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Dia do Combate à Infecção Hospitalar: saiba como evitá-la

Especialistas esclarecem a importância da higienização das mãos e as principais formas de lutar contra o mal que atinge 14% dos pacientes internados no Brasil

Viver bem  –  15/05/2013 12:32

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(Foto Ilustrativa)

Antisséptico à base de álcool é mais eficaz

porque consegue eliminar 99,99% dos germes

mais comuns nas mãos

 

Prevenção é a principal forma de combate à infecção hospitalar. O cuidado e o simples ato da higienização das mãos é essencial para manter a saúde em dia. Nesta quarta-feira, 15, é o Dia do Combate à Infecção Hospitalar, criado para alertar sobre o perigo das superbactérias.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), as infecções hospitalares atingem aproximadamente 14% dos pacientes internados no Brasil, podendo chegar a 100 mil mortes por ano. Para a OMS, somente a higienização adequada das mãos, entre o atendimento de um paciente e outro, e antes da realização de qualquer procedimento invasivo seria capaz de reduzir em 70% os casos de infecção.

Higienização das mãos é a medida mais eficaz

O Hospital e Maternidade Santa Joana e a Maternidade Pro Matre, por exemplo, têm uma CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar) atuante em todas as áreas, que está embasada em normas brasileiras e órgãos internacionais. Rosana Richtmann, infectologista e presidente da CCIH do Hospital e Maternidade Santa Joana, ressalta que a higienização das mãos é a medida mais eficaz no controle da infecção hospitalar e deve ser incorporada por todos, em casa, no trabalho ou mesmo na rua.

- O ideal é usar álcool em gel sempre que chegar da rua, antes de se alimentar, depois de usar o banheiro, entre outros - afirma.

Segundo Rosana, é importante ter sempre um frasco de álcool em gel na bolsa, pois nem sempre é fácil encontrar uma pia para lavar as mãos, se for fazer uma refeição na rua. Nessas circunstâncias, ter o álcool em gel resolve a questão.

Uma comparação entre os índices do Grupo Santa Joana e de hospitais de referência no Brasil e no mundo detectou que o índice de infecção hospitalar na instituição é de 0,3%, o que é baixíssimo, se comparado à média nacional de 2,8%. O que é nove vezes menor do que a média nacional.

Hábito que pode salvar mais vidas

As mãos costumam ser o principal veículo de contágio, pois estão diretamente em contato com objetos e lugares que podem estar contaminados, sendo a porta de entrada para vírus, fungos e bactérias. A profissional em saúde pública pela USP e especialista em saúde da pele, pesquisadora da Gojo, Luciana Barbosa, explica que transformar a lavagem das mãos e o uso do álcool em gel em hábito é benéfico para todos e pode salvar mais vidas.

- Lavar as mãos com sabonete comum (sem ser bactericida) previne 80% das doenças transmissíveis pelo contato entre mãos, superfícies e outras pessoas. Já o antisséptico à base de álcool é mais eficaz porque consegue eliminar 99,99% dos germes mais comuns nas mãos, podendo ser bactérias, fungos e vírus - destaca a especialista.

Luciana ainda reforça que a principal diferença entre eles é que o antisséptico não tem enxágue e pode ser utilizado em qualquer lugar e possui princípio ativo bactericida mais eficaz do que o sabonete, mas ambos são métodos seguros e indicados para prevenir a transmissão.

Mais eficaz, barato e resseca menos a pele

Em 2002, o Centro de Controle de Doenças dos EUA recomendou a substituição da lavagem das mãos com água e sabão pela utilização do álcool em gel, espuma ou líquido, pois é mais eficaz, mais barato, resseca menos a pele e ainda gasta menos tempo. Luciana atenta para o fato de que para garantir a pele saudável o álcool em gel deve ter o álcool etílico a 70% e componentes que atuem na hidratação da pele, caso contrário pode prejudicar a oleosidade natural e desencadear problemas como ressecamento, irritações, coceiras, rachaduras e em alguns casos extremos até dermatites e outras doenças de pele.

A infectologista do Hospital e Maternidade Santa Joana alerta para o cuidado com a alimentação.

- Manter a rotina de higienização dos alimentos em casa, especialmente dos alimentos crus, é muito importante. Se for se alimentar fora, escolha locais que apresentem segurança na manipulação de alimentos - ressalta.

Ainda, de acordo com Rosana Richtmann, outro fator importante é a etiqueta da tosse:

- Se tossir ou espirrar perto de outras pessoas, não coloque suas mãos na frente do nariz ou da boca. Use o antebraço, isso evita que as partículas se espalhem, sem que você utilize sua mão para isso, já que depois vai manipular objetos e pode espalhar os germes dessa forma.

Algumas dicas importantes

> Mãos limpas, bebê saudável: Se você tem bebê, lave suas mãos sempre antes de iniciar os cuidados com ele. Nunca se esqueça de lavar suas mãos depois de trocar a fralda.

> Circulação restrita: Pessoas que já estão infectadas devem evitar circular em ambientes de grande aglomeração, para não espalhar vírus e bactérias.

> Tirando o leite: Se você precisa tirar seu leite para congelá-lo e oferecer ao bebê depois, faça a higiene completa dos utensílios que vai utilizar, inclusive, fervendo bicos e mamadeiras.

> Imunização em dia: Preste atenção para sempre estar com o calendário de vacinação em dia. Isso não vale só para as crianças. Vacinas como as de gripe também são recomendadas para alguns grupos de adultos. Procure orientação médica se tiver dúvidas sobre o assunto.

Por Assessoria de Comunicação  –  contato@olhovivoca.com.br

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