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"The killing" é versão americana melhor do que a original

História mostra investigações do assassinato de jovem com três pontos em destaque: o lado da polícia, o sofrimento dos familiares da vítima e o dia a dia dos principais suspeitos

Colunistas  –  24/07/2013 17:35

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(Fotos: Divulgação)

Uma das coisas que mais envolve é a bela interpretação
da atriz Mireille Enos, que vive a detetive Sarah Linden

Aproveitando que "The killing" está na lista de pedidos por e-mails, vamos entrar no universo de mais uma série produzida nos países escandinavos. Semana passada destacamos "The Bridge" (para saber mais clique aqui) e esta semana vou falar de "The killing", uma versão americana do sucesso dinamarquês "Forbrydelsen". A série original é eletrizante e segura o telespectador. O canal Globosat HD já exibiu as duas primeiras temporadas. "Forbrydelsen" ou "The killing - História de um assassinato" (título dado aqui no Brasil) foi criada por Sren Sveistrup, e apresenta a história de Sarah Lund (Sofie Grabl), uma detetive que está de mudança e é encarregada pelo Departamento de Polícia de Copenhague em dar as diretrizes de trabalho ao seu substituto, nas investigações do assassinato de Nanna Birk Larsen, uma jovem de 19 anos. Entre os suspeitos, eles chegam ao candidato a prefeito Troels Hartmann (Lars Mikkelsen). A série estreou em 2007 na BBC britânica e tornou-se um grande sucesso num piscar de olhos e despertou o interesse do canal AMC em exibir a versão produzida pela Fox Television Studios e pela Fuse Entertainment. Lembrando que "Forbrydelsen" teve três temporadas e foi encerrada em 2012.

Em "The killing" uma das coisas que mais envolve é a bela interpretação da atriz Mireille Enos, que vive a detetive Sarah Linden. Mireille obviamente teve influência da personagem original, mas teve o bom senso de não misturar as coisas e assim imprimir sua marca na personagem. Mireille Enos nos leva a outra Sarah, é inevitável, mas apenas como referência. Ela atua com naturalidade surpreendente, tanto que foi indicada ao Globo de Ouro 2012. OK. Estamos falando de personagens isolados. Muita gente não gostou do pacote todo e não passou dos primeiros episódios. Mas mesmo tendo uma primeira temporada que deu uma rateada no contexto geral, valeu a pena acompanhar a segunda, que deu outra cara à série em termos de roteiro e andamento.

História explora também os políticos ligados ao caso 

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Série original é eletrizante e segura o telespectador, mas a versão americana consegue superá-la

A história (quase a mesma), mostra as investigações do assassinato da jovem Rose Larsen com três pontos em destaque: o lado da polícia, o sofrimento dos familiares da vítima e o dia a dia dos principais suspeitos. Situada em Seattle, a história explora também os políticos ligados ao caso. Na segunda temporada tudo se desvenda. Já na terceira, a série tem início um ano após o que aconteceu no fim da segunda temporada. Sarah Linden não atua mais como detetive da polícia, mas se envolve na investigação do caso de uma garota fugitiva e acaba se deparando com uma série de assassinatos que podem estar ligados com uma investigação do seu passado.

Em casos assim, só tiro minhas conclusões depois que assisto uma e outra. E independente do que consiga assistir primeiro, não me influencio apenas pelo valor do original. Neste caso, eu gostei mais da versão americana. "The killing" teve a estreia de sua terceira e última temporada em 2 de junho nos EUA. No Brasil, os episódios serão disponibilizados pelo site Netflix que divulgou a estreia para setembro de 2013, para todos os países onde opera. Acredito que também vai ser exibida pelo canal A&E, onde a primeira e segunda temporadas estão na grade de programação. A questão é
quando. 

Para você entender a participação do Netflix 

Juntamente com a Fox Television Studios e o canal AMC foi fechado um acordo que define a participação do site como coprodutor da terceira temporada de "The killing", e terá a exibição exclusiva dos episódios online, disponibilizados no site três meses após sua apresentação pelo canal AMC.

Netflix é uma empresa norte-americana líder na TV por internet, com mais de 33 milhões de pagantes em mais de 40 países. No início de 2013 tinha mais assinantes nos EUA do que qualquer empresa de TV a cabo, incluindo a HBO, segundo informações da Wikipedia. O site foi o grande responsável pela renovação da série, que já estava oficialmente cancelada pelo canal AMC por baixa audiência. Ainda teremos sua finalização.

Até a próxima! 

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Por Silvaninha Medeiros  –  silvaninhamedeiros@live.com

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