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Spiral: Em Busca da Justiça

Drama policial com uma abordagem mais realista

Sucesso na França, no Brasil e em mais de 70 países, temporadas são lançadas com espaços médios de dois anos

Colunistas  –  08/12/2015 09:36

Publicada em: 27/11/2015 (17:43:31)
Atualizada em: 08/12/2015 (09:36:06)

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(Foto: Divulgação)

Desafio: Manter um caso principal por toda temporada, indo na contramão
das séries que a cada episódio mostram uma história com início meio e fim
 

Esta semana tivemos o Emmy Internacional, que premia os melhores da TV pelo mundo e é considerado o Oscar deste segmento. As premiações vão desde dramaturgia até programas infantis, passando por jornalismo, conteúdo digital e internet. Em dramaturgia são escolhidos os melhores em série dramática e comédia, melhor ator e atriz de televisão, melhor filme ou minissérie, melhor telenovela, entre outros, que destacam programas e documentários. Este ano o Brasil concorreu nas categorias melhor novela com “Império”, melhor comédia com “Doce de mãe”, produções da TV Globo, além de Fernanda Montenegro, que foi indicada na categoria melhor atriz pela personagem Picucha em “Doce de mãe”. Tivemos também indicações de melhor série de drama para “Psi” e melhor ator para Emílio de Mello por sua atuação na mesma série produzida pela HBO América Latina-Brasil. Confesso que fiquei na torcida por Emílio de Mello, mas o premiado foi Maarten Heijmans, por sua atuação em "Ramses", produção da TV holandesa. Fernanda Montenegro, que já foi premiada em 2013, pela mesma personagem, não conseguiu seu segundo Emmy.

A atriz brasileira perdeu para Anneke von der Lippe, por "Øyevitne" da Noruega. “Império” e “Doce de mãe” foram premiadas e trouxeram as estatuetas para casa. A primeira premiação da TV brasileira foi em 1981, com o musical “A arca de Noé”, série baseada no disco homônimo do poeta e compositor Vinicius de Moraes, e produzida pela Rede Globo. Outro país que teve destaque na premiação 2015 foi a França, que levou três estatuetas: melhor filme para TV ou minissérie com "Soldat Blanc", melhor programa de arte com "Illustre & Inconnu: Comment Jacques Jaujard a Sauvé le Louvre" e melhor série dramática com "Engrenages" ou “Spiral: Em busca da justiça”, título para exibição no Brasil. A série francesa passou a ser exibida em junho deste ano pelo canal +Globosat. “Spiral”, que foi renovada para sua sexta temporada, é sucesso na França, no Brasil e em mais de 70 países. Com temporadas lançadas com espaços médios de dois anos, “Spiral” estreou sua primeira temporada em 13 de dezembro de 2005, e teve oito episódios, assim como a segunda, que foi produzida em 2008. Já a terceira, produzida em 2009/2010, a quarta produzida em 2012 e a quinta em 2014, tiveram 12 episódios cada. Ao todo são 52 episódios já exibidos aqui no Brasil.

A série francesa agradou tanto por aqui que quando o canal +Globosat terminou a exibição das temporadas e passou a reprisar “Pablo Escobar, o senhor do tráfico” no horário, a emissora recebeu uma enxurrada de reclamações que se estenderam em sites, blogs e redes sociais. Muitos fãs não sabiam que o canal tinha exibido as cinco temporadas e acharam que simplesmente “Spiral” saiu do ar sem explicações ou conclusão. Agora é acompanhar a reprise e aguardar a sexta temporada, que ainda não tem data prevista.

Criada por uma ex-advogada criminalista e roteirista

Em “Spiral” ou “Engrenages” temos Laure Berthaud, uma capitã da polícia de Paris responsável por investigar casos de assassinato. Laure tem o apoio do juiz François Roban, do promotor de justiça Pierre Clément e da advogada criminalista Joséphine Karlsson. A série policial foi criada pela ex-advogada criminalista e roteirista Alexandra Clert. A autora acredita que ter sido advogada antes de ser roteirista é um diferencial que lhe permite fazer um trabalho com uma abordagem mais realista. Além disso, Alexandra se dispôs a enfrentar o desafio de manter um caso principal por toda uma temporada, indo na contramão das séries que a cada episódio mostram uma história com início meio e fim. Alexandra Clert em parceria com Guy-Patrick Sainderichin deu a "Engrenages" um formato em que o caso e suas variáveis se desenvolvem ao longo da temporada, com outros menores entrepondo-se. Os autores acreditam que segredo do sucesso está em fazer o espectador querer saber o que vai acontecer nos próximos episódios, além de mostrar a vida pessoal dos personagens e colocar Paris como pano de fundo. 

“Spiral” traz no elenco atores como Caroline Proust (Laure Berthaud), Grégory Fitoussi (Pierre Clément), Phillipe Duclos (juiz François Roban), Fred Bianconi (Frédéric “Tintin” Fromentin), Audrey Fleurot (Joséphine Karlsson) e Thierry Godard (Escoffier), entre outros.

Se eu gostei? Muito e recomendo. O gênero drama policial muito me agrada. “Spiral: Em busca da justiça” é uma ótima dica para quem curte séries européias. Até a próxima!

>Clique & Confira: Lista completa dos vencedores e indicados ao Emmy Internacional 2015.

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Por Silvaninha Medeiros  –  silvaninhamedeiros@live.com

2 Comentários

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  • Silvia Regina Morata Batista

    Esta série é a melhor de todos os tempos, simplesmente imperdível! Os atores são excelentes, todos os episódios muito bem produzidos! Parabéns Spiral!

  • Genivaldo

    Também me incluo entre os que adoraram essa série, "Engrenages" e entre os que muito reclaramaram à Globosat e nas redes sociais sobre seu final abrupto. Muito mais pela falta de respeito do canal + Globosat em não prestar nenhum tipo de informação sobre o final da temporada. Torço para que venha a próxima temporada. Aliás, assinei a NETFLIX na esperança de que incluísse essa excelente séria em sua grade, o que, infelizmente, até o momento não ocorreu.