa, raramente reconhecida. Porém, promover a cultura é preciso. Sempre.

