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That 70s Show

Uma série que entrou para a galeria dos clássicos

Com humor mais direto, mostra o dia a dia de jovens que querem ser legais e descolados; temas, como drogas, sexo e preconceito, têm abordagem bem natural

Colunistas  –  23/05/2016 19:40

Publicada: 11/05/2016 (12:08:42) . Atualizada: 23/05/2016 (19:40:37)

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(Foto: Divulgação)

Sitcom está no Netflix: Boas gargalhadas garantidas com as oito temporadas disponíveis 

“That 70s Show” é uma das melhores sitcoms de época que já assisti. Estreou na TV americana em 23 de agosto de 1998 e teve oito temporadas, Foi finalizada em 18 de maio de 2006, com 200 episódios. Aqui no Brasil foi exibida pela Bandeirantes, Sony e PlayTV. Ambientada nos psicodélicos anos 70, mostra a amizade de uma galerinha adolescente em tempos de descobertas, manifestações políticas e culturais, e rebeldia para todos os lados. Atualmente está na grade do Netflix com todas as temporadas disponíveis.

Todos costumam descrever os anos 70 como uma época muito louca, de sexo livre, drogas e rock ‘n’ roll. Com todos esses ingredientes, além da riqueza musical e das tendências da moda, com características únicas e marcantes até hoje, os criadores Mark Brazil, Terry Turner e Bonnie Turner conseguiram produzir uma série que entrou para a galeria dos clássicos. Pelo menos, está na minha galeria e na minha lista das melhores de todos os tempos. “That 70s Show” é daquelas comédias que vez ou outra você revê do primeiro ao último episódio, e ri das mesmas piadas e situações. Principalmente pelo fato de que trouxe um humor mais direto, mostrando o dia a dia de jovens que acima de tudo querem ser legais e descolados num mundinho fictício chamado Point Place, em Wisconsin. Alguns temas colocados, como drogas, sexo e preconceito, tiveram uma abordagem bem natural.  

A história principal se desenrola no porão de Eric Forman (Topher Grace/“Interstellar”), onde seis amigos se reúnem para papear, ver TV, fumar baseado, ouvir música, namorar, fumar baseado. Praticamente nessa ordem. Eric funciona como um líder do grupo, pelo fato de ter carro e ser dono do porão. Seu namoro com Donna (Laura Prepon/“Orange is the new Black”) é praticamente o centro de tudo, mas sem deixar os demais personagens sem seu devido espaço na história. Eric é um nerd meio bundão, super fã de “Star Wars”, que tem seu charme e seus momentos de rebeldia, que são cortados por seu pai, Red Forman (Kurtwood Smith). Red é um cara durão e não dá tréguas para Eric. Seus confrontos rendem muitas gargalhadas. Não posso falar de Red, sem citar Kitty Forman (Debra Jo Rupp/“Better with You”). Sim, a mãe de Eric. Kitty é hilária em todos os aspectos. Até mesmo em momentos de seriedade. Sua risada é inconfundível e inesquecível. Debra é uma veterana das séries americanas, embora nunca tenha sido protagonista.

Todos os personagens têm destaque

“That 70s Show” é daquelas séries que não se pode deixar de destacar um personagem sequer, dos fixos. Mesmo tendo um protagonista, todos estão no mesmo nível no gosto do público. Na carona de Eric e Donna, temos outro casal nas primeiras temporadas que tem cenas muito engraçadas: Michael Kelso (Asthon Kutcher/“Two and a Half Men”) e Jackie (Mila Kunis). Jackie namora quase todos os meninos do grupo, à exceção de Eric. Mila segue carreira no cinema e dubla a voz de Meg Griffin na animação “Uma Família da Pesada”. Ela teve uma atuação maravilhosa em “Cisne Negro”, ao lado de Natalie Portman. E para fechar o grupo do porão dos Forman, temos Hyde (Danny Masterson) e Fez (Wilmer Valderrama), que, ao contrário do que muitos pensam, Wilmer nasceu em Miami, nos EUA. O sotaque de seu personagem é tão marcante, que muitos fãs acham que ele é de algum país da América latina.

Fez ou Fes, porque na verdade seu nome é acrônimo de foreign exchange student (estudante estrangeiro de intercâmbio), termina a série sem revelar seu país de origem e muito menos seu nome verdadeiro. Fez é muito engraçado. Tira onda de dançarino tipo John Travolta em “Os Embalos de Sábado a Noite” e faz a linha tarado, mas é o último dos amigos a perder a virgindade. Já o rebelde Steven Hyde é o tipo debochado, revoltado e rebelde. Abandonado pela mãe, vai morar na casa dos Forman. Seu estilo é bem a cara dos anos 70 com suas camisetas de bandas de rock e sua luta contra o sistema.

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Os títulos dos episódios da quinta temporada são todos nomes de músicas do Led Zeppelin. Os da sexta são do The Who, os da sétima dos Rolling Stones e os da oitava do Queen.

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Entre os adultos, além de Red e Kitty, temos os pais de Donna, Bob Pinciotti (Don Stark) e Midge (Tanya Roberts). Bob é bobão e burro. Midge é bonita e burra. Outro personagem que merece destaque é Leo (Tommy Chong). Leo é um hippie, já coroa, com sequelas do abuso de drogas nos anos 60. Ele esquece tudo e não se lembra de nada, resumindo bem o personagem. E para terminar a galeria, vamos falar de Laurie Forman (Lisa Robin Kelly). Laurie é irmã mais velha de Eric e gosta de infernizar a vida do nerd, provocando seus amigos.

A série foi o auge da carreira de Lisa Robin Kelly, que foi despedida na terceira temporada por ter problemas com drogas. Lisa morreu aos 43 anos, em 2013. Estava em total decadência por não conseguir abandonar o vício. A personagem só reapareceu na sexta temporada, interpretada pela sem graça Christina Moore, em seis episódios. Depois disso sumiu de vez da história.

“That 70s Show” foi importantíssima para alguns de seus atores do núcleo jovem. Marcou o início da carreira de Topher Grace, Laura Prepon, Mila Kunis e Ashton Kutcher. Ashton foi o que mais fez sucesso em papéis no cinema. Mas seus últimos trabalhos de destaque estão na TV, quando substituiu Charlie Sheen em “Two and a Half Men” e agora atuando na série cômica “The Ranch”. Seu colega de elenco em “That’s 70 Show”, Danny Masterson, também está na nova produção do Netflix. Os dois são irmãos na nova comédia.

Se você ainda não assistiu “That 70s Show”, se ligue no Netflix e dê boas gargalhadas com as oito temporadas da série.

Algumas curiosidades

- Na primeira temporada, Donna tinha duas irmãs. Uma foi somente mencionada e a outra apareceu em um episódio. Depois, os produtores decidiram cortá-las da cronologia, como se nunca tivessem existido. Há até um episódio onde uma narração se pergunta o que aconteceu com elas.

- Os produtores disseram que nunca vão revelar o país de origem de Fez. No entanto, é bem provável que ele venha de algum lugar da América Latina, pois há um episódio em que ele canta “Besame Mucho” para Jackie.

- “Teenage Wasteland” e “The Kids Are Alright” (dois nomes de músicas do The Who) foram considerados como títulos para o programa, mas descartados por problemas legais. Depois, a série foi anunciada como “Feelin’ Alright”, mas o nome não pegou. Depois de notarem que as pessoas que frequentavam as exibições testes das séries que iriam estrear sempre diziam que haviam gostado daquele programa dos anos 70 (that ‘70s show), decidiram manter a expressão como o nome do programa.

> Não temos Clique & Confira (a série não tem página oficial na internet)

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