(Foto Ilustrativa)
Acordou rapidamente e disse: “Isso quer dizer que Freud era filho de um padre? Mas que história interessante! Conte mais, professor”.
Meu amigo Orlando, que é argentino e professor, mora em São Paulo, onde ministra cursos e palestras. Uma sexta-feira, às 20h, estava ministrando uma palestra e bem na primeira fileira estava sentado um senhor de gravata preta com uma figura enorme de Mickey Mouse em amarelo, que dormitava e havia deixado cair a cabeça de lado. Quando o orador levantava a voz, o homem abria os olhos trabalhosamente e voltava a fechá-los.
Meu amigo ficou nervoso e, ao falar a biografia de Sigmund Freud, fundador da Psicanálise, errou e disse duas vezes “o padre de Freud”, em vez de “o pai de Freud”. Acontece que em espanhol a palavra “padre” tem dois sentidos: de pai e de pároco de igreja. Depois de dizer o padre de Freud pela terceira vez, o homem da primeira fileira abriu os olhos e empertigou-se, meu amigo continuou, mas o homem interrompeu a palestra exclamando: “Minha nossa! Isso quer dizer que Freud era filho de um padre? Mas que história interessante! Conte mais, professor”.
Orlando, rindo, desculpou-se, pois havia errado. Esclareceu que a família de Freud era de origem judaica, mas para ele foi muito divertido perceber que o homem havia acordado e ficado atento ao resto da palestra.
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