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Cláudio Alcântara

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Universos Mentais

Janeiro Branco tem importância redobrada na pandemia

Campanha visa inspirar indivíduos e instituições sociais a participarem de um pacto universal em defesa da saúde mental da humanidade

Viver bem  –  05/01/2021 18:30

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(Foto: Divulgação) 

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Caroline Lopes: Psicóloga enfatiza que a campanha de 2021 possui uma inédita oportunidade de inspirar as pessoas a pensarem sobre como cuidar melhor da própria saúde mental e da saúde mental de todos 

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O Janeiro Branco é dedicado a colocar os temas da saúde mental em evidência na sociedade, chamando a atenção dos indivíduos e das instituições sociais para os universos mentais, emocionais, sentimentais, comportamentais e subjetivos dos seres humanos. A psicóloga Caroline Lopes, 26 anos, destaca que a campanha de 2021 tem a sua importância redobrada e chega à sua oitava edição com uma missão fundamental em tempos de pandemia do novo coronavírus (Covid-19): inspirar indivíduos e instituições sociais a participarem de um pacto universal em defesa da saúde mental da humanidade. 

- Estudos e pesquisas sobre os efeitos colaterais da pandemia começaram a surgir e a mostrar os grandes desafios que a humanidade tem pela frente: além de vencer o novo coronavírus, os indivíduos e as instituições sociais também deverão reunir esforços e desenvolver estratégias públicas e privadas para proteger, fortalecer e promover a saúde mental das pessoas. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pandemia interrompeu serviços essenciais de saúde mental em 93% dos países do mundo e, ao mesmo tempo, intensificou a procura por esses mesmos serviços. 

No Brasil - país que já é um dos recordistas mundiais em relação à depressão, à ansiedade e a números absolutos de suicídios -, a primeira fase de uma pesquisa realizada no fim de 2020 pelo Ministério da Saúde detectou ansiedade em 86,5% dos indivíduos pesquisados, transtorno de estresse pós-traumático em 45,5% e depressão grave em 16% dos participantes do estudo. 

Outro estudo, realizado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) com 12.000 pessoas de 33 países da América Latina e Caribe (30,8% eram brasileiros), revelou que 35% dos entrevistados relataram aumento na frequência do comportamento de beber de forma excessiva e em um curto período de tempo - situação que pode desencadear sérios problemas em relação à saúde mental dos envolvidos. Além disso, também não faltam estudos sobre a ampliação das violências domésticas, do abuso infantil e do adoecimento emocional por parte de jovens e de idosos submetidos ao isolamento social. 

- O ano de 2020 foi um ano de provas, de desafios e de revelações em relação à saúde mental de todas as pessoas do mundo. Houve aumento na quantidade e na intensidade de transtornos mentais nas sociedades, precarização dos serviços relacionados à saúde mental, deterioração nas condições de vida de um número crescente de pessoas, multiplicação de dolorosos lutos provocados por perdas inesperadas e a erupção de muitas insatisfações existenciais com sentidos alienados de vida - lamenta Caroline. 

A psicóloga enfatiza que a Campanha Janeiro Branco de 2021 possui uma inédita oportunidade de inspirar as pessoas a pensarem sobre como cuidar melhor da própria saúde mental e da saúde mental de todos. 

- É uma oportunidade maravilhosa, pensar sobre como investir em sentidos existenciais mais saudáveis e, fundamentalmente, sobre como promover políticas públicas e privadas dedicadas a mais saúde mental nas nossas sociedades. É chegada a hora de cuidarmos da nossa saúde mental - frisa. 

Sobre o Janeiro Branco 

Idealizada pelo psicólogo mineiro Leonardo Abrahão, a Campanha Janeiro Branco ganhou vida em 2014, quando psicólogos(as) de Uberlândia (MG) foram às ruas, às instituições e às mídias da cidade para falarem às pessoas sobre saúde mental, saúde emocional, sentido de vida, qualidade de vida e harmonia nas relações humanas. 

Desde 2014, o Janeiro Branco vem se consolidando como a maior Campanha do mundo em prol da construção de uma cultura da saúde mental na humanidade. Psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais e demais cidadãos brasileiros sensíveis à causa têm abraçado a campanha e a sua proposta de psicoeducação dos povos. 

Quem é Caroline Lopes 

A psicóloga Caroline Lopes trabalha com o público em Libra, principalmente com a comunidade surda. Formada em psicologia pelo UBM (Centro Universitário de Barra Mansa), pós-graduanda em Interpretação Docência em Libras pela Unintese, atua no Caps (Centro de Apoio Psicossocial) da Prefeitura de Volta Redonda. Caroline é coautora do livro "Saúde emocional na escola: Um novo olhar sobre a educação". 

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