Publicidade

Apoieo Jornalismo independente

Kingdom Hospital

Uma loucura surreal e assustadora

Série é assinada por nomes de peso como Lars Von Trier e Stephen King; produção teve apenas 13 episódios

Colunistas  –  27/03/2016 22:50

Publicada: 14/03/2016 (16:05:09) . Atualizada: 27/03/2016 (22:50:35)

1

(Foto: Divulgação)

Perfeita: Um dos destaques da série fica por conta da doce menininha Mary (Jodelle Ferland) 

Na coluna desta semana o destaque fica por conta de uma série que está entre as minhas preferidas no gênero terror. “Kingdom Hospital” foi curta, com apenas uma temporada, mas sem dúvida foi o suficiente para marcar e merecer uma revisitada. Como os leitores da coluna já sabem, sou fã de terror e confiro os lançamentos e produções antigas, já canceladas ou finalizadas, sempre na expectativa de me deparar com algo diferente e que realmente mereça estar na galeria do gênero em questão. “Kingdom Hospital” passou com louvor, embora não tenha recebido nota dez. Em um ou dois episódios a história ficou arrastada e bem maçante. O interessante é que, ainda assim, você tem vontade de continuar para ver até onde vai dar toda aquela loucura surreal e assustadora pelos corredores sombrios do Kingdom.

“Kingom Hospital” é assinada por nomes de peso como Lars Von Trier e Stephen King. O autor da obra original, Lars Von Trier é um cineasta dinamarquês de muito sucesso. Em seu currículo temos “Dançando no escuro” e “Dogville”, entre outros. Para quem não sabe, Stephen King é um gênio do terror e fantasia. Adoro seus livros e não perco as adaptações para a TV e o cinema. Embora “Kingdom Hospital” não seja baseada na obra de King, todo o seu universo assustador nos remete à visão do escritor, que assinou a produção executiva da série ao lado de Von Trier. A produção teve apenas e 13 episódios e foi baseada na minissérie dinamarquesa “The Kingdom”, de Lars Von Trier.

_______________________________________________________

O projeto surgiu em 1996, quando Stephen King estava em Boulder, Colorado, filmando a minissérie "O Iluminado", que também foi um filme de grande sucesso com Jack Nicholson e entrou para a galeria dos clássicos de terror. 

_______________________________________________________

King encontrou a obra de Trier e se interessou pelas cenas desbotadas em tons de sépia, com clima assustador. Mas só levou o projeto adiante quando sofreu um acidente que o deixou hospitalizado muito tempo. Na época teve a oportunidade de examinar profundamente o clima de um hospital com a visão de paciente, os cuidados médicos, o comportamento de médicos e funcionários, e a partir daí deixou fluir a imaginação.

Embora inicialmente concebida como uma minissérie, mais tarde foi transformada em uma série, que infelizmente durou apenas uma temporada. A história é sobre um hospital fictício localizado em Lewiston, Maine, nos EUA, que foi construído no local onde funcionava uma fábrica que produzia uniformes militares durante a Guerra Civil americana e que passou por dois terríveis incêndios. O primeiro aconteceu ainda durante a Guerra de Secessão, que atingiu a fábrica, onde crianças trabalhavam em regime escravo. O segundo incêndio destruiu o velho Kingdom, um hospital onde um médico inescrupuloso e psicopata realizava experimentos assustadores e cruéis em pacientes.

Os principais destaques na série...

Ficam por conta da doce menininha Mary (Jodelle Ferland) e do descontrolado doutor Stegman (Bruce Davison). A menina é um fantasma atormentado, preso nos corredores do hospital. Sua atuação é brilhante. Na época da filmagem, Jodelle tinha 8 anos. E Bruce dita o ritmo de um personagem totalmente fora de si, à beira de um ataque de nervos, com um domínio genial. Os dois levam a série, mas sem ofuscar as demais personagens. Suas atuações são acima da média. Mas além deles não posso deixar de citar o tamanduá Antubis, que é completamente bizarro. Foi muito bem dublado no áudio original, o que sem dúvida ajuda muito na aceitação de um personagem desse gênero. E também do jovem casal com Síndrome de Down, Abel (Brandon Bauer) e Christa (Jennifer Cunningham), que não deixa a desejar e mostra que talento é talento e ponto. Em “Kingdom Hospital”, Stephen King estreou como produtor de uma série de TV e segundo a crítica deixou claro que seu talento não se restringe à literatura. Além disso, ele arrisca uma participação como ator.

“Kingdom Hospital” estreou em 3 de março de 2004 na Rede ABC nos EUA e foi finalizada em 15 de julho. Em maio do mesmo ano começou a ser exibida no Brasil pelo canal AXN, mas não teve grande audiência. Desde 20 de janeiro, a série está disponível no site Crackle.

Rede de vídeo em multiplataforma gratuita 

A título de informação: Crackle (anteriormente conhecido como Grouper), é uma rede de vídeo em multiplataforma gratuita, de propriedade da Sony Pictures Entertainment. Foi lançado no Brasil em 2012 e já tem cerca de dois milhões de usuários por aqui. Eu estou na lista. Como se trata de um serviço gratuito é possível até mesmo assistir sem fazer cadastro. O site obtém receita a partir de vídeos publicitários. Não é só o download do aplicativo que é de graça, mas sim a reprodução de todo conteúdo disponível para Android, iOS, Windows, Windows Phone, smart TV e tablets. Filmes, séries, animações, shows, documentários, podem estar dublados, legendados ou apenas em inglês (áudio original), tudo depende do título escolhido. 

Atualmente o Crackle traz conteúdos originais e filmes da Columbia Pictures, TriStar Pictures, Screen Gems, Sony Pictures Classics e programas de TV da Sony Pictures Television. Uma boa parte do conteúdo é dublada. O que nem sempre é legal. No “Clique & Confira” você pode acessar o site e se inscrever. Repito: o serviço é gratuito. Até a próxima! 

> Clique & Confira

_______________________________________________________

Nas Ondas do Rádio

De segunda a sexta-feira, você curte o programa "Conexão", com Silvaninha Medeiros e Mikatsu Tanaka. Das 13 às 14h, tem música, informação, dicas e muita descontração. Se ligue, compartilhe, conecte-se! Colônia FM 87,5.

Por Silvaninha Medeiros  –  silvaninhamedeiros@live.com

Seja o primeiro a comentar

×

×

×