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Perderam a Mão

Nem os acontecimentos sobrenaturais salvaram série policial

Cancelada em sua quarta temporada e com 18 episódios, última temporada é ruim e arrastada, mas vale dar uma chance às três primeiras

Colunistas  –  03/08/2016 23:51

Publicada: 16/07/2016 (16:57:10) . Atualizada: 03/08/2016 (23:51:12)

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(Foto: Divulgação)

Elenco de primeira: Rupert Penry-Jones tem ao seu lado Philip Davis e Steve Pemberton 

Séries policiais, com personagens centrais excêntricos e problemáticos, são rotuladas de repetitivas, mas emplacam, em sua maioria. “Whitechapel” não foi diferente. Nem tanto, eu diria. Afinal, foi cancelada em sua quarta temporada e o anúncio foi feito primeiramente pelo ator principal no Twitter. Apesar do cancelamento não ter sido de todo injusto, acho que deveriam ter dado mais uma chance a esta produção. O grande problema foi o desenrolar da última temporada. A ideia foi ruim e o desenvolvimento do roteiro foi um desastre. Os atores se dedicaram e fizeram o possível, mas não adiantou. Tudo bem. Demônios, acontecimentos sobrenaturais e influência do mal são temas batidos, mas se souberem fazer a mágica, o público assimila. Infelizmente não foi o que aconteceu com “Whitechapel”.

Depois de duas temporadas interessantes e com bom ritmo, tivemos uma terceira razoável. E a partir daí, acho que os produtores ficaram empolgados ou desesperados. Creio que tentaram se “superar” e alavancar a audiência a qualquer custo e despencaram feio. O resultado foi que tivemos um cancelamento com cara de continuação. Além disso, o rumo da história foi completamente descaracterizado. Se pesquisar na internet, você vai encontrar a informação de status da série como finalizada. Mas na verdade o correto seria cancelada, pois o final não foi nem de longe satisfatório. Pelo contrário, ficou algo sem nexo, fora do padrão que nos foi apresentado principalmente nas duas primeiras temporadas.

Crimes copiados de assassinos em série famosos 

“Whitechapel” nos apresenta crimes copiados de assassinos em série famosos, onde o grande suspense estava exatamente na figura do assassino. E para ter um grande impacto vieram com mais uma abordagem em torno de Jack o Estripador, desta vez em tempos atuais. De início a trama prende e ficamos na expectativa de mais episódios. As séries inglesas geralmente têm no máximo oito episódios. Quando se divide bem a história, com um roteiro bem estruturado, sem deixar pontas soltas, fica na medida certa, mesmo que fique aquele gostinho de quero mais. Mas neste caso não conseguiram chegar a esse objetivo. Começou com um diferencial que tinha tudo para dar certo, mas não conseguiram manter o ritmo dentro do número de episódios apresentados.

Tudo se passa no famigerado e sombrio bairro de Whitechapel, em Londres, onde acontecem crimes bárbaros, com a primeira impressão de que é impossível descobrir o assassino e suas motivações. O bairro é famoso graças a Jack, o Estripador, que no final do século 19 aterrorizou a todos com seus crimes. O primeiro assassino em série da história nunca foi capturado e sua identidade é um grande mistério até os dias de hoje. 

Atores tiveram interação perfeita 

A equipe apresentada em “Whitechapel” é chefiada pelo inspetor detetive Joseph Chandler, que é extremamente metódico e cheio de manias. Seu comportamento fora dos ditos padrões normais tem origem em traumas de sua infância. Muito bem interpretado por Rupert Penry-Jones, Chandler tem ao seu lado Ray Miles (Philip Davis) e Edward Buchan (Steve Pemberton). Os atores tiveram uma interação perfeita, fazendo com que seus personagens tivessem a mesma importância em todos os episódios. Com destaque para a relação entre Chandler e Miles.

Criada por Ben Court e Caroline Ip, a série estreou em fevereiro de 2009 e foi cancelada em outubro de 2013. No Brasil foi exibida pelo canal Film & Arts e atualmente está na grade da Netflix. Ao todo são 18 episódios. A última temporada é ruim e arrastada? Sim. Mas vale dar uma chance às três primeiras. Até a próxima!

> Clique & Confira (Não encontrei página dedicada à série)

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