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Muito Envolvente

"Dracula": ótima série com toques de requinte e altamente sexy

Estreia nos EUA foi em 25 de outubro e teve uma audiência pra lá de satisfatória

Colunistas  –  06/11/2013 14:52

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(Fotos: Divulgação)

Escolha de Jonathan Rhys Meyers foi um acerto e tanto;
ele está sedutor, envolvente, vingativo, sexual, maléfico e lindo

Dentre as estreias mais divulgadas e esperadas, a minha expectativa estava toda em torno de "Dracula", da Rede ABC. Sou fascinada pelo vampiro de Bram Stoker desde criança. E sinceramente não estava esperando que fosse tão envolvente quanto de fato é. O primeiro episódio funcionou muito bem, embora tenha seguido a onda de dar um jeitinho de apresentar todos que fazem parte da trama de maneira bem clara, para não deixar dúvida, principalmente para quem conhece a obra de Stoker. A série é uma adaptação dos personagens do livro e pelo que vi teremos modificações que não soam bem no início, como Van Helsing e Dracula terem um tipo de acordo. Mas vamos ver o que vem pela frente ao longo da primeira temporada.

O livro escrito em 1897 é um clássico e já rendeu várias adaptações para o cinema, já foi explorado em novelas, quadrinhos e em séries de TV. Para você saber: essa é a terceira série centrada no Dracula de Stoker. A primeira foi "Dracula: The series", produzida pelo Canadá em 1990 com 21 episódios ambientada nos dias atuais. A segunda foi "Young Dracula", de 2009, série infantil com 40 episódios. A produção britânica mostrava a vida da família Drácula no País de Gales e blá blá blá. É até interessante, mas nenhum dos argumentos me agradou. Gosto mais de uma abordagem clássica e, é isso que vemos nessa produção impecável que me deixou encantada. A Rede NBC não passou "Drácula" pela fase de pilotos e decidiu encomendar uma temporada completa da série, com dez episódios. A estreia nos EUA aconteceu dia 25 de outubro e teve uma audiência pra lá de satisfatória, apesar de ter sido numa sexta-feira, dia fraco para séries nos EUA. 

Uma primorosa reconstituição de época 

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Figurino é um sonho de lindo e o clima sombrio
da Londres vitoriana está muito bem retratado

Coproduzida com o canal Sky Living da Inglaterra, a criação é de Cole Haddon. Haddon conta com Dan Knauf como seu principal roteirista e produtor. Dan é o criador de "Carnivale". Orçada em mais de US$ 2 milhões por episódio, a série é uma produção da Carnival Films & Television, mesma produtora de "Downton Abbey". O que já é bem promissor no que diz respeito a uma primorosa reconstituição de época. Para se ter uma ideia do investimento, a produção de "Dracula" foi à Budapeste atrás da locação perfeita. O figurino é um sonho de lindo e o clima sombrio da Londres vitoriana está muito bem retratado.

Os atores não estão em sintonia perfeita, mas como eu disse no início: vamos aguardar o decorrer da temporada. Nem sempre o elenco começa afinado, mas depois de alguns episódios a coisa engrena. Falando em elenco, a escolha de Jonathan Rhys Meyers (o rei Henrique VIII de "The Tudors") foi um acerto e tanto. Ele está sedutor, envolvente, vingativo, sexual, maléfico e lindo! O ator não estava numa boa fase. Inclusive, foi internado numa clínica de reabilitação para alcoólatras, pela quarta vez. Além disso, já teve episódios por comportamento agressivo e chegou a ser preso. Mas parece que a maré ruim passou e ele está maravilhoso em "Dracula". Ainda no elenco temos Jessica de Gouw (Mina Murray), Victoria Smurfit (Lady Jayne Wetherby), Nonso Anozie (R. M. Renfield), Katie McGrath (Lucy Westenra), Oliver Jackson Cohen (Jonathan Harker) e Thomas Kretschmann como Abraham Van Helsing. 

A sinopse é a seguinte: 

É o final do século 19 e Dracula (Jonathan Rhys Meyers), misterioso empresário americano de nome Alexander Grayson, chega a Londres, trazendo a ciência moderna na mala para mexer com a estrutura da sociedade vitoriana. Ele está interessado na nova tecnologia de energia elétrica, que promete iluminar a noite - útil para quem evita o sol. E também quer se vingar da Ordem do Dragão, responsável por tudo de mal em sua vida, inclusive o assassinato de sua mulher. Mas as coisas começam a sair de seu controle quando que ele se apaixona por uma mulher que parece ser a reencarnação da falecida. O interesse amoroso de Alexander cai sobre a jovem estudante de medicina Mina (Jessica de Gouw). Mina é idêntica à sua amada queimada viva há cinco séculos atrás (será que ela era uma bruxa?). E no meio de paixões e vingança ele precisa evitar ser descoberto pelos caçadores de vampiros que rondam Londres. Esse grupo é liderado por Lady Jane Wetherby, sua amante.

Mas o mais interessante é que tudo isso nos coloca diante de uma adaptação com toques apuradíssimos de requinte e altamente sexy. Até porque quando falamos em Drácula pensamos de cara em algo romântico e sensual que leva ao sexo com toques de glamour e dor (da mordida no pescocinho...). O erotismo sempre foi destacado no universo dos vampiros. Mas você que não assistiu ainda não pense que temos cenas tórridas de sexo e nudez a todo momento em "Dracula". Pelo menos por enquanto não. A intenção da coisa em si, o implícito, está sendo muito bem trabalhado e espero que siga assim. É bem mais instigador. As cenas de sexo são mais bem colocadas e envolventes quando o foco não é gritante. Resumindo: a série é ótima.

Quando estreia no Brasil? Ainda não há previsão. Mas a internet está aí ao alcance de todos.

> Clique & Confira: (site oficial em inglês)

Por Silvaninha Medeiros  –  silvaninhamedeiros@live.com

1 Comentário

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  • Alicia Jaramillo

    Drácula é um dos meus personagens favoritos, um horror clássico, não podemos esquecer, eu adoro observá-lo nesta série. Também é outra proposta que leva esse personagem es Penny Dreadfull (http://www.hbomax.tv/penny-dreadful-2/ ) se você gosta série de vampiros, eu sei que você a ama.