
(Fotos: Divulgação)
Que calor: "Chicago fire" tem o esquadrão mais
sexy de todos os tempos; destaques masculinos
"Chicago fire" é uma série americana que tem a assinatura de Dick Wolf em sua produção executiva. Dick Wolf é o criador da franquia de sucesso mundial "Law & Order". E essa é uma razão e tanto para ver esse drama, que não chega ao nível de "Third watch" (1999/2005), mas não decepciona quem gosta do estilo. "Chicago fire" foi criada por Michael Brandt e Derek Hass e acompanha a vida dos bombeiros e paramédicos que trabalham no 51º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Chicago, nos EUA. "Third watch" mostrava o dia a dia de policiais, paramédicos e bombeiros do 55° distrito de Nova York. Em minha opinião a série ainda é o grande clássico do gênero. "Chicago Fire" tem um bom elenco e é muito dinâmica na ideia de mostrar o que acontece quando bombeiros e paramédicos são solicitados. Além disso, a vida pessoal dos personagens é bem alinhavada e colocada de maneira coerente, sem aquela apelação desnecessária, que cansa.

A série encerrou sua segunda temporada com 22 episódios e foi renovada. Quando estreou muitos críticos afirmaram que, se dependesse do piloto, seria cancelada de imediato. Mas a verdade é que nem sempre um piloto mostra o real valor de uma série, principalmente quando se tem muita informação para passar com um grande elenco. É compreensível que as coisas embolem um pouco, desde que a direção e produção solucionem as deficiências de imediato. E foi o que aconteceu: no decorrer dos episódios a série foi alcançando o público alvo e conquistou seu lugar ao sol na grade da NBC. Cada episódio mostra diversos casos e o desenvolvimento de cada personagem, o que é muito importante no desenrolar da história, afinal, são muitos e diferenciar cada um não é nada fácil. Enquanto o número de homens é enorme na série, ainda são poucas as mulheres que dominam as cenas. Espero que isso seja mais trabalhado na próxima temporada e as personagens femininas tenham mais destaque. Acho que pode ficar mais instigante e movimentar mais o enredo.
Série veio para ser um grande drama

Como fã incondicional de "Third watch" (não tem como não comparar e citar), confesso que não esperava muito de "Chicago fire" e demorei um pouco para conseguir focar minha atenção nos primeiros episódios. De início não me agradou, mas nos últimos episódios da primeira temporada a série me conquistou. Foram 24 episódios onde no geral se teve a impressão de que, apesar de não ser uma série ruim, poderia melhorar bastante. E essa impressão se confirmou com o início da segunda temporada, que logo de cara mostrou que finalmente "Chicago fire" veio para ser um grande drama. A recapitulação da primeira temporada foi perfeita e colocou o telespectador dentro da história. Foi sem dúvida um retorno impecável com a continuação da vida dos personagens sem perder o fio da meada. Para muitos, foi realmente o início da série. Como se a primeira temporada tivesse sido um ensaio (risos).
"Chicago fire" tem o esquadrão mais sexy de todos os tempos. Pessoalmente sou fã do Capitão Bowden (Eamonn Walker), que já mostrou seu talento em "OZ" interpretando o prisioneiro Kareem Said e teve uma excelente participação em "ER - Plantão médico" como o Dr. Stephen Dakarai. Nesta segunda temporada podemos ver que os produtores e direção fizeram tudo para melhorar. As cenas de drama, acidentes, foram aprimoradas e com isso ficaram mais reais, emocionantes e envolventes. Um detalhe importantíssimo é que felizmente a atuação dos atores também melhorou muito e se vê mais autenticidade em cada um. A season finale foi impactante e acredito que os fãs estão roendo as unhas na expectativa da terceira temporada, que estreia em 23 de setembro nos EUA, na Fall Season. Por aqui, só Deus sabe. Afinal, o Universal Channel costuma atrasar a estreia de algumas séries. Como é o caso de "Bates Motel".
