(Foto: Divulgação)
“O maior problema na prática da difusão cultural é a falta de importância das próprias raízes, fazendo com que haja uma negligência com a história em paralelo à falta de investimento e credibilidade na cultura”
Wallace de Carvalho Ramires é o 60° convidado na série de entrevistas “Opinando e Transformando”. Uma oportunidade para os internautas conhecerem um pouco mais sobre os profissionais que, de alguma forma, vivem para a arte/cultura. Confira:
> Nome: Wallace de Carvalho Ramires
> Breve currículo: Bailarino, professor, coreógrafo, coordenador artístico da Associação Espaço de Inclusão Sociocultural Recicle e Dance. Conselheiro suplente de políticas culturais no segmento dança representando a sociedade civil da Cidade de Duque de Caxias. Dançando desde 1997, artista bailarino registrado no Sindicato dos Profissionais da Dança desde 2004. Graduado em fisioterapia pela UnigranRio e especialização em traumato ortopedia pela Gama Filho. Tendo experiência em balé clássico, jazz e dança moderna, assim como prática vocal e instrumento em conceituadas escolas de dança e música no Estado do Rio de Janeiro, como Escola de Música Villa-Lobos, Escola Estadual de Danças Maria Olenewa. Considerável experiência em companhias, shows de produções nacionais e internacionais, assim como em teatro musical.
> Em sua opinião, o que é cultura?
Cultura é toda forma identificativa do complexo de informações que institui uma arte, uma crença, costumes e hábitos adquiridos pelo ser humano a compor uma sociedade.
> Você se considera um difusor cultural?
Da arte em que me proponho, como bailarino e também na função que exerço como professor dessa arte, me considero um difusor cultural por cooperar com a disseminação de informações artísticas a fim de formar bailarinos, não somente com parte técnica mais com toda parte histórica em seu contexto preparando-os tanto para palcos como para o dia a dia nessa profissão.
> Qual é o seu papel neste vasto campo da transformação mental, intelectual e filosófica?
Como mencionei na questão anterior, um professor tem como papel, além de educar neste caso artisticamente, preparar o indivíduo com informações suficientes para o desenvolvimento pessoal, agregando informações e vivências na didática, cooperando para o enriquecimento desta formação. Acreditando que a arte em suas diversas ramificações, sendo o reflexo da cultura e da história, tem o poder de transformação através da propagação de valores e saudáveis hábitos, pode fazer com que cada pessoa absorva e transmita, como um canal, o objetivo maior que é a mudança pessoal e o do meio onde vive.
> Como você descreve o processo de aculturação, ao longo da formação da sociedade brasileira?
Muito se deve à mistura, à miscigenação dos povos e à abertura que o Brasil possui como uma terra "acolhedora" e receptiva, além da mídia virtual, que hoje tem um papel de janela para o mundo... E como hábito do velho ditado: nada se cria, tudo se copia, torna-se muito comum e até indireta, essa absorção de ideias e valores de outros lugares.
> Que problemática você destaca na prática da difusão cultural?
O maior problema é a falta de importância das suas próprias raízes, fazendo com que haja uma negligência com a história em paralelo à falta de investimento e credibilidade na cultura. O erro de achar sempre que o fruto do vizinho é melhor que o nosso.
> Comente sobre o espaço digital, destacando sua importância no cenário cultural.
Sendo a mídia virtual uma janela para exposição mundial, hoje se faz uma grande potência no que diz respeito a intercâmbio cultural e disseminadora de ideias, ciente de que tudo deve ser analisado e ponderado, é um meio de averiguação de tendências e criações. Além de uma ferramenta útil para tornar público todo e qualquer experimento em qualquer dos cenários.
> Qual mensagem você deixa para todos os fazedores culturais?
Apesar de toda dificuldade, que tenhamos perseverança e determinação. Faz parte de um dos aspectos mais íntimos do ser humano - a cultura. É através da cultura que carregamos a grande porção de tradição e história de um povo. Então está aí a grande responsabilidade que temos como precursores disso.
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