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Jessica Jones

A série queridinha do momento

Maior problema está na protagonista; Krysten Ritter não tem a força suficiente em cena para sustentar a personagem

Colunistas  –  24/12/2015 17:05

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(Fotos: Divulgação)

Nada a ver: Krysten Ritter leva Jessica da melhor maneira possível, mas não convence 

O que dizer sobre “Jessica Jones”? A nova série do Netflix em parceria com a Marvel está em todas as listas das melhores séries do ano de 2015. Aliás, o ano que está terminando nos trouxe boas produções de dramas, comédias, ação. Veio muita coisa ruim também, mas faz parte do show. Quanto à “Jessica Jones”, a série realmente tem potencial. O que me encantou foi o ar noir. Além disso, em certas cenas dos primeiros episódios dá até para você se sentir dentro de uma história em quadrinhos.Tudo depende da sua imaginação e sensibilidade. A produção não é impecável, infelizmente. Os pontos negativos são bem visíveis e se o roteiro e direção não fossem bem conduzidos acredito que a série não teria sido renovada para a segunda temporada.

Por incrível que pareça o maior problema está na protagonista. Krysten Ritter não tem a força suficiente em cena para sustentar a personagem. Em minha opinião ela leva Jessica da melhor maneira possível, mas não convence. E aí volto nos pontos do roteiro e direção, que mais uma vez seguram a onda, e, mesmo a protagonista sendo fraca, ainda assim, por isso, a série agradou. Além de Krysten não ter empatia, a produção também escorrega feio nas cenas de luta e ação. Jessica Jones tem superpoderes e nos momentos em que isso vem à tona chega a ser meio patético, de tão mal feito. Tomara que na segunda temporada seja mais convincente. 

O melhor produto original do Netflix 

O interessante apesar de tudo, é que a série agradou até mesmo os fãs que não conhecem a HQ e que jamais viram ou ouviram falar de Jessica Jones. Por incrível que pareça os críticos afirmam, e eu concordo, que “Jessica Jones” é no momento o melhor produto original do Netflix e uma das melhores adaptações de quadrinhos dos últimos anos. Quero deixar claro que ainda não vi “Demolidor”, a primeira adaptação da parceria Netflix X Marvel. Digo isso, porque muitos também afirmam que “Demolidor” é superior.

A personagem surgiu nos quadrinhos da Marvel “Alias”, que dá nome à agência de investigação de Jessica na série da TV: “Alias Investigations”. A criação é de Brian Michael Bendis e Michael Gaydos. Jessica é uma heroína de HQ que assim como “Demolidor”, “Flash” (DC Comics), “Marvel Agents of S.H.I.E.L.D”, “Super Girl” (DC Comics), “Arrow” (DC Comics) e outros, veio para a telinha com a proposta de popularizar cada vez mais esse segmento que tem uma gama de supers a ser explorada. Inclusive 2016 será o ano desses personagens.

Peças importantes e essenciais na história 

Procuro aqui na coluna falar das séries com clareza, com o mínimo de spoilers possível. Por isso, não vou entrar em detalhes sobre personagens e acontecimentos. Mas não posso deixar de destacar alguns que são peças importantes e essenciais na história, como a protagonista. Jessica Jones é uma mulher que sofre de Transtorno de Estresse Pós-Traumático e que ganha a vida como detetive particular. Ela vive em Hells Kitchen, bairro de Nova York, em um prédio decadente, num apartamento onde também funciona sua agência. Seu inimigo e perseguidor é Zebediah Kilgrave (David Tennant), um psicopata obssessivo que chega a dar arrepios. O ator David Tennant está na medida certa com seu frio e maléfico Kilgrave. A tensão psicológica é permanente nas cenas em que ele aparece. Apesar de Krysten Ritter não ter cara de Jessica Jones, a super-heroína surge como uma mulher comum, com seus traumas e neuras, e faz com que se esqueça de que aquela é uma série de super-herói. Num ambiente sombrio se vê uma autenticidade forte, principalmente na construção do vilão sádico e o pavor que ele transmite ao usar as pessoas de todas as formas cruéis possíveis.

Para quem não se lembra de Krysten, a atriz teve uma participação em “Breaking Bad”, como a namorada viciada de Jesse Pinkman (Aaron Paul). As opiniões sobre seu desempenho se dividem e há quem afirme que Krysten é o grande trunfo da produçao, mas eu fico com o time que não concorda.

“Jessica Jones” foi criada por Melissa Rosenberg para o Netflix, e segundo foi divulgado pelo site de streaming faz parte do pacote de quatro séries sobre super-heróis que futuramente irão se unir em uma equipe, levando à minissérie de crossover “Os Defensores”. Ao que tudo indica o próximo será Luke Cage (MIke Colter), que aparece em “Jessica Jones” em cenas quentíssimas de sexo com a heroína. Eles literalmente quebram a cama e o ator é um espetáculo e está em ótima forma. Aliás, a história do casal é bem mais complexa e intensa, mas isso você vai descobrir ao assistir à saga do Netflix. No “Clique & Confira” saiba mais sobre a personagem dos quadrinhos. Até a próxima, com destaque para as melhores séries de 2015!

> Clique & Confira

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