(Foto Ilustrativa)
A história é uma ciência, e trata de uma ciência que examina a coletividade, a sociedade e o indivíduo
No sentido etimológico, cultura remete ao ato de cultivar. No cerne desse conceito estão reunidas diversas informações que orientam o saber, a arte, as crenças, as normas jurídicas, a moral, os costumes e todos os hábitos e capacidades que o ser humano adquire no âmbito familiar e, igualmente, por meio da comunidade a que pertence.
Cultura integra a memória histórica de um lugar, de uma pessoa, de uma cidade e de uma nação. Ela constitui uma das marcas essenciais da humanidade, já que apenas o homem é capaz de produzir culturas, e a cultura, por sua vez, molda a história. Trata-se de um processo acumulativo e adaptativo.
Segundo Hartog, a cultura recebe influências em determinados contextos temporais e espaciais, estabelecendo, de modo recíproco, vínculos entre gerações; assim ocorrem transformações e reconstruções numa estrutura sensível à identidade de cada sujeito que a forja e a concretiza. Como Hall ressalta, a identidade não é homogênea nem única.
Segundo Michel de Certeau, conforme Hélen Bezerra, a cultura é conceituada como parte das ciências sociais; ela constitui a herança social da humanidade. Trata-se de um conjunto de manifestações que podem ser entendidas como táticas geradoras de sentido, ainda que esse sentido possa ser diferente daquele pretendido pelos produtores: uma produção racionalizada, expansionista e centralizada, ruidosa e espetacular. O antropólogo Roque Laraia propõe "a ideia de que a natureza de todos os homens é idêntica e que a cultura por eles praticada os distingue, tornando-os estranhos entre si".
Diversos pesquisadores e estudiosos nos levam a perceber a riqueza cultural em que o homem está inserido, sua capacidade de criar diferentes e, ousadamente, infinitos modos de viver, sendo um agente transformador, em sua individualidade, ou na complexidade da coletividade. Podemos notar que o duplo conceito de cultura e civilização surgiu no século XVIII, empregado por filósofos franceses e alemães, para se referir ao processo material e mental da humanidade.
Na vertente francesa, civilização seria a alta cultura caracterizada pela urbanização, a escrita, o estado, a divisão do trabalho, e a diferença de status entre indivíduos e grupos. A civilização era vista de forma superior à cultura. Para os alemães, cultura era habitualmente os costumes específicos das sociedades, que sofriam mudanças lentas em oposição à civilização, definida como urbana, cosmopolita e rápida em suas transformações (Cardoso, Vainfas 1997, pp. 1-7).
A posição básica da perspectiva entre as visões francesas e alemãs dificulta o entendimento de correntes paramarxistas, conhecidas como escola de Frankfurt (1968 - 1989), onde ocorreu o deslocamento de paradigmas nas áreas das ciências humanas e sociais; mudanças que afetam a história, promovendo a formulação de uma nova história, que tem como ambição a diversidade dos objetos e a alteridade cultural. Assim, a disciplina histórica é apresentada hoje a partir de oposições entre paradigmas polares chamados de "modernos" ou iluministas, filiados ao marxismo e ao grupo dos Annales, que foram influentes e prestigiados no período de 1929 a 1989.
A visão marxista foi sintetizada por Adam Schaff (1991), que define a realidade social como algo mutável, onde seus fatores sofrem mudanças. A preocupação dos marxistas transcende as esferas humanas, naturais e historiográficas; aparecendo ambas em um movimento dialético vinculado uma à outra. A principal contradição dialética entre o homem e a natureza se relaciona no desenvolvimento das forças produtivas; a partir da análise integrada dessas contradições é que surgem os conceitos históricos como modo de produção, formação econômica, sociedade e classes sociais.
Dentro do estudo sobre os paradigmas da história, notamos uma compatibilidade entre os marxistas e os ideais dos grupos dos Annales e dos inúmeros seguidores da chamada escola de Frankfurt. Tal compatibilidade se relaciona com a inclinação teórica dos historiadores pelas mudanças sociais e a ausência da preocupação com o indivíduo, devido à obsessão pelo que é estrutural e transindividual, sendo insuficientes suas indicações acerca da noção de poder.
No caso dos Annales, isso se relaciona com a polêmica contra uma história tradicional de corte político-militar; levantando discussões e críticas em relação à ciência e sua objetividade, implicando, ao mesmo tempo, ao idealismo e ao materialismo, fatos os quais, mesmo com a ausência da solução de problemas, não deixaram de citar teorias, ideologias e utopias.
O paradigma pós-modernista revela o resultado da trajetória pessoal de intelectuais na década de 1970, revolucionários desiludidos. Muitos abandonavam a crença na possibilidade de uma transformação global, partindo para movimentos de luta ou reivindicação, desembocando, por fim, no neoconservadorismo ou neoliberalismo, processo que se desenvolveu no Ocidente.
Os pós-modernistas costumam ser retóricos em seus argumentos, promovendo afirmações em sua apresentação como se fossem autovidentes, não demonstrando um conhecimento teórico. Isso ocorre pela falta de estrutura teórica e metodológica. Podemos apontar as deficiências centrais no pensamento histórico pós-moderno; ou seja, na nova história, o foco principal de estudo está relacionado ao cotidiano, voltado às questões da microhistória, abandonando os instrumentos críticos da razão na tentativa de buscar novos significados para sua objetividade, sendo condenados à dispersão e à irrelevância, ficando visivelmente a crítica à história em migalhas (Cardoso, Vainfas, 1997, pp. 15-7).
Alguns dos aspectos da Nova História vieram para ficar; entre eles, a ampliação dos objetos, as estratégias de pesquisa e a reivindicação dos indivíduos, tornando possível a legitimação da história.
A pluralidade disciplinar é evidenciada; as ideias se mantêm vivas, em uma disciplina que tem como objeto o estudo da história das ideias, que teve que enfrentar como adversário a tradição marxista e a historiografia francesa dos Annales.
Mas boa parte dos historiadores prefere, hoje, denominar como história algo que, de forma essencial, ajuda o homem a pensar em uma história que, até pouco tempo, não constituía um campo e sim o objeto de estudo de alguns departamentos da filosofia. As ideias propõem uma representação mental de um objeto ou fato, enfocando uma problemática complexa, observando a intertextualidade e a contextualização, desempenhando diversas funções. Mesmo assim, observa-se que os historiadores mantêm uma relação precária com as ideias, utilizando constantemente uma gama de categorias, conceitos e noções, remetendo ao senso comum, teórico e específico.
É importante deixar claro que as ideias tiveram papel decisivo na história, não se tratando ainda de uma história das ideias, e sim uma história geral das civilizações relacionada ao conceito de cultura. Porém, não existe recorte das "ideias" enquanto objeto particular historiográfico. A historiografia do século XIX desenvolveu -se segundo percursos metodológicos: a perspectiva discursiva, explicativa, compreensiva e historicista.
Em função do processo metodológico, a historiografia se divide em dois períodos: o primeiro, no começo do século XVIII até mais ou menos 1870, caracterizado pela oposição entre romantismo e a crítica dos iluministas e dos positivistas como base no pensamento iluminista. Na segunda parte do começo do século XX, por volta de 1976, ocorre a fusão entre os ideais românticos e a concepção positivista, compartilhando um grau diverso de formas variadas de modelos e reflexão (Cardoso, Vainfas, 1997, pp. 10-5).
O idealismo romântico produziu as filosofias especulativas da história de Hubert Fichte (1815) e, sobretudo, de Hegel (1820), um campo do conhecimento histórico que articula a coexistência de conflitos entre a filosofia e a exigência erudita da crítica documental. Em relação à historiografia romântica, as escolas históricas alemãs de Humboldt e Ranke (1795) condenaram e concretizaram um paradoxo epistemológico que se desenvolve em oposição à explicação discursiva e redutora (Cardoso, Vainfas, 1975, pp. 20-2).
Percebe-se que a ideia se relaciona com a realidade real, histórica, única e singular; assim, podemos compreender o sentido da famosa frase de Ranke (1795): "A tarefa do historiador é expor aquilo que realmente aconteceu". As ideias não são algo acrescentado na história; ao contrário, são algo que aparece na conexão natural das coisas.
Ao longo da construção historiográfica, a historiografia romântica teve forte conotação política e ideológica, daí o hábito de se subdividir em duas vertentes: uma dita conservadora, mais tradicionalista, e outra progressista; uma historiografia que se dizia "positivista", mas que, na realidade, propunha uma ideia evolucionista e científica que compreende as várias vertentes históricas, em função de suas diferenças quanto ao conhecimento histórico (Vainfas, 1997, pp. 150-8).
No espaço historiográfico desse "positivismo" metodológico, a compartimentalização disciplinar deslocou e pluralizou a história das ideias. Ideias que não constituem uma esfera distinta e separada da existência social, as quais são unidades estruturais da história. No século XX, a historiografia das "ideias" diversificou-se bastante, funcionando como orientadora temporal de acesso às questões em debate e abordagens a modelos e métodos propostos.
A crítica antipositivista não era necessariamente "irracionalista"; não era a razão que se rejeitava, mas sim certo tipo ou concepção da razão iluminista. Bloch e Febvre (1920), citados por Ronaldo Vainfas (1997), inauguram o estudo das mentalidades, delas fazendo um legítimo objeto de investigação histórica. Mas não pense que foram eles os primeiros a se dedicar aos estudos dos sentimentos, crenças e costumes na historiografia ocidental (Vainfas, 1997, pp. 131-3).
A problematização braudeliana do tempo longo é de importância crucial em relação ao assunto da mentalidade. Ao analisar a noção de "internalização" no âmbito da história intelectual e das ideias, ocorre a amplitude dos campos de tendências do tipo de objeto abordado. Logo, deve-se pensar na investigação e na problematização de tal processo que se dirige ao processo coletivo dos grupos sociais, em uma dialética de longa duração (Braudel, 1984, pp. 25-9).
Numa visão coletiva, seria errôneo falar de uma história das mentalidades homogênea e unificada, tanto em relação aos seus pressupostos teóricos quanto metodológicos. Portanto, cabe falar das divisões das mentalidades, em particularidades que se dividem em uma história das mentalidades herdeira das tradições dos Annales, e outra que seria a história assumidamente marxista, preocupada com a relação de conceitos e ideologias.
A história das mentalidades está sim descompromissada em discutir teoricamente os objetos, preocupando-se unicamente com a dedicação em descrever e narrar épocas ou episódios do passado; uma história cética quanto à validade da explicação e da própria distinção entre a narrativa literária e a narrativa histórica.
Conforme Marc Bloch (1930), aplica-se o método comparativo no quadro das ciências humanas, explicando as semelhanças e as diferenças que apresentam duas séries de naturezas análogas, tomadas de meios sociais distintos, uma série de instrumentos capaz de transformar a história em uma ciência, que permite a passagem da descrição para a explicação dos processos históricos.
No que concerne à interpretação coletiva, é importante definir os critérios conceituais coerentes, sem cometer anacronismos, sobretudo em se tratando de sociedades bem diversas ou muito afastadas no tempo. Posso ainda utilizar a afirmação de Paul Veyne (1982), que deixa claro que a história é um conjunto descontínuo, formado por domínios de variadas épocas e com inúmeros caracteres de eventos diferenciados, que possibilitam dar rumos à história enquanto campo do conhecimento, que vincula a história vivida cuja escrita é sem dúvida a opção mais complexa , onde o homem tenta assegurar o tempo que passa e flui permanentemente em um devir constante, cujas explicações reais escapam pelas das falhas da memória.
Todavia, não podemos perder de vista as permanências da história que prosseguem por muito tempo, a hegemonia positivista, que no fundo trata-se do antagonismo entre os idealismos. A história das ideias cede lugar à história sociocultural; o mesmo ocorre com a história das mentalidades; os historiadores abandonam as velhas questões tradicionais e partem em busca de "longos períodos," e, para isso, inventam novos métodos e instrumentos.
Foucault (1986) pensa em uma história econômica e social, uma "novidade" quantitativa que encanta ou irrita os historiadores das ideias; pois ocorreu uma rejeição das cadeias evolutivas das "visões de mundo" e outras noções típicas da história tradicional. Os historiadores pretendem ver cada ideia ou cada pensador em um "microcosmo", no qual se articula passado e presente em uma estrutura específica, preservando o eixo temporal das relações históricas, promovendo a conexão dos objetivos comuns aos historiadores de diversos grupos.
A memória tem o poder de fundamentar as tradições de uma cultura, como produto social que liga a reprodução da sociedade organizada e que reproduz constantemente as repetições; ou seja, o caráter é de unificação, representado de forma simbólica nas festas cívicas ou populares, nos ritos religiosos ou nos rituais de passagem da vida para a morte.
Voltando ao termo cultura, devemos fazer um diálogo com a cristandade, pois a religião cristã é supostamente superior às outras sociedades, já que sua ideologia é formada na Idade Média, onde os limites da cristandade eram os limites humanos; um movimento de lutas entre humanos, cristãos e pagãos (Vainfas, 1997, pp. 145-9). A abertura à alteridade está totalmente envolvida com a nova forma de se fazer história, pois “o outro", “o diferente", começa a fazer parte da história como sujeito, ou seja, objeto de discussão da disciplina histórica.
A descoberta do outro foi, sem dúvida, um acontecimento surpreendente na história do Ocidente, fundando um movimento interno, ocorrido na Europa Ocidental, decorrente da desagregação do feudalismo, que expõe o indivíduo ao meio de produção, fundando a sociedade moderna e, ao mesmo tempo, abrindo portas para a venda da força de trabalho e para a escravização do indivíduo ao capital, libertando também as estruturas e valores familiares tradicionais, autocentrados e limitadores do exercício de vontades individuais e coletivas.
A descoberta de si e do outro permitiu a aceitação das diferenças nos conjuntos de desenvolvimento da sociedade capitalista, que se torna individualista, quebrando as rupturas e os padrões sociais. O pensamento ocidental caminha para a forma mais elaborada de classificação do outro, consolidando a raça branca como superior; desenvolvendo a teoria da desigualdade; enfrentando a miscigenação e o hibridismo, que traziam em si a infalível decadência da particularidade.
Durante o século XIX e boa parte do século XX, não faltaram esforços para aprimorar o conceito de raça, legando a perspectiva biológica comportamental; abrindo caminho para o estudo antropológico mais profundo, que fornece a base para o desgaste acentuado do etnocentrismo ocidental. Lévi-Strauss (1976) chama de primitivo a ciência moderna, onde o universo é objeto do pensamento. Pelo menos como Strauss sustenta, a diferença entre o grupo étnico, que no lugar da raça surge como elemento definidor da identidade de grupos humanos, ocorre uma interação e interferência entre duas ou mais tradições culturais, pois é inegável o efeito cultural que oferece ao longo do contato.
O estudo do papel social das religiões mostra que as crenças e práticas beneficiaram a constituição de um novo campo do conhecimento, tornando-se uma disciplina autônoma, à medida em que categorias sociais e sociedade ganhavam papel privilegiado no estudo. A religião passa a merecer maior atenção. Um estudo mais objetivo e sistemático das diversas formas de ritos e práticas religiosas possibilita a compreensão mais abrangente das práticas individuais ou coletivas.
Emile Durkheim (1895) é um dos primeiros a fazer o esboço teórico-metodológico para a análise do sistema religioso, adotando preceitos evolucionistas na elaboração de um modelo imutável e imune ao tempo e à história; mas não resta dúvida de que seria Max Weber (1905) o aplicador do método de análise que ele denomina sociologia, cujo objetivo é construir conceitos. Fica clara a procura dos fundamentos metodológicos da sociologia religiosa, através da análise de tipos de comunidades religiosas (Durkheim, 1917, pp. 61-3).
Weber (1905) pouco acrescentou à reflexão sobre o papel da religião na vida social, um contraposto em relação à reflexão de Marx e Engels, que apontam o estudo das religiões entrelaçando a luta de classes, percebendo a religião como a ilusão destinada a mascarar e justificar a desigualdade entre as classes sociais, cuja origem tinha base eminentemente econômica.
Weber, Marx e Engels pouco contribuíram para a valorização da história das religiões como objeto de investigação; mas com a estruturação e sistematização disciplinar, constituíram a sociologia religiosa, que ganhou corpo a partir do século XIX, organizando a "ciência das religiões" de um lado e a essência da vida e do homem religioso do outro (Weber, 1920, pp. 70-2). Segundo Certeau, a História Cultural praticamente se relaciona com o estudo das categorias de representações e apropriações. Um processo simultâneo de construção de uma identidade popular no campo cultural. Para Thompson, de modo genérico, esta está direcionada à resistência social e à luta de classes em conexão com as tradições, os ritos e o cotidiano das classes populares num contexto histórico de constante transformação.
Ao fazer um balanço geral da historiografia, conseguiremos identificar com nitidez dois grandes paradigmas: o iluminismo e o pós-modernismo, que, com a Nova História, gerou uma confusão entre sujeito e objeto, resultado da crença de observar e investigar parte integrante daquilo que se estuda. Trata-se do predomínio de um processo hermenêutico de interpretação, partidário das microcorrentes, do estudo de pequenos grupos, que leva ao declínio do "paradigma iluminista", como no caso da história econômica, história social, história cultural e história das mentalidades, assim chamada pela Nova História.
As investigações acerca de cultura e mentalidades têm oferecido contribuição decisiva para a compreensão da reflexão interdisciplinar em uma dimensão talvez superior à de outros ramos da pesquisa histórica. No entanto, os rumos e equívocos da história encaram, com tranquilidade, as divergências de opinião e as alternativas teóricas que buscam equilibrar as problemáticas a serem analisadas; são posturas que precisam ser adotadas com o propósito de demonstrar que a história é uma ciência, e trata de uma ciência que examina a coletividade, a sociedade e o indivíduo.
Em suma, cultura compreende identidade, história, ambiente, passado, língua, saberes, religiosidade, ideias, artefatos, costumes, leis e crenças; tudo o que resulta da criação humana integra a cultura. Cultivemos a prática de edificar e reedificar o mundo que nos cerca.
Referências Bibliográficas
Braudel, Fernand. O Mediterrâneo e o Mundo Mediterrâneo. Lisboa: Marins Fontes, 1984.
Durkheim, Émile. As Regras do Método Sociológico. São Paulo: Ed. Martin Claret, 2002.
Cardoso, Ciro.Flamarion.; Vainfas, Ronaldo. Domínio da História: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus. 1997.127-162.
Weber, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo: Martin Claret, 2003.
.....................................................................................
Apoie o jornalismo cultural independente
Como apoiar
Para contribuir: Chave Pix 88836843700
O processo é simples e seguro.
A cultura agradece. O jornalismo independente também.

