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Desempenho Acadêmico

Qual a relação entre obesidade infantil e aprendizado?

Saiba quais as doenças que a obesidade pode trazer; mau desempenho nos estudos pode estar relacionado ao sofrimento e ao bullying, pelo fato de a acriança estar acima do peso

Viver bem  –  20/08/2021 18:20

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(Foto Ilustrativa)

É importante que os pais incentivem os filhos a fazer atividade física

 

Luciana Brites 

Um fato conhecido por muitos é que a obesidade pode desencadear diversos problemas de saúde como diabetes, problemas cardíacos e até câncer. Mas você sabia que a obesidade infantil está relacionada a um desempenho acadêmico preocupante das crianças? 

Além de fatores socioeconômicos, estudos indicam que o mau desempenho acadêmico está também relacionado à autoestima. O fato da criança se ver ou não com excesso de peso está ligado potencialmente ao aprendizado. Sinais de ansiedade, tristeza e solidão também foram analisados no estudo, indicando que os estudantes acima do peso apresentam mais dificuldades emocionais e, consequentemente, afetam as notas escolares. 

Não fica claro, porém, que a obesidade por si só é motivo para as crianças terem problemas emocionais. O que se entende é que as “consequências” de estar acima do peso acabam trazendo sofrimento. O bullying e a estigmatização prejudicam a interação social, causando tristeza e determinando, em alguns casos, que as crianças mudem seus hábitos alimentares de forma inadequada para satisfazer um grupo social e serem vistas com outros olhos. Esses sentimentos, obviamente, podem inibir a participação dos estudantes em aula e, consequentemente, atrapalhar o desempenho escolar. 

No entanto, é fato que os problemas de saúde relacionados à obesidade também podem atrapalhar no aprendizado. O distúrbio do sono, por exemplo, uma doença desencadeada pela obesidade e que provoca uma interferência na qualidade do sono, prejudica consideravelmente o desempenho escolar. A falta de atividade física ainda pode diminuir a capacidade do cérebro, causando inflamações e outros processos biológicos prejudiciais. 

Mesmo que os estigmas não sejam sempre comparados ao bullying, a representatividade é um papel na segurança e confiança da criança obesa. Ou seja, quando um comportamento ou característica se torna algo normal, os estigmas tendem a diminuir. Se o número de crianças obesas cresce, o efeito negativo no desempenho cai, pois o estigma se torna normalizado. 

Para alguns profissionais, a falta de interação da criança acontece por uma característica de personalidade. Porém, nem sempre o problema deve ser encarado desta maneira. O ideal é incentivar a criança a participar e construir laços com os colegas. Para os pais, a opção ideal é incentivar os pequenos a praticarem atividades físicas. Além de, claro, promover o bem-estar, conforto e cuidado da saúde mental da criança. 

> Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaberautora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem, palestrante, especialista em educação especial na área de deficiência mental e psicopedagogia clínica e institucional pela UniFil Londrina e em psicomotricidade pelo Instituto Superior de Educação ISPE-GAE São Paulo, além de ser mestra em distúrbios do desenvolvimento pelo Mackenzie. 

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Por Assessoria de Comunicação  –  contato@olhovivoca.com.br

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