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"The Big C"

Drama, humor negro e comédia bem colocados

Produção emociona e diverte; protagonista descobre que tem melanoma maligno e terá pouco tempo de vida

Colunistas  –  30/04/2014 18:18

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(Fotos: Divulgação) 

"Dramédia": Protagonista é interpretada com maestria pela genial Laura Linney

 "The Big C" é a nossa série da semana, atendendo a mais um pedido por e-mail. A produção estreou nos EUA em 16 de agosto de 2010 no canal Showtime. No Brasil podemos rever na HBO, pois a série foi finalizada em sua quarta temporada. Definida como "dramédia" (eu não gosto desse termo, mas...), a série realmente tem drama, humor negro e comédia bem colocados. Se você ainda não assistiu, prepare-se: a emoção toma conta da história. Por conta disso, muitos fãs questionaram o encerramento, pois consideravam a série de alto nível. Mas ao longo das três primeiras temporadas "The Big C" manteve uma média abaixo de um milhão de telespectadores na audiência nos EUA. A terceira temporada registrou cerca de 480 mil telespectadores ao vivo. Isso influencia muito na renovação de qualquer produção. Audiência é tudo.

Inclusive, especulou-se que o fato de a quarta temporada ter apenas quatro episódios foi mesmo para finalizar "The Big C" e não deixar o público frustrado, como se fosse um prêmio de consolação. Porém, a autora Darlene Hunt se defendeu e declarou que a história foi criada dentro da ideia de quatro temporadas, que representaram os estágios de assimilação em relação ao câncer, que são cinco - a última temporada mostra dois: depressão e aceitação. As outras temporadas tiveram dez episódios, com meia hora de duração. Se pararmos para pensar, não teria mesmo como ir mais adiante tendo como centro da trama uma mulher com câncer no estágio quatro. Por mais expectativas que se pudesse ter por um happy end (impossível, diga-se de passagem), não daria certo continuar além do que já foi. 

Tema é delicado, doloroso e assusta qualquer pessoa 

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Quarta temporada no cartaz de divulgação faz alusão ao filme "Os pássaros", de Alfred Hitchcock

Mas especulações à parte, "The Big C", é uma série que merece atenção, mesmo sendo uma reprise. O tema é delicado, doloroso e assusta qualquer pessoa, mesmo com todo humor negro ou cor de rosa que se possa adicionar para dar uma suavizada. Não é fácil abordar um tema com descontração e realidade sem errar e cair no bizarro. O roteiro é impecável, principalmente pelo fato de que a situação mostrada pode acontecer com qualquer um. E isso certamente fez a diferença, embora não tenha sido uma campeã de audiência. Em suas quatro temporadas a autora abordou as cinco fases de assimilação da seguinte forma: na primeira temporada tivemos a negação, na segunda/"Bring It on" veio o estágio da raiva, na terceira/"Fear less" a negociação e por último depressão e aceitação, na quarta temporada/"The Big C: hereafter", que no cartaz de divulgação faz alusão ao filme "Os pássaros", de Alfred Hitchcock.

A protagonista interpretada com maestria pela genial Laura Linney é uma mulher que de repente descobre que tem melanoma maligno e terá pouco tempo de vida. Cathy Jamison é uma professora de Minneapolis que depois do diagnóstico resolve viver de outra forma e muda sua postura diante de tudo, valorizando a si mesma e as prioridades que dizem respeito ao seu bem-estar e das pessoas que ama. O restante do elenco é muito bem afinado e não deixa a desejar. E Laura Linney, para mim, é sempre sinônimo de um trabalho excepcional, seja no cinema ou televisão. 

Participações especiais foram muito bem escolhidas 

Além do elenco fixo, a quarta temporada teve também as participações especiais de Kathy Najimy (Veronica’s Closet), Isaac Mizrahi e o excelente Brian Dennehy, que participou também de "The good wife", entre outras séries de sucesso nos últimos anos. Sou big fã de Brian. Em "The Big C", ele interpretou o pai de Cathy em um episódio. O ator substitui Brian Cox, que em um episódio da primeira temporada fez o papel de pai da protagonista. As participações especiais foram muito bem escolhidas. As que mais gostei, além de Brian Dennehy, foi a de Mamie Gummer, filha de Meryl Streep. Mamie está já há um bom tempo em busca do sucesso na televisão, e em minha opinião ainda vai dar o que falar, pois tem muito talento; só falta a grande oportunidade. Outras participações marcantes foram a de Susan Sarandon e do queridíssimo Alan Alda, que recentemente participou de "The blacklist", como um vilão.

"The Big C" emociona e diverte. A vida de Cathy, por incrível que pareça, tem momentos engraçadíssimos e felizes, apesar de todo o peso do desfecho da história, que não tinha como ser diferente, embora a gente torça por ela até o último minuto. Até a próxima!

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Por Silvaninha Medeiros  –  silvaninhamedeiros@live.com

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