(Foto Ilustrativa)
A ignorância apaga a claridade e cria um terreno favorável à escuridão
Enganar, manipular, endividar; até quando viveremos uma era de desumanização? Chega de artimanhas, de discípulos de Bartolomeu Bueno da Silva, esse "velho demônio" ou "espírito maligno" que, lamentavelmente, amedronta o "povo" brasileiro.
O discurso pode iludir; contudo, a realidade revela muito sobre uma sociedade que subsiste com migalhas em meio a riquezas incomparáveis.
Quando nos propomos a acessar as possibilidades de compreender o outro, atingimos a nossa essência.
O ódio resulta de uma mente perturbada, incapaz de alcançar a ternura da fonte criadora.
Um sistema dividido em dois blocos não construiu uma realidade para todos.
Desde os tempos mais remotos, indivíduos patológicos valem-se de discursos de ódio para manipular e eliminar os seguidores da ideia de ordem e progresso.
O caos contém a semente da ordem, pois, por vezes, é preciso demolir para erguer novas possibilidades de vida!
Não se deixe enganar pelo desejo de controlar a vida ou de manobrar o tempo; o simulador não aceita comando, move-se constantemente e cabe a cada um de nós aceitar os desígnios dele.
Contemplar a movimentação da natureza é entrar no fluxo da alma cosmológica.
A imersão na matéria parece deprimir a capacidade de raciocínio, transformando os indivíduos em seres bestializados diante da saciedade provocada pelo consumo.
A mente tem a tendência de elaborar armadilhas que dificultam a consciência, causando sofrimento e isolamento.
A voz da essência é abafada pelos ruídos do mundo material, que promove a superficialidade e busca levar à alienação.
Temos consciência da finitude; todos os dias, alguém próximo nos deixa. A curta duração da vida é uma realidade, mas, infelizmente, somos iludidos pela mente, que nos faz acreditar que nossa existência neste mundo é eterna.
Perceber a vida vibrando em cada coisa é privilégio de quem permanece atento às ilusões criadas pelos arquitetos do caos.
A ignorância apaga a claridade e cria um terreno favorável à escuridão.
Quando há ausência de diálogo, prevalece o abuso, instaurando uma relação opressiva em que o poder cala os clamores por liberdade.
Ao reconhecermos a nossa imagem e semelhança no outro, tornamo-nos indivíduos preparados para retornar a fazer parte da família cósmica universal.
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