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Crises Súbitas

Síndrome do pânico atinge mais jovens em plena realização profissional

Problema geralmente é diagnosticado em pessoas entre 21 e 40 anos; patologia está presente em 4% da população mundial

Viver bem  –  13/03/2013 17:29

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(Foto Ilustrativa)

Tratamento é realizado buscando

o equilíbrio bioquímico cerebral

 

A síndrome do pânico foi reclassificada como transtorno do pânico e é um distúrbio que ocorre caracterizado por crises súbitas, sem que haja nenhum fator desencadeante aparente. De acordo com a psicanalista Priscila Gasparini, da USP (Universidade de São Paulo), uma boa forma de entender o transtorno é analisar situações de pessoas dirigindo, fazendo compras, dentro de um elevador, ou seja, pessoas em situações comuns que de repente desenvolvem medos irracionais - que são as fobias - e começam a evitá-las.

O problema geralmente atinge a jovens entre 21 e 40 anos que se encontram em plena realização profissional. São pessoas extremamente produtivas, que costumam assumir uma carga excessiva de responsabilidade e são bastante exigentes consigo mesmos. Não convivem bem com seus erros ou imprevistos do dia a dia e possuem ainda uma tendência a se preocupar excessivamente com problemas do cotidiano. Costumam ser muito criativos, perfeccionistas e têm excessiva necessidade de estar no controle, auto expectativas extremamente altas, pensamento muito rígido, tendência a ignorar as necessidades físicas do corpo, entre outras.

- Essa forma de ser predispõe a pessoa a situações de estresse acentuado, fato esse que pode levar ao aumento intenso da atividade de determinadas regiões do cérebro, desencadeando assim o transtorno do pânico. Se não forem diagnosticadas e tratadas, essas crises podem se agravar gradativamente, fazendo com que o nível de ansiedade e o medo de uma nova crise tornem o indivíduo incapaz de realizar suas atividades cotidianas - destaca a especialista.

Mecanismo de alerta e defesa

Em situações de perigo nosso organismo libera algumas substâncias que são os neurotransmissores: a serotonina e a noradrenalina. Esse é o mecanismo de alerta e de defesa do cérebro para um perigo real e, passada essa situação de perigo, a tendência natural é de voltarmos ao estado normal, de tranquilidade, sem que isso volte a nos perturbar em outros momentos de nossa vida. Na síndrome do pânico, o cérebro ativa esse mecanismo de alerta indevidamente, desencadeando todos os sintomas para o início de uma nova crise.

- A mente não reconhece a situação de perigo e o corpo desse indivíduo se descontrola por completo pela ação desses sintomas. Como consequência disso, as glândulas suprarrenais liberam adrenalina, fazendo com que a pessoa fique desnorteada e entre em pânico, induzindo a liberação de mais adrenalina. Ela acredita que está morrendo e ficando louca -complementa Priscila.

Sintomas físicos também são comuns

Ainda de acordo com a psicanalista, sintomas físicos também são comuns como sudoreses, tremores, falta de ar, dor no peito, palpitações, náuseas, tonturas, formigamentos e calafrios.

Um fato que dificulta o diagnóstico da doença é o tempo de crise, que dura em média 20 minutos. Sendo assim, ao chegar no pronto-socorro acaba sendo diagnosticado como um estresse comum.

Como é o tratamento

O tratamento é realizado buscando o equilíbrio bioquímico cerebral, por meio de medicamentos seguros, preparando o paciente para que ele possa enfrentar seus limites e os problemas do cotidiano de uma maneira menos estressante. Tudo isso aliado a terapias pode dar bons resultados na recuperação do paciente ao longo dos meses.

A psicanalista finaliza ressaltando uma orientação a pessoas que convivem com outras que têm o problema, devendo manter a calma na hora da crise, apenas apoiando a pessoa, sem tratá-la como coitada e evitando a medicação sem prescrição médica.

Por Assessoria de Comunicação  –  contato@olhovivoca.com.br

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