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Drama Policial

Três títulos que se aproximam do que pode ser real

"Southland", "Law and Order: SVU" e "Criminal minds" prendem a atenção do público pela qualidade excepcional

Colunistas  –  02/11/2012 16:27

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(Fotos: Divulgação)

“Southland” (“Cidade do crime” por aqui)

chegou a ser cancelada pela NBC

Drama policial sempre pega, quando convence. Das séries atuais, as minhas preferidas são “Southland”, “Law and Order: SVU” e “Criminal minds”. É claro que têm outras que estão na preferência do público. Mas essas têm prendido minha atenção, principalmente pelo fato de que são as que mais se aproximam do que pode ser real. Exemplo disso é “Southland” (“Cidade do crime” por aqui), de qualidade excepcional. A série chegou a ser cancelada pela NBC, com sua segunda temporada prontinha para estrear. Mas graças ao canal TNT, foi salva, para alívio de nós fãs, que estávamos na expectativa da continuidade. Sua primeira temporada teve apenas sete episódios.

Criada por Ann Biderman (“Nova York contra o crime”) e produzida por John Wells e Christopher Chulack (ambos de “ER” e “Third watch”), “Southland” tem ritmo quase de documentário - o que é muito interessante, pois as histórias vão fluindo, interligadas ou não, sem as mesmices que a maioria teima em repetir. Quem assiste, tem a impressão de que está naquelas clássicas séries policiais, com carros de patrulha nas ruas e oficiais fardados a serviço da população, com disposição e seriedade para combater o crime.

Elenco de primeira

No elenco tem o excelente e fofo Ben McKenzie, que conseguiu se desvencilhar da capa de ídolo teen por seu papel em “The OC” (ele era o protagonista Ryan Atwood, lembra?). McKenzie vive o policial Ben Sherman, que a esta altura já passou do treinamento, e está nas ruas atuando como gente grande, ao lado do ex-detetive Sammy Bryantt (Shawn Hatosy), que depois de perder seu parceiro resolve voltar à patrulha. Nesta quarta temporada os dois renderam momentos marcantes. Outra parceria que chamou atenção foi a do oficial John Cooper (Michael Cudlitz) com Jessica Tang (Lucy Liu). John, que está totalmente recuperado de seu vício em analgésicos e com a coluna novinha em folha, quer provar que ainda é bom no que faz.

Mas a verdade é que a grande expectativa em torno dele é: quando será revelada sua homossexualidade? Quem assiste sabe que John é gay, mas seus colegas de trabalho não sabem. Acredito que da quinta temporada o assunto não passa. Quanto à Jessica, embora a química dos dois tenha sido legal, ela não volta na próxima.

Ainda não empolgou

Lucy Liu é uma das protagonistas da novíssima e muito criticada “Elementary” (uma nova versão duvidosa de Sherlock Holmes...). Ainda não tenho opinião formada, mas o primeiro episódio não me empolgou nadinha. A única coisa que senti foi que Liu estava melhor em “Southland”, mas ser protagonista é outro papo, não é? Ela foi tão bem em sua atuação que ganhou o prêmio Critics Choice Television Awards 2012 de melhor atriz convidada em série dramática.

Outra personagem marcante é a detetive Lydia Adams (Regina King). Ela incorpora a mulher independente, que tenta colocar seu trabalho sempre à frente e acaba ficando dividida. E isso está evidente com a gravidez de Lydia - e a pergunta é: Como ela vai lidar com essa nova situação?

Bem, essa última temporada que ainda está sendo exibida, foi a melhor. Vamos ver o que a próxima nos reserva.

Fazendo a diferença

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Criada por Ann Biderman e produzida por John Wells
e Christopher Chulack, “Southland” tem ritmo quase de documentário

“Southland” para quem ainda não viu, tem ares de “Homicide - Life on the streets” (para mim a melhor série policial de todos os tempos), “Nova York contra o crime” e a maravilhosa “Third watch”. Essas séries marcaram época porque fizeram a diferença dentro do gênero, mostrando os dramas dos policiais, vítimas e criminosos.

Mas não poderia terminar sem falar da abertura de “Southland” - a melhor que já vi desde “Homicide”. O tema é “Canção do mar”, imortalizada pela diva portuguesa Amália Rodrigues, mas que na voz de Dulce Pontes (gravação de 1994) já foi tema de filme e novela e, agora está definitavamente marcada, nessa abertura forte e impactante. Os críticos do gênero afirmam:

- A crueldade poética faz dessa série um dos melhores e mais bem escritos dramas do gênero.

Uma dica: faça uma maratona de “Southland” no canal Space. Você não vai se arrepender!

Clique & Confira

Abertura da série

Por Silvaninha Medeiros  –  silvaninhamedeiros@live.com

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