
(Fotos: Divulgação)
Livro escrito por Lulih pode ser adquirido pelo valor de R$ 40 direto pelo site ozezeu.com
Por Editores d´O Zezeu
Do nascer do sol na Lagoa dos Índios ao recreio que levanta poeira, este livro em versos conta o cotidiano afetuoso de uma Escola Quilombola, onde o ônibus pintado de sol, as professoras que são madrinhas, o gramado de bola e capoeira, a dança do marabaixo e a sombra da ameixeira se juntam para celebrar pertencimento, ancestralidade e alegria, mostrando às crianças - e a quem lê - que aprender também é herdar memórias, fortalecer raízes e descobrir que a escola pode ser casa, porto seguro e o lugar onde a infância deseja durar para sempre.
Você pode adquirir o livro “Nossa Escola Quilombola” pelo valor de R$ 40 direto pelo site ozezeu.com
Esta obra foi contemplada pelo:
Edital nº 003/2024
Penab/Secult/AP
Secretaria de Cultura
Governo do Estado do Amapá
Trabalhando pelo Amapá inteiro
Política Nacional Aldir Blanc
A comunidade quilombola
A comunidade quilombola da Lagoa dos Índios possui cerca de 200 anos de existência e teve diferentes denominações ao longo do tempo. Foi nominada como um quilombo por pessoas negras que fugiam da escravidão, servindo de refúgio para elas.
Situado em uma área de ressaca, o território garantiu condições de sobrevivência e manutenção do modo de vida da comunidade, além de exercer funções ecológicas importantes para a cidade.
Mesmo com o reconhecimento da posse das terras em 1962 aos descendentes dos moradores originais, a comunidade sempre enfrentou o racismo e a invasão de terceiros.
Até a década de 1980, os moradores viviam principalmente da pesca, agricultura, pecuária e extrativismo, mantendo o uso coletivo da terra e dos recursos naturais.
Com a expansão urbana de Macapá, o território do quilombo passou a ser cada vez mais pressionado, ameaçando sua existência e seu modo de vida. A chegada de novos ocupantes provocou a privatização de áreas antes comunitárias, restringindo o acesso dos quilombolas aos recursos naturais e colocando em risco a continuidade histórica e cultural do quilombo da Lagoa dos Índios.
Quem é Lulih Rojanski
Lulih Rojanski nasceu em ano incerto, onde as bruxas eslavas semeavam herdeiras. Veio para a Amazônia há 40 anos, e desde então, assimila os voos e os verdes, escuta a voz das árvores e aprende a linguagem dos bichos. Escreve quando as palavras, empilhadas no peito, insurgem-se a fugir da poeta, da escrevivente, da Matinta Pereira que cria histórias para acender as almas inertes.
Seus livros publicados são:
Lugar da Chuva (Escrituras, 2010);
Abilash (Escrituras, 2017);
Pérolas ao Sol (Escrituras, 2018);
Feras Soltas (Patuá, 2023);
Amores Enterrados no Jardim (O Zezeu, 2025);
Estatutos da Mulher da Amazônia (O Zezeu, 2025).
. Onde Comprar o livro Nossa Escola Quilombola - Site da Editora O Zezeu
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