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Dhiogo José Caetano

dhiogocaetano@hotmail.com

Opinando e Transformando

Lúcia Laborda é a 24ª entrevistada na série sobre cultura

Objetivo é formar um mosaico com o que cada um pensa desse universo multifacetado

Pelo Brasil  –  13/11/2016 09:52

Publicada: 01/11/2016 (20:35:18) . Atualizada: 13/11/2016 (09:52:42)

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(Foto: Divulgação)

“Ao longo dos anos, a educação ficou perdida, a cultura, por sua vez, se tornou obsoleta” 

> Clique e confira todas as entrevistas da série sobre Cultura "Opinando e Transformando"

A 24ª convidada na série de entrevistas “Opinando e Transformando” é Lúcia Laborda. Uma oportunidade para os internautas conhecerem um pouco mais sobre os profissionais que, de alguma forma, vivem para a arte/cultura. Confira: 

> Nome: Lúcia Laborda
> Breve biografia: Baiana, soteropolitana. Nascida no comecinho da primavera, num dia de sol, com flores à minha espera. Minha mãe chamava-se Irene; sou filha do amor. Meu pai Arthur, além de tudo, era músico/compositor. Acadêmica da Aclave, Apolo, Alpas 21 e fundadora da ALB/Bahia. Tem nos lábios o sorriso, nos olhos a alegria. É poetisa de coração, Poeta Del Mundo, e sonha com um amor, intenso e profundo! Tem a lua por fiel companheira; costuma versejar a madrugada inteira... Está em várias coletâneas, por todo lugar. Premiada algumas vezes, com troféus, que nunca imaginei ganhar. Escreveu seu nome no Salão do Livro, em Genebra; pra completar o currículo, este ano, está no livro, com tantos outros poetas, em Turim. Assim é; mãe, mulher, psicanalista, poetisa; enfim, alguém que compôs a música “Eu sou da Bahia”, com muito orgulho da terra e alegria. 

> Em sua opinião, o que é cultura?

Cultura para mim é um conjunto de saberes. Independente de instrução, ou não. Podemos dizer que um índio é culto? Sim. Porque ele detém o conhecimento sobre muitos aspectos da natureza; tanto em terra, quanto em mar e rios. Detém também conhecimento sobre sua cultura, sua terra, sua gente. 

> Você se considera um difusor cultural? Qual é o seu papel neste vasto campo da transformação mental, intelectual e filosófica?

Creio que todo aquele que de alguma forma lida direta ou indiretamente com o público é um difusor de cultura. Por isso é preciso se ter cuidado. Todo escritor tem o papel fundamental de transformação. A identificação do leitor com o que divulgamos nos dá uma carga maior de responsabilidade. E é nossa responsabilidade passarmos mensagens positivas de amor, fé, carinho, gentileza. Enfim, coisas importantes, que infelizmente estão ficando perdidas no tempo. 

> Como você descreve o processo de aculturação, ao longo da formação da sociedade brasileira?

Acho que perdemos o rumo. A sociedade começou a se libertar dos laços familiares e das responsabilidades com relação a ela. Os filhos já não são criados pelos pais. E aprendem tudo de forma errada. Já não se passa valores. Os pais querem passar o papel da educação para os professores, mas não dão limites aos filhos. Não ensinam a terem respeito pelo outro. E se torna cada dia mais difícil a relação aluno x professor. Ao longo dos anos, a educação ficou perdida, a cultura, por sua vez, se tornou obsoleta. O que se aprende nem sempre podemos chamar de cultura. 

> A cultura liberta ou aprisiona os indivíduos?

A cultura liberta todo ou qualquer indivíduo. Só através dela se pode obter um conhecimento mais abalizado e opinião própria. Uma pessoa culta não se deixa levar por opinião alheia, mas tem firmeza na sua própria. Sabe caminhar livre e ter pulso sobre sua própria vida e escolhas. 

> Que problemática você destaca na prática da difusão cultural?

O problema da difusão cultural está basicamente na falta de estímulo e apoio das autoridades. Aqui se tem como cultura, ou mais precisamente, a anticultura. Pois a prática de não estimular dentre a população de baixa renda é exatamente para que sirvam de massa de manipulação. Conforme seus interesses. 

> Comente sobre o espaço digital, destacando sua importância no cenário cultural brasileiro e mundial.

O espaço digital favorece, sim, o lado cultural. Existe a enorme vantagem de interação entre vários países com culturas, costumes e línguas diferentes. Através da internet, podemos ter um mundo em nossas mãos. Mas é preciso saber usar com responsabilidade. Porém, ele é mais usado para outras coisas e aí é que entra o perigo do mau uso. Seria muito bom e útil, se fossem implementados seriamente, laboratórios de informática em todas as escolas estaduais e municipais. E, principalmente, que tivessem manutenção. Mas não é essa a realidade. 

> Qual mensagem você deixa para todos os fazedores culturais?

Que somos responsáveis por essa nova geração que precisa de limites e de bons exemplos. Não podemos dar esse limite, mas podemos deixar boas leituras para que sirvam de norte. E aos jovens: Quanto mais se sabe, mais se ganha espaço no mundo. Através da boa leitura, podemos: obter conhecimento, viajar num mundo sem sair do lugar, introduzir novos conceitos, conhecer novas palavras. Sem contar que abre novos horizontes e nos dá uma perspectiva bem maior de vida, de conhecimento.

Por Dhiogo José Caetano  –  dhiogocaetano@hotmail.com

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