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Série Opinando e Transformando - Episódio 111

Elpides Carvalho - Em defesa da empatia no cotidiano

Jornalista e professor fala sobre cultura de paz, educação e espaço digital

Pelo Brasil  –  25/04/2021 18:36

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(Foto: Divulgação)

“Apesar da vida parecer ser feita para dar errado, que sejamos ‘como um girassol de costas pro escuro e de frente pra luz’, como diz parte da letra da canção ‘Girassol’, de Priscilla Alcantara”

 

Elpides Carvalho é o 111º convidado na série de entrevistas “Opinando e Transformando”. Objetivo é formar um mosaico com o que cada um pensa desse universo multifacetado. Uma oportunidade para os internautas conhecerem um pouco mais sobre os profissionais que, de alguma forma, vivem para a arte/cultura.

> Nome: Elpides Carvalho
> Breve biografia: Graduado em comunicação social - habilitação jornalismo pela Faculdade Sul-Americana (Fasam), pós-graduando em marketing e comunicação digital pela Faculdade Cambury. Graduado em licenciatura em química pela Universidade Cruzeiro do Sul de São Paulo. É jornalista e professor de química no ensino médio. 

Confira a entrevista com Elpides Carvalho

> Em sua opinião, o que é cultura de paz?

A cultura de paz é basicamente se opor a toda forma de violência, exclusão social, discriminação e intolerância de diferentes faces e ataques ao meio ambiente. Quem deseja ter essa temática no seu íntimo deve, primeiramente, ser dotado de um princípio básico: a empatia. É muito importante que cada indivíduo tenha em mente o que é se colocar no lugar do outro, a fim de compreendê-lo. É importante ressaltar que a cultura de paz não deve ser algo praticado apenas individualmente, mas construída também nas relações interpessoais, entre povos e religiões, por exemplo.  

> Como podemos difundir de forma coerente a paz neste vasto campo de transformação mental, intelectual e filosófica? 

Eu diria que não é uma tarefa muito fácil e de curto prazo, mas um processo contínuo. A própria Unesco vem mobilizando, tornando essa cultura conhecida há décadas. Porém, acredito que a comunicação clara e objetiva é um dos caminhos para alcançarmos a transformação do pensamento. A partir de então, poderemos difundir e ampliar o alcance dos princípios que consolidam uma cultura de paz. É importante dizer também que essa comunicação não necessariamente tem de vir pura e somente de veículos de imprensa. Uma vez ela partindo de grandes, pequenas e médias empresas podem adquirir grande relevância pelos discursos de seus valores, políticas e filosofia. Por outro lado, o cultivo da educação até o seu arvorecer também se torna outra ferramenta frutífera para mudanças.    

> Como você descreve a cultura de paz e sua influência ao longo da formação da sociedade brasileira/humanidade?

Complexa e um longo caminho a percorrer. A criação de um mundo pacífico deve passar por cada indivíduo, independente de sua crença religiosa, classe social, sexo, raça ou lugar onde vive. O compromisso com a paz não pode ficar restrita aos acordos políticos e econômicos entre nações. Sabemos que tais características humanas, como egocentrismo, os interesses próprios e a concorrência desigual, refletem em uma boa dose de conflitos. Por isso, é urgente e constante a necessidade de maior engajamento da ética, moral e respeito, para a humanidade vislumbrar a cultura de paz. Mas, para isso, é fundamental exigirmos uma educação de base de qualidade.  

> A cultura e a educação libertam ou aprisionam os indivíduos? 

Com certeza libertam. Um povo sem cultura é um povo sem identidade, sem história. O indivíduo sem educação é um soldado em guerra sem munição. Portanto, podemos afirmar que essas duas premissas juntas facilitam o crescimento da consciência crítica do cidadão. Fortalecem o poder de reivindicação, principalmente, em um país como o Brasil, onde se vivencia supressão de direitos. Aí é preciso intervenção ativa e eficiente do indivíduo, mas que só vem por meio de conhecimentos adquiridos. Por outro lado, se a cultura e a educação forem doutrinadas por dogmas, daqueles que detêm o poder, aí é “oto patamar”. Eu endosso essa noção de liberdade porque, se não for plenamente assim, pelo menos deveria ser.  

> Comente sobre o espaço digital, destacando sua importância na difusão do despertar da humanidade. 

Atualmente é inegável que estamos mergulhados irreversivelmente no mundo digital. Se por um lado isso é ruim, quando nos tornarmos escravos da internet e presas fáceis de fake news, é bem verdade também que nunca tivemos tão conectados com pessoas distantes e fatos em tempo real. E olhando pelo aspecto de sua importância para humanidade é que a gente se dá conta do vasto conhecimento que adquirimos sem hierarquização da informação. E apesar de vivermos sob comando do ciberespaço, alienando-se da vida real, ainda assim essa era virtual tem lá sua relevância. Um exemplo disso são esses tempos tenebrosos que estamos experimentando com a pandemia (novo coronavírus/Covid-19). A disseminação da informação pura e verdadeira sobre o tema nos abastece de orientações e nos conecta a outras pessoas de como elas estão vivenciando o caos, se virando para sobreviver e se reinventando.    

> Qual mensagem você deixa para a humanidade? 

A mensagem que deixo é que, apesar da vida parecer ser feita para dar errado, que sejamos “como um girassol de costas pro escuro e de frente pra luz”, como diz parte da letra da canção “Girassol”, de Priscilla Alcantara. Além disso, que a prática da empatia seja rotina em nosso cotidiano. Tenhamos coragem, fé e amor para passar dias atuais tão difíceis. E não nos deixemos envaidecer pela soberba do capitalismo, onde o dinheiro é o câmbio de valor. Pratiquem as revoluções verdadeiras: o amor, a paz e justiça. Por fim, sejam o eu-lírico presente nas letras das boas canções e poesias.   

> Clique e confira todas as entrevistas da série sobre Cultura "Opinando e Transformando"      

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