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Sinais

Depressão infantil

Saiba quais são os sintomas, tratamentos e medicamentos

Viver bem  –  20/07/2020 11:49

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(Foto Ilustrativa)

Pais devem sempre estar atentos, pois o diagnóstico tardio pode fazer com que a criança mantenha os sintomas da doença para a fase da adolescência e adulta, eternizando os prejuízos sociais e afetivos

 

Clay Brites

A depressão infantil ou mesmo episódios de crises depressivas na infância deve sempre chamar a atenção de pais, cuidadores, escolas e profissionais de saúde. O diagnóstico tardio pode fazer com que a criança mantenha os sintomas da depressão infantil para a fase da adolescência e quando adulta eternizando os prejuízos sociais e afetivos. É importante que os pais observem alguns sinais que podem revelar traços da doença, para que o sofrimento do filho seja interrompido ou suavizado. Neste sentido, deve-se compreender, apoiar e buscar auxílio de especialistas para ajudar a criança com depressão. 

Alguns sintomas são: 

. Dificuldades acadêmicas emergentes ou de longa data;
. Problemas de relacionamento com os colegas de classe;
. Falta de concentração e desinteresse em aprender;
. Tristeza excessiva, constante e que leva a isolamento;
. Irritabilidade sem motivo aparente;
. Tédio, pouca energia para as atividades e relacionamentos;
. Baixa autoestima;
. Descrença em si mesmo;
. Dores de cabeça ou de barriga ou nos membros inferiores, entre outros. 

Além da possibilidade de se utilizar medicações específicas, há diversos tipos de tratamentos psicológicos, como, por exemplo, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Trata-se de uma intervenção que atua sobre os pensamentos negativos causados pela depressão, trabalhando na criança formas racionais e de autocontrole na busca de ações que a ajudem a lidar com eles e os redirecionando para situações e estados emocionais positivos.

Há também a psicoterapia de orientação psicodinâmica. Essa intervenção é responsável por envolver a reativação do processo de desenvolvimento normal. Isso significa que as experiências na relação terapêutica contribuem bastante para revisões construtivas de si mesmo, expressando-se em mudanças nas representações de negativas de si e das outras pessoas, por meio do aprimoramento de habilidades reflexivas da criança. Este modelo de terapia proporciona aos pequenos a possibilidade de explorar melhor a liberdade interna, além de otimizar suas capacidades adaptativas.

Ainda há a psicoterapia interpessoal. Esse modelo terapêutico procura fazer conexões entre o início dos sintomas da depressão infantil e os problemas interpessoais enfrentados atualmente pela criança. Tal intervenção lida mais com os relacionamentos dos pequenos com as pessoas. Isso enfatiza mais o contexto social imediato do paciente. O profissional busca intervir na formação dos sintomas e na disfunção social atribuída à depressão do que propriamente em aspectos da personalidade do paciente.

Como todas as condições neuropsiquiátricas, a depressão infantil também pode envolver comorbidades. Estudos sugerem que essa condição pode vir acompanhada de outros transtornos comportamentais, neurológicos e distúrbios de desenvolvimento associados. Ela pode ser diagnosticada em crianças que convivem com Transtorno de Ansiedade (TA), Transtorno de Conduta (TC), Transtorno Opositor Desafiador (TOD) e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Dislexia e Migrânea.

De acordo com pesquisas, o aparecimento de depressão infantil pode estar ligado a fatores tanto genéticos quanto ambientais tais como:

. História familiar de depressão e transtorno bipolar,  uso precoce de álcool e história de alcoolismo na família, abuso físico e sexual;
. Presença do TDAH (especialmente o do tipo desatento), perdas pessoais (de pais, irmãos e amigos);
. Condutas inadequadas por parte dos responsáveis, bullying, entre outros. 

> Clay Brites é pediatra, neurologista infantil e um dos fundadores do Instituto NeuroSaber 

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Por Assessoria de Comunicação  –  contato@olhovivoca.com.br

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