
Bom… Depois de realizar uma leitura de certos artigos da Constituição Federal, dá pra ficar encantado com a belíssima redação e previsão de princípios, direitos e garantias tão maravilhosos! Mas aí a gente repara como está a realidade brasileira… E… Percebe que o que você leu não passou de um mero encantamento… Infelizmente...
A seguinte poesia jurídica mergulha no fantástico mundo constitucional e interpreta a Carta Magna de 1988 com base, especificamente, nos art. 3º, IV; art. 5º, II; art. 225; art. 6º, IV; e art. 1º, III da Constituição Federal. Confira:
Depois de ler a Constituição,
dá vontade de aplaudir esse país...
é objetivo fundamental promover
o bem de todos,
sem preconceitos de origem,
raça, sexo, cor, idade
e quaisquer outras formas
de discriminação.
Se é objetivo, é missão!
Não há previsão
de não cumprir,
de não seguir,
de não conseguir.
Depois de ler a Constituição,
dá vontade de entender esse país...
ninguém será obrigado a fazer
ou deixar de fazer
alguma coisa
senão em virtude de lei,
só que a Lei Maior
exige
que o Poder Público
e a coletividade
defendem e preservem
o meio ambiente,
mas, como impor essa obrigação
se eles não estão
sendo educados para isso?
Depois de ler a Constituição,
dá vontade de rir desse país...
o salário mínimo,
capaz de atender
suas necessidades vitais básicas
e às de sua família
com moradia, alimentação,
educação, saúde, lazer,
vestuário, higiene,
transporte e previdência social
com reajustes periódicos
que lhe preservem
o poder aquisitivo.
E quanto é o salário mínimo?
R$ 728,00.
Depois de ler a Constituição,
e saber
que a dignidade da pessoa humana
é fundamento
da República Federativa do Brasil,
dá vontade de morar nesse país...
...dá vontade de ir pra lá...
...mas onde será que fica
essa tal de República Federativa?
