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Conflitos Sociais

Dhiogo José Caetano

dhiogocaetano@hotmail.com

Opinando e Transformando

Antônio Lopes é o 66° entrevistado na série sobre cultura

Objetivo é formar um mosaico com o que cada um pensa desse universo multifacetado

Pelo Brasil  –  05/08/2019 10:30

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(Fotos: Divulgação)

“Não creio no despertar da humanidade à sombra da escuridão da tecnologia. O homem só se liberta caminhando na praia, roubando fruta do pé, fazendo amor, interagindo com a Realidade”

 

Antônio Lopes é o 66° convidado na série de entrevistas “Opinando e Transformando”. Uma oportunidade para os internautas conhecerem um pouco mais sobre os profissionais que, de alguma forma, vivem para a arte/cultura. Confira: 

> Nome: Antônio Lopes
> Breve currículo: Escritor, filósofo, mestre em Serviço Social e pesquisador em Ciências da Religião pela PUC-Goiás. Goiano de Anápolis, criança, aprendeu com o pai gráfico editor a montar letras e compor palavras para contar da ilusão da vida e os fetiches do mundo. Militante comunista cursou escolas salesianas, cresceu em Brasília, onde conviveu em meio à rebeldia cultural dos anos 1980, que deu ao Brasil Legião, Cássia Eller, Capital, Plebe Rude e outras tribos. Na luta pela sobrevivência bebeu na fonte da coragem para sobressair-se a aventuras em Mato Grosso, Pará e São Paulo na compra e venda de sonhos, materiais subversivos como pôsteres, camisetas, broches e livros, ouro, cimento e cachaça. No exílio, lutou pela sobrevivência em San Rafael e San Francisco, nos Estados Unidos, em meio a imigrantes não documentados expulsos de suas terras devido às guerras que o Ocidente promove no Oriente. Pai de três filhos que lhe deram três netos cria, revisa, copidesca e edita textos. Pesquisa Cultura e Sistemas Simbólicos no doutorado e acredita na anarquia como rumo e opção à contramão do senso comum de uma coletividade imersa na promessa de uma vida melhor, desde que, em outro mundo e noutra época, afinal “o mundo não é um laboratório de anatomia, nem os homens são cadáveres que devam ser estudados passivamente” (Freire, 1977). “E o pulso, ainda pulsa!”
> Sai agora em setembro: O pulso ainda pulsa I, O pulso ainda pulsa II, Uma época em frase, Dissertação de mestrado. 

> O que é cultura de paz? 

É aquela que enxerga e não somente vê o outro, propõe a expansão da consciência, sabedoria e igualdade na diversidade. 

> Como podemos difundir de forma coerente a paz neste vasto campo de transformação mental, intelectual e filosófica? 

Antes de tudo e... de todos, reencontrarmos a coerência perdida - que levou o homo sapiens a desenvolver o consumo de mercadorias em detrimento da certificação da consciência de sua essência à luz da filosofia e da natureza. 

> Como você descreve a cultura de paz e sua influência ao longo da formação da sociedade brasileira/humanidade? 

Antes e depois do "Descobrimento" - primeira mentira brasileira: a cultura de paz carece interação e olho no olho, hoje, vive-se o olho na tela e o medo do outro impera sobre a liberdade do coração e das mãos estendidas. 

> A cultura, a educação liberta ou aprisiona os indivíduos? 

Desde a "saída da caverna" o conhecimento liberta e constrói, ameniza as desigualdades - o que aprisiona o homem é a cultura da violência, o sectarismo, as certezas do branco e rico a pisar a miséria da razão dos mais pobres. 

> Comente sobre o espaço digital, destacando sua importância na difusão do despertar da humanidade. 

Não creio nesse despertar à sombra da escuridão da tecnologia. O homem só se liberta caminhando na praia, roubando fruta do pé, fazendo amor, interagindo com a Realidade. Estamos fadados à falência da humanidade... (veja e reveja a última cena da série “O Planeta dos Macacos”). 

> Qual mensagem você deixa para a humanidade? 

Que regresse - não às cavernas - mas à sua humanidade. E o pulso... ainda pulsa! 

> Clique e confira todas as entrevistas da série sobre Cultura "Opinando e Transformando"      

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Por Dhiogo José Caetano  –  dhiogocaetano@hotmail.com

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