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Versos Livres

Deia Pereira, a artista das palavras

Poeta mora em Volta Redonda e reside também dentro de seus versos que volta e meia nos encontram em qualquer situação

Colunistas  –  11/10/2012 14:51

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(Fotos: Divulgação) 

Deia Pereira: Uma grandeza do trabalho nas
constantes variáveis interpretações 

“Cenas e Temas” vem mostrar a grandeza do trabalho nas constantes variáveis interpretações da artista das palavras: Deia Pereira. Ela mora em Volta Redonda e reside também dentro de seus versos que volta e meia nos encontram em qualquer situação: seja nas telas do computador, na boca dos outros que verbalizam seus poemas em encontros culturais ou em uma feira chamada Gratidão, que acontece uma vez por mês, na Vila Santa Cecília. Vale a pena acompanhar de perto esse nascedouro de observações que permeiam sua poética. Boa Viagem! 

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Barulho

(Deia Pereira)

E, numa quase-manhã sem som
Os olhos parecem ter rodeado sua cabeça toda
Tudo se torna sensível à visão
Nada escapa, mas nem tudo se registra
Algumas cenas simplesmente… acontecem!
Não criam raízes, não são documentadas,
Vão muito além do silencioso “sempre”
Algumas novenas simplesmente… emudecem! 

Esvaem-se cicatrizes, e as últimas cartadas
Pertencem ao pai da família do mundo
De tudo, certamente se lembrará dos cheiros
Desnudo ante a falta de lugar,
Seu corpo se reduzirá a parte do processo mundano
Onde, ciclicamente, nada se perde, nem se encontra
Não te sintas incomodado, a vida é a beira da morte
Não é só hoje que não sabemos para onde vamos
Não é só o monge que se liberta de enganos
Não é tão longe chegar a tudo que pensamos
É só o oco da existência
É só o troco da experiência
É só a esperança a te dizer:
“Sou eu, a eternidade
Só nunca tinha feito barulho”

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> Saiba mais de seus poemas aqui

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Por Elisa Carvalho  –  elisacarvalho.br@gmail.com

1 Comentário

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  • Deia

    Elisa, nem a nossa poesia conseguiu dar conta de te agradecer por tanto afago ainda. Um dia consigo.
    Um beijo de gratidão