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"In The Flesh"

Um grupo alvo de intolerância e discriminação

No futuro pós-apocalíptico, humanos conseguiram sobreviver a uma catástrofe zumbi e passam por processo complicado de reintegração e aceitação

Colunistas  –  01/08/2014 12:28

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(Fotos: Divulgação)

Trama acompanha Kieran (Luke Newberry), um adolescente
morto que acaba sendo ressuscitado após o apocalipse zumbi
 

O tema de zumbis vem sendo explorado não é de hoje. O primeiro filme, "White zombie", é de 1932, estrelado por Bela Lugosi. E depois disso vieram muitos outros, mas a minha primeira lembrança vem do filme "A noite dos mortos-vivos", de 1985. Para mim é um clássico do gênero. Já no universo das séries "The walking dead" é indiscutível. Em outubro teremos a quinta temporada e a ansiedade dos fãs está no nível 10. Depois daquela season finale com todo mundo preso num container, a galera está com a respiração suspensa. Eu também estou contando os dias para essa estreia. Mas o nosso papo da semana é "In the flesh". Essa série de ficção que mostra um futuro pós-apocalíptico onde os humanos conseguiram sobreviver a uma catástrofe zumbi e passam por um processo complicado de reintegração e aceitação, onde a discriminação domina a cena. Os zumbis poderiam ser negros, homossexuais ou qualquer outro grupo alvo de intolerância. Não tem nada a ver com o universo mostrado em "The walking dead". "In the flesh’ é antes de tudo um drama de primeira linha. A trama acompanha Kieran (Luke Newberry), um adolescente morto que acaba sendo ressuscitado após o apocalipse zumbi.

Criada por Dominic Mitchell, "In the flesh" é uma série britânica encomendada pela BBC e exibida pelo canal BBC3. Quem pensou que seria mais uma para se equilibrar na onda do sucesso dos zumbis, se enganou completamente. O roteiro não tem nada de mirabolante e basicamente, por isso, é genial e inteligente. Mostra principalmente o preconceito de sempre encoberto na sociedade. Tudo é visualizado com uma verdade profunda, embora seja ficção. Os personagens são fortes e as emoções são exploradas com o intuito de fazer o telespectador pensar em seus valores. Em "In the flesh" o termo zumbi é descartado e substituído por "Síndrome do Falecimento Parcial" ou PDS (Partially Deceased Syndrome). Quem não foi eliminado, está em poder da Human Volunteer Force, organização que trabalha a reintegração dessas criaturas, por meio de tratamento médico, onde recebem medicamentos, utilizam lentes de contato e maquiagem corretiva. Tudo isso, no entanto, é renegado por aqueles que se consideram normais. E aí é que a série mostra sua qualidade, com um argumento perfeito. 

Vem aí remake de série francesa 

Em breve teremos na TV americana outra série com o mesmo tema. O canal A&E já está em fase de produção da primeira temporada de "The returned". A série é remake da francesa "Les revenants", que teve apenas uma temporada, exibida entre novembro e dezembro de 2012 com oito episódios. Além dos EUA, Itália, Inglaterra e Rússia também farão suas versões de "Les revenants". A série francesa mostra a história de pessoas mortas há anos - algumas há décadas - que retornam à vida em uma pequena cidade e deixam todos perplexos com o acontecimento fora do comum. 

A versão americana terá dez episódios na primeira temporada com uma hora de duração. O roteiro e a produção executiva serão de Carlton Cuse, que assina "Bates Motel" e "Lost", ao lado de Raelle Tucker, produtor de "True blood". 

Ar melancólico e meio depressivo 

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Argumento perfeito: Tratamento é renegado por aqueles que se consideram pessoas normais

Em meio a tantas estreias ruins e algumas continuações horríveis, "In the flesh" mostra que não é tão difícil fazer algo de qualidade, de maneira singular. Um dos pontos interessantes que merece atenção é a fotografia cinzenta com ar melancólico e meio depressivo. Todo o conjunto é muito bom, sem exageros. Vamos esperar pela terceira temporada, quem sabe rola?

A primeira temporada teve três episódios produzidos e a segunda seis episódios. A série estreou na Inglaterra em 17 de março de 2013 e sua segunda temporada, em 4 de maio. Aqui no Brasil passou a ser exibida em 6 de junho e você acompanha pelo canal I Sat, que está reprisando as duas temporadas. Essa é uma das boas da safra 2013 e considero imperdível para os seriemanícos e fãs em geral.

> Clique & Confira (página em inglês)

Por Silvaninha Medeiros  –  silvaninhamedeiros@live.com

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