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Silvaninha Medeiros

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"A Grande Família"

A série mais longa e divertida da história da TV brasileira

Comédia volta em abril com novas e engraçadas confusões, em episódios especiais sobre a Copa do Mundo

Colunistas  –  12/03/2014 11:23

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(Foto: Divulgação)

"A grande família" praticamente não registra rejeição
e abrange o público em geral em todas as faixas etárias
 

Desde "Taxi" e "Seinfeld", que um dos gêneros que mais gosto em seriados é comédia de situações cotidianas. Infelizmente está cada vez mais difícil sitcoms que nos façam rir pra valer ou ao menos nos divirtam com circunstâncias do dia a dia, e, até mesmo absurdas, considerando que principalmente para o absurdo há que se ter limites e bom senso. Se deparar com cenas onde você se imagina nessa ou naquela situação, é um ótimo termômetro para uma sitcom. Afinal, quem não passa por algo esdrúxulo, engraçado ou constrangedor de vez em quando? O grande problema é que justamente por isso - o exagero no absurdo - muitas produções caem no vazio e despencam na audiência. O número de séries desse estilo que são canceladas logo na primeira temporada é significativo, pelo fato de que o público está cada vez mais exigente, aqui e lá (seja nos EUA ou Reino Unido), embora praticamente quase tudo que vem para a nossa telinha, seja made in América ou adaptação americana.

Piadas grosseiras e sem sentido, roteiros sem noção e direção ruim, acabam com qualquer série, mesmo com elenco de estrelas. Por aqui temos dois exemplos bem atuais do que é profundamente ruim: "Vida de estagiário", que a Warner insiste em reprisar, e "Agora, sim", primeira série brasileira do canal Sony. As duas abordam o mesmo tema (agência de publicidade), com roteiros diferentes e péssimos. Eu realmente não consigo entender como se pode fazer algo tão sem qualidade, num país com tão bons atores, diretores e roteiristas. Será o formato que ainda é um bicho de sete cabeças para alguns? Creio que só para alguns, porque o mercado brasileiro já está com algumas séries muito boas, principalmente nos gêneros de drama e policial. Mas nosso assunto é sitcom, comédia que faz rir por se enquadrar na vida como ela é, ou quase isso.

E exemplo de sucesso desse tipo de comédia aqui no Brasil é, sem dúvida, "A grande família". A série é sucesso de público desde a estreia. O que mais gosto é a abordagem cômica e a acepção completamente familiar, por mais surreal que seja o tema do episódio. E olha que eles já se meteram em situações muito loucas. Mas o argumento não se perde e isso é fundamental para se manter o sucesso e a audiência. A maneira de retratar a família brasileira usando uma linguagem simples e com muito bom humor, sem apelações, é perfeita. A família tem jogo de cintura para driblar as dificuldades, desavenças e todo tipo de confusão, e permanecer unida acima de qualquer coisa. 

Série deve ser encerrada este ano 

Segundo foi divulgado, a série deve ser encerrada este ano por motivo de cansaço do elenco, produtores e direção. Mas a assessoria de imprensa da TV Globo ainda não confirmou nada. Como acontece quase todo ano, desde que começou, "A grande família" sempre é alvo de boatos de cancelamento. O elenco já começou a gravar a 14. temporada e volta em abril com novas e engraçadas confusões, em episódios especiais sobre a Copa do Mundo e fatos passados da família, como o casamento de Lineu e Nenê.

"A grande família" é a série mais longa da história da TV brasileira e a melhor série global feita até hoje, em minha opinião. É um remake contemporâneo da série de mesmo nome, exibida na década de 70, criada por Oduvaldo Vianna Filho, Armando Costa, Max Nunes e Paulo Pontes. O núcleo principal é formado pela família Silva: Lineu Silva (Marco Nanini), Nenê (Marieta Severo), Agostinho Carrara (Pedro Cardoso), Bebel (Guta Stresser), Tuco (Lúcio Mauro Filho) e atualmente Florianinho Carrara (Vinícius Moreno). Além dos integrantes da família, temos outros personagens secundários fixos que são um show à parte: Paulão da Regulagem (Evandro Mesquita), Mendonça (Tonico Pereira) e Pajé Murici (Luís Miranda). Não posso deixar de relembrar do querido Rogério Cardoso, que interpretava o Seu Flor, pai de Nenê. Ele esteve na série até 2003, quando morreu. Era uma figura ímpar em cena, não só em "A grande família". A direção é de Luis Felipe Sá desde 2011. 

Filme também foi um grande sucesso 

Em 2007 lançaram o filme que foi visto por mais de dois milhões de pessoas. "A grande família - O filme" foi escrito por Cláudio Paiva e Guel Arraes com direção de Maurício Farias. A série já ganhou inúmeros prêmios importantes aqui no Brasil e em 2008 Pedro Cardoso foi indicado ao Emmy Internacional na categoria de melhor ator por seu hilário Agostinho Carrara.

Se a próxima temporada será a despedida ou não, o jeito é esperar e ver o que vai acontecer de fato. Com a finalização da série, a Globo vai ter que correr atrás para colocar outra atração do mesmo nível no lugar. E não vai ser fácil, pois "A grande família" praticamente não registra rejeição e abrange o público em geral em todas as faixas etárias. Até a próxima!

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