
(Foto: Divulgação)
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“Somos a prova concreta de que a cultura liberta”
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A 44ª convidada na série de entrevistas “Opinando e Transformando” é Dill Ferreira. Uma oportunidade para os internautas conhecerem um pouco mais sobre os profissionais que, de alguma forma, vivem para a arte/cultura. Confira:
> Nome: Adilcilene A. Ferreira - pseudônimo Dill Ferreira
> Breve currículo: Dill Ferreira nasceu em Caiapônia Goiás, em 11 de julho, e reside há mais de 20 anos em Rio Verde, no mesmo estado. Graduada em administração de empresas. Escritora dos gêneros romance e infantil, Dill Ferreira possui sete obras publicadas. Seu primeiro livro “Casamento por aparências” (da série “Aparências”) recebeu o prêmio Interarte Goiás, como um dos melhores romances do ano de 2012. No ano de 2014 tornou-se NEO Acadêmica da Academia de Letras de Goiás. Em 2016 recebeu o troféu Cora Coralina, como um dos destaques em literatura, no ano de 2015.
> Em sua opinião, o que é cultura?
É o saber, dentro do considerado bom, sobre as riquezas de uma nação, seus costumes e valores. Ter consciência da história de um povo, de uma civilização e compreender a necessidade de preservar essa história o quanto for possível.
> Você se considera um difusor cultural?
Um pequeno difusor, sim. A literatura é um imenso distribuidor cultural e como faço parte dela creio que a represento e distribuo, dentro das possibilidades que nos é dada.
> Qual é o seu papel neste vasto campo da transformação mental, intelectual e filosófica?
Penso que seja o de instigar e fazer com que os leitores tenham mais e mais fome pela leitura, pelo conhecimento que a escrita propicia aos que têm o hábito de ler. Nós escritores temos a “responsabilidade” de informar e colaborar para uma sociedade mais pensante e consciente.
> Como você descreve o processo de aculturação, ao longo da formação da sociedade brasileira? A cultura liberta ou aprisiona os indivíduos?
Eu o descrevo como uma evolução. O brasileiro é feito de diversas culturas então não há como não sermos aculturados. É claro que viver a base de outras culturas não é positivo, pois nos torna sem uma característica nossa. Mas ao longo de nossa independência temos sim conseguido mostrar nossa própria marca/cara.
Somos a prova concreta de que a cultura liberta. Infelizmente somos ainda aprisionados a um sistema que não valoriza questões sociais e humanas, o que deixa claro que a cultura quando bem programada e colocada como prioridade só tem a fortalecer e libertar uma sociedade.
> Que problemática você destaca na prática da difusão cultural?
O fato de uma cultura menos positiva ser predominante a outra que tem muito mais a dar. É preciso estar atento ao que é transformado, para que ao invés de evoluir uma sociedade consiga-se o contrário. Vemos na literatura acontecer uma certa difusão. Brasileiros deixam de escrever sobre sua sociedade para falar de outra, o que considero negativo para nossa cultura.
> Comente sobre o espaço digital, destacando sua importância no cenário cultural brasileiro e mundial?
Esse é um meio que veio para somar. Então não há dúvidas de que ele é positivo. Torna uma obra nacional que poderia jamais sair do território brasileiro, em sua forma física, lida em todo canto do planeta.
Essa modalidade amplia as possibilidades de nossa literatura, tornando a escrita mais acessível e crescente em nível mundial. Em uma sociedade como a nossa que valoriza tanto o digital é muito bem-vindo. Somos um dos maiores utilizadores desses recursos e sendo vinculado à cultura, ao ler, é extremamente satisfatório.
> Qual mensagem você deixa para todos os fazedores culturais?
Que temos um papel social e pessoal a cumprir, então precisamos estar dispostos a fazer cultura e não somente falar e fazer a já existente. Sabemos que nossa caminhada é extensa, pois valoriza-se muito pouco a cultura no Brasil. Mas não podemos nos deixar ser vencidos, porque todos temos a ganhar quando uma sociedade torna-se mais informada e conhecedora.
Grande abraço literário a todos!
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