Publicada em: 13/11/2015 (17:51:45)
Atualizada em: 20/11/2015 (08:55:30)

(Foto: Divulgação)
Lindinha, talentosa, fofa e meiga, Melissa Benoist (Supergirl/Kara Danvers) ainda deixa a desejar
E finalmente aconteceu a estreia tão comentada dos últimos meses. “Supergirl” estreou nos EUA em 26 de outubro e por aqui deu o ar da graça na grade do canal Warner em 4 de novembro. É mais uma série de super-herói, vinda dos quadrinhos, que promete ser aquele sucesso enlouquecedor. Só que surpreendentemente não acredito. Pois é. Lindinha, talentosa, fofa e meiga, a Melissa Benoist (Supergirl/Kara Danvers), mas na minha opinião tem alguma coisa, ou melhor, falta alguma coisa para ser tudo isso que os produtores apostam. Vai ser renovada? Claro! Estou na contramão? Pode ser.
Não estou discriminando as “girls”, muito pelo contrário. Acho que depois de “Arrow”, “Demolidor”, “The Flash”, “Gotham”, “Marvel´s Agents of S.H.I.E.L.D”, só tivemos “Marvel´s Agent Carter”, com a sensual Peggy Carter como representante das figuras femininas neste universo tão cheio de homens, até então. “Supergirl” é bem vinda e vem para popularizar as heroínas na TV. Ah, temos também a excelente “i Zombie’, série que adapta a HQ da Vertigo e acompanha as aventuras de Olivia “Liv” Moore (Rose Maclver/“Once Upon a Time” e “Masters of Sex”), que estreou em março nos EUA. Essa é uma das melhores do ano 2015 e atualmente está em sua segunda temporada no canal CW nos EUA, sem data de estreia no Brasil, infelizmente.
A maior estreia da fall season 2015
Nos EUA, a estreia de “Supergirl” no canal CBS foi a maior da fall season 2015. Interessante é que o piloto da série vazou na internet seis meses antes da estreia. Acidente? Não creio. Jogada para chamar a atenção do público alvo e demais curiosos? Certamente. Mas vamos ao que interessa. Os criadores da série, Greg Berlanti, Ali Adler e Andrew Kreisberg, nos trazem no primeiro episódio uma linda jovem de 24 anos que trabalha numa gigante empresa de mídia comandada por Cat Grant, uma figura linha dura, interpretada por Calixta Flockhart (“Ally MacBeal”). O relacionamento profissional das duas nos remete ao sucesso das telonas “O diabo veste Prada”. Está muito na cara e já virou tema de discussão entre fãs na internet. E neste panorama Kara percebe que tem que fazer algo mais e se valer de seus poderes kryptônicos para não ser mais uma na multidão. Só que sua identidade tem que permanecer anônima por trás de uma figura de óculos, completamente desinteressante, por assim dizer.
Tudo começa a mudar quando um acidente de avião abala as estruturas de National City, cidade fictícia onde Kara vive. Kara veio de Krypton para a Terra para escapar dos perigos que assolavam seu planeta e para proteger o primo, o Super-Homem, na época, ainda um bebê. Mas um acidente de percurso fez a jovem ficar vagando por uma zona fantasma e quando chega por aqui (sem ter envelhecido, é claro!!), o primo já é adulto e já abala a city como superman. As histórias dos dois são bem parecidas no comportamento e caráter. Resumindo: a Supergirl da série é bem próxima do que acontece nos quadrinhos. Digo isso, porque existem pelo menos três versões da mocinha. Toques adolescentes, situações clichês, mesmo com a forte pegada feminista e semelhanças com “Smallville” e “The Flash” nem me surpreenderam. O showrunner da série é Greg Berlanti, produtor executivo de “Arrow”, “The Flash” e da futura “Legends of Tomorrow”. Ou seja, Greg está no comando de todos os seriados adaptados da DC Comics que estão no ar. Inclusive, a possiblidade de crossover entre “Supergirl”, “The Flash” e “Arrow”’ é muito grande.
Será que rola o encontro de Kara e Clark Kent?
Um dos momentos que os fãs mais esperam é o encontro de Kara e Clark Kent ou Kal-El, o homem de aço. Embora este encontro não possa ser descartado pelos produtores e criadores da série, não há previsão de quando vai acontecer. Vamos aguardar e ver o que o futuro nos reserva na saga de Kara. A crítica americana diz que o piloto de “Supergirl” justifica a sua presença na grade de programação da CBS nas noites de segunda-feira. Aqui você confere no Warner Channel nas noites de quarta, às 22h30. Até agora foram exibidos quatro episódios nos EUA.
Uma coisa legal e que merece ser destacada é que num primeiro momento, apesar da série não me convencer no contexto geral, a história valoriza a mulher. Como eu já disse tem uma pegada feminista bem forte, onde fica claro que uma mulher ser jovem, bonita e feminina não a impede de vencer. Não é fácil, mas toda mulher pode ser o que quiser. Se os machões de plantão vão engolir essa pílula ou não, certamente não vai ditar o rumo da série. Se vale a pena assistir? Claro. Afinal é a “Supergirl”. Até a próxima!
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