(Foto: Divulgação)
"A cultura nem liberta nem aprisiona"
A 43ª convidada na série de entrevistas “Opinando e Transformando” é Leda Aragão. Uma oportunidade para os internautas conhecerem um pouco mais sobre os profissionais que, de alguma forma, vivem para a arte/cultura. Confira:
> Nome: Leda Aragão
> Breve currículo: Escritora mineira, residente em Belo Horizonte. Escreve desde adolescente, mas somente em 2012 conseguiu lançar seu primeiro livro intitulado “O Caminho de me Checker”, obra que ganhou o primeiro lugar como o romance do ano 2012. Título outorgado pela Academia Literarte. Leda é acadêmica pela Alaf, Academia de Letras e Artes de Fortaleza, e do Núcleo de Letras e Arte de Buenos Aires/Argentina. Recebeu o prêmio Destaque intelectual pela Literarte em Goiás Velho, Troféu Carlos Drummond de Andrade em Itabira, Troféu Cecília Meireles também Itabira. Troféu Cora Coralina, pela Academia de Goiás Velho. Agora prepara o lançamento do seu segundo livro, "Reflexos de uma alma".
> Em sua opinião, o que é cultura?
Cultura é uma forma de personalização do ser humano. A cada aprendizado crescemos um pouco. A Cultura possibilita aprendermos em todas as áreas do conhecimento geral. Ela nos possibilita o aprender do bê-á-bá, e termos a capacidade de revertermos tudo que aprendemos a favor da sociedade. Todo nosso aprendizado e nossos conhecimentos tornam-se um tesouro que guardamos para sempre no nosso currículo de vida.
> Você se considera um difusor da cultural?
Sim, como acabei de dizer, faço questão de levar para as pessoas as pérolas que colhi, escrevendo meus poemas, romances e todos os meus escritos, pois sendo poeta, escritora, procuro fazer disso uma missão. Faço questão de abastecer o mundo com tudo que o meu interior quer expressar através das minhas obras intelectuais.
> Qual o seu papel neste vasto campo da transformação mental intelectual e filosófica?
Pelo meu ainda pequeno tempo dentro deste grandioso mundo da cultura, não pude fazer muito para a transformação do ego humano, mas se analisarmos dentro deste tempo fez, pelo menos, leitores sentar, chorar, analisar até viajar na imaginação e pessoas chegaram a conclusão de muito pensamentos, questionamentos e manifestação da alma em questões românticas ou religiosas.
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"O meu primeiro livro, sem minha intenção, tornou-se um livro de autoajuda. Conheço pessoas que fizeram sua própria análise, outras fizeram do livro uma referência, e transformações de pensamentos a favor do altruísmo. Com certeza espero colaborar para revirar a personalidade e os sentimentos, bem como os pensamentos dos meus leitores e fazê-los aprimorar em seu caráter".
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> Como você descreve o processo da aculturação, ao longo da formação da sociedade brasileira?
Acho que foi uma lentidão muito forte. Embora temos livros ou poemas maravilhosos, escritos por poetas e escritores que impressionaram a sociedade, foram poucas as referências, relativamente, que enriqueceram a literatura brasileira. O bom foi que o que se fez foram obras grandiosas. Mas o país sendo jovem, relativamente, tem muito ainda que enriquecer da literatura brasileira. Vejo porém com meus olhos otimistas que qualidade e a quantidade estão crescendo muito.
> A cultura liberta ou aprisiona os indivíduos?
Eu acho que nem liberta nem aprisiona. Ela é manifestada onde e quando o escritor quer escrever. A liberdade intelectual é manifestada de uma maneira tão à vontade porque ela expressa num impulso do nosso pensamento, e dá liberdade de expressão quando menos esperamos.
> Que problemática você destaca na prática da difusão cultural?
Já é uma prática natural a não propaganda cultural no Brasil. Pelo fato dos brasileiros não gostarem de ler, a imprensa não destaca os trabalhos dos escritores que têm se esforçado para abastecer as livrarias de livros ou obras didáticas. Espero que isso venha a melhorar.
> Comente sobre o espaço digital destacando sua importância no cenário cultural brasileiro e mundial.
Na verdade, como em todas as áreas, a era digital tem tomado conta do nosso dia a dia. Isso tem ajudado muito em todas as áreas de conhecimento. Nos ensinamentos, conhecimentos e em todos os campos que nela são manifestados. A era digital tem alimentado o mundo de todo tipo de manifestação. A fixação pela digitação tem fixado seu produto nas nossas mentes.
> Qual mensagem você deixa para todos os fazedores culturais?
Fazedores culturais, tenho certeza de que vocês têm trabalhado com grande esforço a favor da cultura. Continuem trabalhando cada vez mais para que principalmente nosso país cresça nesta área. Observem e sigam os exemplos que vocês achem que é algo bom. Dediquem-se porque, primeiro, é uma área muito linda de trabalhar. É um orgulho saber que dentro da literatura existe um toque de sua inteligência e sua capacidade. Elejam a si mesmos para fazer uma obra da qual ninguém nunca vai esquecer.
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