
(Fotos: Divulgação)
Rebel Wilson, a nova queridinha do momento como escritora, atriz e comediante
Uma das novas séries de comédia deste ano, "Super fun night", infelizmente está longe de ser o que promete. Quando vi a divulgação fiquei animada com a perspectiva de uma nova opção com a promessa de ser divertida, leve e inteligente e fazer rir sem forçar a barra. E toda essa expectativa foi gerada basicamente em cima de sua criadora Rebel Wilson, a nova queridinha do momento como escritora, atriz e comediante. Porém, não é bem por aí. Como fã de séries, minhas preferências são bem variadas. Mas particularmente no que diz respeito a comédias sou um pouco mais exigente. O fazer rir, gargalhar ou apenas divertir com cenas, situações ou pequenos detalhes que podem salvar um episódio ou até mesmo uma temporada, não é nada fácil. E ‘Super Fun Night’ é prova disso.
É ruim? Não é ruim. É fraca e exagerada. Para falar a verdade é muito exagerada, principalmente nas piadas que atingem os obesos. Para quem não sabe, Rebel, além de criadora, é a atriz principal e é muito gorda. Só que o tema é delicado e mexe com a cabeça e a autoestima das pessoas. Mas vai além disso. O exagero acaba levando ao previsível e o previsível acaba levando ao lugar comum, ou a lugar nenhum. Dá a impressão de que juntaram e misturaram o que tinha de melhorzinho e montaram a chamada para atrair a curiosidade do público que curte comédias. Conclusão: fica difícil assistir a um episódio inteiro e rir com vontade. O melhor da série é sem dúvida Rebel, que tem a seu favor talento e carisma. O complicado é que dificilmente ela vai conseguir segurar a onda sozinha. Afinal de contas, a trama, embora seja centralizada nela, tem o elenco de apoio para dar sustentação. E para isso é necessário investir na ideia do desenrolar dos personagens, quase que na mesma proporção da protagonista.
Audiência não anda lá essas coisas

História apresenta a vida de três mulheres (nerds) que se cansam de ficar em casa
nas sextas à noite e um belo dia resolvem mudar de vida e procurar opções de diversão
Obviamente que tem chance de melhorar, afinal, ganhou mais quatro episódios, totalizando 17 nesta primeira temporada. A audiência não anda lá essas coisas, mas diante da disposição da Rede ABC em investir mais, sobretudo pelo grande carisma de Rebel Wilson, também tem chance de ser renovada para uma segunda temporada. É como eu sempre digo: é esperar para ver. "Super fun night" estreou nos EUA em 2 de outubro. A produção é da Warner Brothers TV com a Conaco Productions, empresa de Conan O´Brien, e foi primeiramente encomendada pela Rede CBS, que vetou o piloto. A partir daí a ABC assumiu a série e mudou todo o elenco, ficando apenas Rebel, é claro.
A história apresenta a vida de três mulheres (nerds) que se cansam de ficar em casa nas sextas à noite e um belo dia resolvem mudar de vida e procurar opções de diversão. O time é formado por Kimmie (Rebel Wilson), Helen-Alice (Liza Lapira) e Marika (Lauren Ash). Kimmie é uma advogada recém promovida e está apaixonada por seu colega de trabalho, Richard (Kevin Bishop), mas as coisas começam a desandar, quando Kendall (Kate Jenkinson), uma advogada meio neurótica e sem noção, começa a disputá-lo com Kimmie. O problema é que Kimmie vê em Kendall a supermulher e a idolatra.
Série está meio estagnada, morna e sem sal
Sei lá, acho que o rumo da história tem que mudar, para dar certo. Até porque a série está meio estagnada, morna e sem sal. A proposta de fazer um humor diferente e dar uma nova cara à comédia americana não está dando certo com o formato e roteiro apresentados. Essa coisa de se rotular como comédia e não ser completamente sem graça, mas ter momentos em que os personagens parecem colocar a cabeça para fora d´água para dar uma respirada, quase conseguindo ser engraçado, deixa muito a desejar.
"Super fun night" estreou no Brasil em 14 de outubro e é exibida pelo Warner Channel. Não custa dar uma olhadinha. Vai que você gosta... Até agora não vi nada de fun nem de super.
