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Dhiogo José Caetano

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Opinando e Transformando

Diogo Cintra é o 87º entrevistado na série sobre cultura

Objetivo é formar um mosaico com o que cada um pensa desse universo multifacetado

Pelo Brasil  –  25/07/2020 19:20

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(Foto: Divulgação)

“Caminhos diferentes nos dão respostas diferentes, respostas diferentes nos dão referências, logo somos capazes de alcançarmos a paz”

 

Diogo Cintra é o 87º convidado na série de entrevistas “Opinando e Transformando”. Uma oportunidade para os internautas conhecerem um pouco mais sobre os profissionais que, de alguma forma, vivem para a arte/cultura.

> Nome: Diogo Cintra
> Breve Currículo: Ator e dançarino, tem 26 anos, nasceu em Diadema, São Paulo. Iniciou a sua formação teatral no cursar de teatro na Escola de Atores Wolf Maya, em 2012. Em 2013, entrou na Cia Teatro do Incêndio, onde fez parte do elenco dos espetáculos “São Paulo Surrealista” e “O Pornosamba e a Bossanova Metafisica”, ambas de autoria e direção de Marcelo Marcus Fonseca; e “Pano de Boca” (de Fauzi Arap), direção de Marcelo Marcus Fonseca. Em 2015, desvinculou-se do Teatro do Incêndio e iniciou trabalhos independentes com a Cia Das Sombras, onde realizou o trabalho de performance no Festival Bar-Drama. Em 2016, fez parte do elenco da peça “O Bicho de Sete Cabeças”, produção independente, e em junho do mesmo ano participou da peça “Depois das Borboletas (de Philip Ridley), direção de David Rock, com a Cia Vaca Profana.
Em agosto do mesmo ano, entrou na Cia Arte e Ciência no Palco, onde realizou por um ano pesquisas sobre o mito de Prometeu, que resultou na peça “Prometeu Despedaçado”, de autoria do coletivo e direção de Carlos Palma. Em 2017, voltou a trabalhar com a Cia Vaca Profana e estreou a peça “O Inferno do velho”, adaptações dos contos de Charle Buckovsky e direção de David Rock.
No mesmo ano, inaugurou, junto com dois amigos, a Cia 13 de Teatro, onde realizou as seguintes peças: “Sentença” (de Eduardo Katayama), direção do Coletivo; e “Herança” (de Luiz Hirschimann), direção de Mateus Bruza. Em 2018, participou do processo “100 anos de Bergman”, direção de Ângelo Coimbra Filho. Em 2019, fez parte do elenco da série " Irmandade", pela O2 filmes. 

Confira a entrevista com Diogo Cintra

> Em sua opinião, o que é cultura de paz?

Cultura de paz são tradições, crenças e costumes de respeitar e empatizar com tradições, crenças e costumes de povos diversos, desde que essas tradições, crenças e costumes estejam em consonância com a democracia cultural.

> Como podemos difundir de forma coerente a paz neste vasto campo de transformação mental, intelectual e filosófica?

Meditar acho que é o primeiro passo. Precisamos desacelerar um pouco, nos conectar com nosso interior, lá tem muitas energias interessantes. Pode parecer discurso de autoajuda, mas, brincadeira à parte, meditação é fundamental para desconstrução e construção de um novo ser. Acho que a partir daí muitas ideias vão surgir para contribuir com a difusão de forma coerente da paz.

> Como você descreve a cultura de paz e sua influência ao longo da formação da sociedade brasileira/humanidade?

Eu descrevo como lenta, por conta do complexo de superioridade da hegemonia branca. O racismo estrutural é a maior barreira que o Brasil encontra para a difusão da paz, e ele tem suas raízes na escravidão. Exemplo disso é a tragédia que aconteceu com Miguel, menino preto de 5 anos que morreu após ser deixado pela patroa de sua mãe sozinho nas dependências do prédio em que ela trabalhava. A cultura de paz só vai ser difundida no país quando a lei 10.639/003 for levada a sério, quando estivermos discutindo e combatendo o racismo, fascismo, machismo e todos os “ismos” que forem contra a democracia cultural olhando para ele.

> A cultura e a educação libertam ou aprisionam os indivíduos?

Depende. Se a cultura for de superioridade, de censura e, principalmente, de disseminação de ódio, não só aprisiona como destrói civilizações. Agora, se for a cultura de respeitar as diferenças e colaborar com o crescimento, não só dá humanidade, mas de todo ser vivo, essa sim não só nos liberta como nos eleva!

> Comente sobre o espaço digital, destacando sua importância na difusão do despertar da humanidade. 

É engraçado e emocionante responder a essa pergunta, porque lembro a primeira vez que fui inserido no espaço digital em 2007 (Presidente Luiz Inácio Lula da Silva), quando me inscrevi em um curso de informática básica no telecentro, instituição 100% gratuita que governos competentes introduziram no Capão Redondo e em outras comunidades do país. Na quebrada nem todo mundo tinha computador. Na verdade, só uma parcela muito pequena na época tinha. As lan houses já existiam, mas, além de serem caras, não tinham curso de informática, e as escolas que ministravam os cursos de informática só visavam o dinheiro. Quando recebi meu primeiro certificado, por ter finalizado meu primeiro curso na vida, fiquei bastante orgulhoso por ter dado um importante passo para o futuro. Também tenho orgulho de dizer que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva foi o que deu um importante passo para a difusão da paz.

> Qual mensagem você deixa para a humanidade?

Eu faço um pedido: Que as pessoas parem, respirem, olhem em volta, reflitam sobre onde elas se encontram? Quem elas são diante dessa transformação? Será que existe um lado? Dois lados? Ou existem diversos lados? Eu prefiro acreditar nesse último. Caminhos diferentes nos dão respostas diferentes, respostas diferentes nos dão referências, logo somos capazes de alcançarmos a paz. 

> Clique e confira todas as entrevistas da série sobre Cultura "Opinando e Transformando"      

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2 Comentários

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  • Balbino De Paula

    Que linda entrevista, lindas palavras!
    Tudo de melhor pra você irmão.
    Bjos bjos.?

  • Auvusto

    Show meu irmao vc e dadiva ds Deus vc vai longe