Publicada em: 22/01/2016 (16:59:22)
Atualizada em: 26/01/2016 (17:34:35)

(Foto: Divulgação)
Melhor atriz? Gaga até teve alguns poucos momentos interessantes do nono episódio em diante,
mas o que teve de sobra foram figurinos pra lá de extravagantes, sangue e muitas caras e bocas
“American horror story” é uma das minhas séries preferidas desde que estreou. Não perdi uma temporada e gostei de saber que teremos a sexta. Mas vamos ao que interessa, que é destacar a quinta temporada que se encerrou neste mês de janeiro e causou polêmica. “American horror story: Hotel” deu mais assunto do que a terceira temporada, “American horror story: Coven”, que recebeu muitas críticas negativas. No que me diz respeito, a temporada das bruxas não foi das melhores, mas não saiu dos trilhos, embora não se compare com as duas primeiras e muito menos com “AHS: Freak Show”, que foi a melhor, seguida de “AHS: Asylum”, em minha opinião.
Fantasia, ficção, lendas urbanas, podem se misturar bem ao terror, desde que seja crível, sempre digo isso. Só me assusta o que me convence. E isso infelizmente não aconteceu em “American horror story: Hotel”. Pouca coisa chegou perto da realidade bizarra que se espera da série. Terror? Horror? Desta vez os autores Ryan Murphy e Brad Falchuk singularizaram a questão com jorros de sangue de toda ordem, para todos os lados. Aliás, vampiros? Me poupe. Tema batido demais e que não seduziu em momento algum. Fiquei na expectativa de a qualquer momento surgir um zumbi em cena. Quanto ao sexo, não me causou surpresa, embora muitos tenham dito que os autores abusaram demais nas cenas. Para mim estava dentro do contexto. O demônio do vício é um dos poucos que assusta.
Nem tudo foi em vão
Mas antes de fazer elogios e demais considerações, vamos ao tema que mais casou frisson: Lady Gaga. O maior problema foi a falta de Jessica Lange, figura sempre forte em cena e em intepretações memoráveis, seja em qualquer uma das temporadas que participou. Começando por aí a comparação é injusta. OK. Mas por outro lado os autores deram a Lady Gaga - um esboço de atriz, na opinião do nosso editor Cláudio Alcântara - o posto de grande senhora da temporada. E ser protagonista de uma série desse nível não é qualquer coisa. Gaga tentou e me pareceu que se esforçou com muita garra, mas de primeira superar Jessica Lange não deu para ela. Ainda assim um número considerável de fãs (de Lady Gaga) e críticos aprovaram e pediram bis.
E a cantora, que declarou que antes de seguir carreira na música, pensou em ser atriz, de cara já levou um Globo de Ouro para casa, como melhor atriz de minissérie ou telefilme. Ela até teve alguns poucos momentos interessantes do nono episódio em diante. Mas o que teve de sobra foram figurinos pra lá de extravagantes e muitas caras e bocas. Mesmo a justificativa de que a Condessa foi construída em cima de uma atriz do cinema mudo, definida como uma “alegoria referencial do cinema”, ainda assim faltaram elementos. Mais uma vez nosso editor definiu com todos os pingos nos is: - “Gaga pode até estar bem no papel por causa do visual, mas ser atriz é muito mais do que vestir um figurino, é preciso vestir a personagem”. As cenas em que Gaga apareceu nua, nada demais. Volto a dizer, estava dentro do contexto. Quanto ao bis, Ryan Murphy já se encarregou de convidá-la para a sexta temporada.
Referências a outras obras do gênero
E como nem tudo foi em vão, foi muito interessante ver referências a outras obras do gênero horror e suspense, como os filmes “O iluminado”, “Seven: Os sete crimes capitais” e “O inferno de Dante”. Como também a reunião de alguns serial killers que jamais serão esquecidos, num jantar anual de confraternização muito bizarro, em comemoração à Noite do Diabo, que antecede o Halloween. Podemos ver performances impecáveis de Lily Rabe ( Aileen Wuornos ), Anthony Ruivivar (Richard Ramirez), Seth Gabel (Jeffrey Dahmer) e John Carroll Lynch (John Wayne Gacy).
“American horror story: Hotel” também fez crossover com a primeira temporada, “AHS: Murder House”, e a terceira, “AHS: Coven”, trazendo alguns personagens para a história da temporada atual, reafirmando o que Ryan Murphy disse lá no início quando a série estreou, de que as temporadas são situadas no mesmo universo.
Quem merece muitos elogios
E nos elogios não posso deixar de me rasgar para Dennis O´Hare. O ator também esteve em todas as temporadas, sempre em papéis dentro do universo sombrio assustador de “AHS”. Mas nesta temporada ele se fez merecedor de todos os prêmios. Dennis está magnífico como a bartander do hotel que se inspira em Elizabeth Taylor. Não é simplesmente um homem travestido. Liz Taylor se comporta, se veste e se reconhece como uma mulher. E o ator dá o tom perfeito em todas as cenas, evidenciando sua sensibilidade (a de Liz), seu romantismo, sua inteligência e principalmente lealdade. Pontos que o próprio ator usou para definir sua personagem, em uma entrevista. Os sentimentos saltam literalmente dos olhos de Liz Taylor, uma personagem apaixonante. Sua última cena emociona. Palmas para Dennis O´Hare.
Sara Paulson também merece mil elogios por sua prostituta viciada Sally. Kathy Bates como sempre se coloca impecável em cena, e com Iris, não foi diferente. A diferença é brutal quando vemos em cena Sara, Kathy e Dennis, em comparação ao resto do elenco. Os três seguraram a quinta temporada de “American horror story”.
E por último destaco Evan Peters, ator de 29 anos, que desde a primeira temporada tem mostrado uma evolução e tanto. Em “AHS: Hotel”, Evan dá vida ao serial killer Sr. James March, fundador do Hotel Cortez. James construiu o hotel para fazer dele seu parque de diversões de horrores, onde ele cometeu inúmeros assassinatos com toques extremos de crueldade. Depois disso se tornou seu fantasma assustador número 1.
Segundo Ryan Murphy, a primeira ideia de “American horror story” se baseou em fatos reais do caso de Elisa Lam, encontrada morta em uma caixa d’água, no telhado do Cecil Hotel, em Los Angeles. O mais intrigante é que antes de morrer, Elisa é vista num vídeo de vigilância do elevador demonstrando um comportamento estranho. Sua morte até hoje é um mistério e o hotel tem um histórico de residentes serial killers e suicidas.
Agora é experar pela sexta temporada e torcer para que os autores não percam o rumo. Até a próxima!
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