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Doença Mental

Bipolaridade: o que é e como tratar

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o transtorno bipolar atinge 2,2% da população mundial adulta, e só no Brasil estima-se que ele afeta a vida de 6 milhões de pessoas

Viver bem  –  09/05/2017 19:08

Publicada: 23/03/2017 (19:48:45) . Atualizada: 09/05/2017 (19:08:10)

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(Fotos: Divulgação) 

Demi Lovato, Van Damme, Cássia Kis e Maurício Mattar assumiram que sofrem com o problema

Durante a vida é normal ter momentos de alegrias e tristeza, porém quando essas oscilações de humor se tornam mais frequentes a pessoa pode ser bipolar. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o transtorno bipolar atinge 2,2% da população mundial adulta, e só no Brasil estima-se que ele afeta a vida de 6 milhões de pessoas. 

A psicóloga Maíra Madeira explica que o transtorno bipolar não tem cura e caracteriza-se pela alternância de humor, com momentos de euforia (mania) e outros de depressão, com períodos intercalados de normalidade. 

- A pessoa apresenta episódios em que fica com o humor exaltado, ou eufórico, constituindo a fase maníaca e também pode apresentar episódios em que fica com o humor rebaixado, muito triste, melancólico, constituindo a fase depressiva. 

De acordo com Maíra o transtorno bipolar manifesta-se normalmente na adolescência ou no início da vida adulta. Ela ressalta também que existem descrições de inúmeros estudos a respeito de casos que demonstraram a presença do transtorno ainda na infância. 

- As causas podem envolver inúmeros fatores como desregulações nos neurotransmissores cerebrais ou neuroendócrina, alterações cerebrais, fatores genéticos onde a incidência do transtorno bipolar é bem maior em parentes de pessoa que tem o transtorno do que na população geral, e é mais alta quanto mais próximo o parentesco e maior ainda em se tratando de gêmeos idênticos; fatores psicossociais com acontecimentos na vida, entre outros. 

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A Terapia Cognitivo-comportamental é um dos tratamentos que mostram resultados favoráveis. Isso é devido ao menor número de recaídas, o que contribui para melhor adesão ao tratamento e redução dos sintomas do humor.

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A família e os amigos, segundo Maíra, têm papel importante na identificação do transtorno. Ela comenta que eles que identificam as causas observando a alternância de humor. 

- Ao notar essas alterações em algum familiar deve-se tentar convencê-lo a aceitar ajuda, estimulando-a buscar tratamento adequado com equipe multidisciplinar (psiquiatra, neurologista e psicólogos), pois a intervenção precoce pode evitar recaídas. 

A psicóloga fala que o tratamento inclui acompanhamento psicológico, tratamento medicamentoso e orientação psicoeducacional. O acompanhamento psicológico deve minimizar o sofrimento causado pelos sintomas. Isso deve incluir um trabalho de aceitação do diagnóstico, por meio de informações sobre a doença.

- O tratamento medicamentoso conta com várias substâncias, dependendo do estado em que o paciente se encontra. Já a orientação psicoeducacional auxilia no esclarecimento sobre sintomas e causas para os pacientes e familiares, além dos riscos e quais atitudes tomar durante a depressão ou a mania, como se preparar para as recorrências, entre outras. Outra questão a ser aprendida é como lidar com uma nova crise, evitando decepção, frustração, desesperança, além de prevenir consequências prejudiciais que são fundamentais na recuperação. 

Alguns famosos assumiram publicamente terem a bipolaridade, entre eles, estão os brasileiros Maurício Mattar, ator e cantor, e Cássia Kis, atriz. Os astros internacionais Jean-Claude Van Damme e Demi Lovato também já falaram com a imprensa sobre o assunto. Demi, aliás, é uma das artistas que mais se manifestam sobre transtornos mentais.

Por Assessoria de Comunicação  –  contato@olhovivoca.com.br

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