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Conflitos Sociais

Dhiogo José Caetano

dhiogocaetano@hotmail.com

O Último Suspiro da Vida

A morte do cisne

É tarde demais, o fim foi proclamado; em prantos a natureza desmaia

Pelo mundo  –  11/08/2015 09:59

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(Foto: Divulgação)

Parecia um anjo, um deus, uma luz

que irradiava na magnitude da vida

 

Publicada em: 09/08/2015 (08:36:31)
Atualizada em: 11/08/2015 (09:59:36)

Em um lindo lago, o último suspiro de vida.
Na contemplação de uma imensa lua, o ofuscar da vida.
Em movimentos metricamente coordenados, a exaltação do fim.
A cada performance, uma lágrima abrolhava dos meus olhos.
Parecia um anjo, um deus, uma luz que irradiava na magnitude da vida.
A arte gritava em seus delineados e compassados gestos.
Quanta emoção, quanta reação, quanto amor...
Luz, sinergia, o fluxo vital, a irreflexão da vida.
Uma lira imortalizada.
Um poema divinamente consumado.
A exclamação da existência!
A ressonância dos ecos da morte.
Um bucólico e abstruso crepúsculo.
O lago ganha vida, e a vida se esvai, das entranhas daquele majestoso cisne.
A canção "The swan" promove a valsa da morte.
A luz é corroída pelas trevas.
A dor dilacera a alma, que enfadada pela solidão se nutre de compaixão.
As flores, a lua, as estrelas e o céu negro emanavam energias salutares.
É tarde demais, o fim foi proclamado...
Em prantos a natureza desmaia.
O desespero sucumbe à flamejante lua.
O céu negro ampara as estrelas.
As flores desfalecem.
Os peixes nadam desordenadamente.
As aves promovem a revoada.
O lago se agita.
Em luto, o mundo abraça o todo que circunda o lago.
O lago é privilegiado e imortaliza a vida e a morte do esplêndido cisne.
Um bailarino que se fundiu com sua arte.
Uma arte pragmatizada em seus últimos movimentos de agradecimento à vida.
No fundo do lago, os restos mortais de um artista que nunca se esvai.

Por Dhiogo José Caetano  –  dhiogocaetano@hotmail.com

1 Comentário

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  • Leda Aragão

    A morte do cisne. Belo conto, poema de vida e morte. Vida onde retrata a beleza da vivência, da sublime ânsia de viver o encanto que enrola nos
    instantes vivenciais.
    Morte onde é determinado o conflito do fim. Fim de um ciclo onde tudo existiu e acaba de repente, onde protagoniza um drama de acabou e nada mais é possível.
    Uma visão emaranhada de momentos marcados e editoriados pelo universo.