(Foto Ilustrativa/FSFB)
Fatores de riscos são os mesmos para doenças
coronarianas, mas com predomínio maior para
os tabagistas, etilistas, usuários de drogas
e de alimentos e/ou bebidas estimulantes
Carlos Eduardo Prado Costa
As arritmias são doenças que envolvem o sistema de condução do coração, que mantém o ritmo regular e uma frequência que pode variar de 60 a 120 batimentos por minuto. O sistema de condução acelera ou diminui a frequência cardíaca de acordo com a necessidade de demanda que se impõem ao coração.
Os sintomas dependem do tipo de arritmia. Pode ocorrer desde tontura, falta de ar, desmaios (síncopes), dor no peito e sensação de angústia. Existem arritmias que são congênitas, a pessoa nasce com propensão a desenvolver arritmia e se manifesta por uso abusivo de álcool em uma só ocasião, ou desencadeada por um esforço. Há as arritmias que se desenvolvem a partir de uma doença cardíaca, seja ela valvar (febre reumática por exemplo), aumento do coração, pessoas que são submetidas a grandes períodos de estresse. E também com o uso de drogas estimulantes como anfetaminas, energéticos, cocaína, crack, maconha.
A doença pode manifestar-se silenciosamente, e descoberta por um exame de rotina, por um eletrocardiograma de repouso, ou por um teste ergométrico (esteira), por exemplo. Mas pode ser dramática, levando o paciente direto para emergência. As arritmias podem ocorrer em pessoas a partir dos 15 anos em diante, nas cardiopatias congênitas, ou usuários de drogas. Mas pode se manifestar em qualquer idade, dependendo do tipo de doença de base no coração.
Os fatores de riscos são os mesmos para doenças coronarianas, mas com predomínio maior para os tabagistas, etilistas, usuários de drogas e de alimentos e/ou bebidas estimulantes. É importante salientar que a mortalidade é alta, sendo a principal causa de morte súbita.
O tratamento depende do tipo de arritmia. Normalmente o primeiro tratamento é na emergência, e vai desde reversão da arritmia para o ritmo normal do coração com drogas, cardioversão elétrica, ou uso de marca-passo ou ablação do foco arritmogênico. Após a alta hospitalar o paciente usa uma medicação crônica e é recomendado monitoramento regular do ritmo cardíaco por meio de consulta com cardiologista.
A cura é pontual, normalmente se usa medicação cronicamente ou se implanta aparelhos como marca-passo ou desfibrilador que irão manter o ritmo regular do coração. No caso daquelas pessoas que tiveram de implantar marca-passo e desfibrilador, é necessário realizar consultas regulares para verificação da validade das baterias e evitar ímãs e portas de bancos.
> Carlos Eduardo Prado Costa (CRM/SC 7222) é médico integrante da Sociedade Internacional de Medicina Sexual e da Sociedade Brasileira de Clínica Médica. É palestrante e realiza mensalmente conferências em todo o Brasil, especialmente sobre a Saúde do Homem. É autor do Programa Ictus Homem. Dúvidas ou mais informações: pradocosta12@hotmail.com
