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Conflitos Sociais

Dhiogo José Caetano

dhiogocaetano@hotmail.com

Série Opinando e Transformando - Episódio 93

Mateus Ferreira - Diversidade cultural

Universitário fala sobre cultura de paz, espaço digital, educação, sistema econômico e produtivo

Pelo Brasil  –  03/09/2020 21:46

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(Foto: Divulgação)

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“Uma sociedade justa e segura se forma através da educação, da inclusão social e com respeito aos Direitos Humanos”   

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Mateus Ferreira é o 93º convidado na série de entrevistas “Opinando e Transformando”. Objetivo é formar um mosaico com o que cada um pensa desse universo multifacetado. Uma oportunidade para os internautas conhecerem um pouco mais sobre os profissionais que, de alguma forma, vivem para a arte/cultura.

> Nome: Mateus Ferreira
> Breve biografia:
Está no último ano da graduação em Ciências Sociais e Políticas Públicas na UFG, é formado em Informática para Gestão de Negócios pela FATEC - São Paulo. Trabalhou durante muitos anos na área de sistemas bancários. Decidiu morar em Goiânia com o objetivo de estudar e entender o que as pessoas, especialmente as mais simples, esperam da política.
Entrou na UFG e deu continuidade a uma luta que começou lá em 2013 pelo passe livre e por melhores serviços públicos e dignidade para as pessoas. É atuante nos movimentos sociais, junto com professores e estudantes. Participou das lutas contra o golpe, contra o teto de gastos da educação, pelo passe livre estudantil e contra as OSs na educação.
Em 28 de abril de 2017, durante uma manifestação contra reforma da previdência do Temer, junto com professores, outros estudantes e trabalhadores, sofreu uma agressão policial que poderia ter interrompido a sua vida. Em coma por seis dias, duas cirurgias, uma prótese na testa e uma vida marcada para sempre, lhe colocou mais próximo das dores e angústias da nossa gente, muitas vezes, invisibilizadas.
Recebeu muita solidariedade, gentileza e acolhimento do povo goiano, hoje ele se sente goiano de coração e tem um forte desejo de retribuir todo esse carinho através de ações concretas na política.

Confira a entrevista com Mateus Ferreira  

> Em sua opinião, o que é cultura de paz?

Nós vivemos em uma sociedade de conflitos latentes e reais. É papel dos governos pacificar a sociedade por meio de políticas que reduzam as desigualdades de renda, de gênero, de raça e todo tipo de preconceito. Promover a justiça social e integrar as pessoas à sociedade é promover uma cultura de paz. O principal instrumento de inclusão social é a educação.

> Como podemos difundir de forma coerente a paz neste vasto campo de transformação mental, intelectual e filosófica?

Não basta transformar as mentes, mas transformar a estrutura em que a sociedade está fundada. Onde alguns poucos têm muito e a grande maioria não tem nada ou muito pouco.

> Como você descreve a cultura de paz e sua influência ao longo da formação da sociedade brasileira/humanidade?

A sociedade brasileira é fundada no conflito e na exploração das pessoas. Desde a colonização, com a escravidão, massacre de povos indígenas e tradicionais e o abandono das pessoas à própria sorte, sem terras e sem meio de subsistência, o que originou grandes bolsões de pobreza em todo o país.

> A cultura e a educação libertam ou aprisionam os indivíduos?

A cultura é progressista e inerente de qualquer sociedade humana, cabe a nós promovermos as diversidades culturais. A educação pode ser libertadora quando estimula os indivíduos a pensarem por si próprios e quando unimos os métodos científicos às vivências pessoais. A educação pode também aprisionar, se for usada por poderosos para doutrinar e não para educar.

> Comente sobre o espaço digital, destacando sua importância na difusão do despertar da humanidade. 

As ferramentas digitais nos trouxeram uma nova dimensão na capacidade de difusão do conhecimento e informação. Mas é também uma ferramenta para difusão de mentiras, teorias da conspiração e falsas verdades. É preciso educação para evitar que as pessoas sejam enganadas, as ferramentas digitais são perigosas porque massificam ideias e a infinidade de informações pode produzir desinformação à medida que não é possível aprofundar nos temas. As pessoas acabam se informando por memes e ideias muito resumidas.

> Qual mensagem você deixa para a humanidade?

Estamos num momento crucial da história da humanidade, porque nesse momento somos capazes de destruir todo um planeta, temos capacidades e meios pra isso. A pandemia demonstra nossa falta de capacidade de agir globalmente de maneira coordenada. O egoísmo de lideranças políticas por todo globo nos lança num terreno de desesperança, aquecimento global, imigrações em massa, e a fome no mundo todo que poderia já ter sido resolvida, se não pensássemos apenas no lucro. É preciso repensar nosso sistema econômico e produtivo de maneira que sirva efetivamente às pessoas, com sustentabilidade e responsabilidade social. Não dá mais pra aceitar esse sistema econômico predatório que só destrói o meio ambiente e promove a miséria em todo o mundo, é preciso que tenhamos todos consciência que somos parte desse meio ambiente e ao destruí-los destruímos a nós mesmos. 

> Clique e confira todas as entrevistas da série sobre Cultura "Opinando e Transformando"      

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Por Dhiogo José Caetano  –  dhiogocaetano@hotmail.com

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