
(Foto: Divulgação)
Bo tem 10 anos e seus poderes, além de aumentar a cada dia, estão na mira de
pessoas que querem tirar proveito de seu potencial para fins nada simpáticos
"Believe" é uma nova série de sci-fi (ficção científica), aventura, ação, drama e mais alguma coisa que couber, pelo que vi nos primeiros episódios. Não sei se é empolgação de início de temporada ou se é mesmo por aí que vão prosseguir. Bom, estreou em cima de grande divulgação e expectativa de aceitação entre o público entusiasta por ficção e aventura. O primeiro episódio começa num ritmo bem violento. Percebe-se que o fato da protagonista ser uma doce menininha não interfere em nada no roteiro, no que diz respeito às sequências pesadas.
De início fica a impressão de que uma coisa não combina com a outra, mas no decorrer da história as coisas vão se encaixando com pinceladas de ternura e humor. E o humor, na minha opinião, está soando bem forçado, principalmente quando parte do outro protagonista interpretado por Jake McLaughlin. Me parece que ele ainda está se adaptando. Tem alguma coisa que não está convencendo em seu personagem. Se você se envolver pela trama, certamente não vai perceber esse pequeno "senão" quando William Tate (Jake Mclaughlin) está em cena. Pode até ser que eu esteja sendo muito exigente com ele, mas... O personagem é muito previsível. Sabe o tipo: arredio, estressadinho, valentão, desconfiado e com um coração enorme? É o próprio.
Primeira temporada tem nove episódios
Acho que isso se deve ao fato de que gosto muito do gênero sci-fi, mas desde que o título seja bem selecionado, sendo filme ou seriado. E pelos anos de séries e filmes que já curti até hoje, sou bem cuidadosa e mais crítica do que nunca. Por isso não me empolguei nadinha com "Believe". Ainda assim vou acompanhar até o final da temporada, para ver onde vai dar e se de repente engrena. Aliás, a primeira temporada tem nove episódios. Confesso que não está sendo fácil (risos). Eu sei que estou mais uma vez na contramão, diante de tantos elogios ao episódio piloto. Mas falta alguma coisa.
Quando me refiro à importância do convencimento, quero dizer que mesmo que seja fantasia, ficção, em algum momento você tem que acreditar que pode ser real o que está sendo apresentado. E ao contrário do que o título sugere, ainda não acreditei. E não acredito que "Believe" vai se destacar entre as melhores do ano. E mais: acho que deve até ser renovada, mais pelos nomes envolvidos na produção. A série é criação de Alfonso Cuarón (premiado com o Oscar pelo filme "Gravidade"), produzida por J.J. Abrams (que assina "Fringe" e "Lost"), além de Mark Friedman ("The Forgotten"). Cá pra nós, são nomes de peso e respeito.
Grupo tem de proteger menina, custe o que custar
Exibida pela rede NBC nos Estados Unidos e pela Warner aqui no Brasil, a história gira em torna de Bo Adams (Johnny Sequoyah), uma menininha muito fofa com poderes pra lá de especiais, que ninguém sabe exatamente até onde pode ir. Bo tem 10 anos e seus poderes, além de aumentar a cada dia, estão na mira de pessoas que querem tirar proveito de seu potencial para fins nada simpáticos. E para protegê-la entra em cena o grupo True Believers. A meta é protegê-la, custe o que custar, dos vilões da história, que tentam incessantemente capturá-la. Entre eles, está Theo Skouras, líder de uma organização poderosa e perigosa. Theo é interpretado por Kyle MacLachlan, de "Desperate Housewives", "Sex and the City" e da clássica "Twin Peaks". Kyle está muito bem, por sinal.
Pelo que pude apurar, os produtores pretendem apostar em diferentes assassinos com a missão de caçar Bo e Tate. Se algum agradar ao público, pode ser integrado ao elenco. Para você se situar, William Tate é salvo do corredor da morte por Milton Winter (Delroy Lindo de "The Chicago Code") e passa a ter a missão de proteger a menina; Tate e Bo saem perambulando de cidade em cidade, fugindo, e acima de tudo se protegendo das estranhas forças que os perseguem. Um dos poucos pontos interessantes é o fato de a menina ter poderes, mas ser incapaz de controlá-los. Qualquer situação de descontrole emocional pode resultar numa explosão de seus poderes e causar acontecimentos inesperados.
Como sempre digo: não custa dar uma olhadinha, OK? Mas acho difícil que a série surpreenda. Na próxima coluna vou destacar a série brasileira "Mandrake", atendendo a um pedido por e-mail.
