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Silvaninha Medeiros

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Top 10

As melhores séries para maratonar (parte 2)

O ano de 2018 foi de ótimas produções elogiadas pelo público e crítica em geral

Colunistas  –  10/02/2019 19:14

 

> As melhores séries para maratonar (parte 1)

Caso você, leitor, tenha alguma indicação de melhor do ano de 2018 mande sua sugestão para silvaninhamedeiros@live.com. e sua preferida será destaque na coluna. 

Barry

 

Comédia de humor negro é um terreno delicado e difícil de ser explorado, mas em “Barry” a HBO acertou a mão. Acertou tanto, que logo de cara, em sua primeira temporada, “Barry” conseguiu ser uma das comédias de grande destaque do Emmy 2018 com premiações para Bill Hader (melhor ator) e Henry Winkler (melhor ator coadjuvante). Já no Globo de Ouro recebeu indicações de melhor série de comédia, melhor ator e ator coadjuvante, para Hader e Winkler, meu personagem favorito. Bill Hader (“Saturday Night Live”) é o protagonista da história de um ex-fuzileiro naval que trabalha como matador de aluguel. Completamente solitário, antissocial e depressivo, Barry está insatisfeito com sua vida. Contratado para matar um ator em Los Angeles, acaba se envolvendo num curso de atores iniciantes e enxerga a luz no fim do túnel. A partir daí, Barry resolve mudar tudo, mas as coisas não são tão fáceis assim. Humor negro, drama, assassinatos, são os pontos fortes da trama. Após terminar a temporada de oito episódios fiquei convencida de que a crítica está certa: é a melhor comédia de 2018. A HBO está exibindo a série em formato de maratona. 

The Resident

 

“The Resident” vem com o peso nem sempre positivo de ser mais um drama médico cheio de clichês e lugares comuns em personagens e comportamentos. Mas espere: mesmo com um pouco de cada série do gênero que você já assistiu, ou ainda acompanha, tipo “The Good Doctor”, “Grey´s Anatomy” e “Chicago Med”, tem como grande diferencial ser um dramalhão quase na medida certa. Criada por Amy Holden Jones, Hayley Schore e Roshan Sethi, tem como ponto alto o foco em erros médicos e negligência médica, assuntos mais do que atuais, seja nos EUA, seja no Brasil. Diante desta premissa o que temos de mesmices como disputa de poder, mau-caratismo, sexo e romances dentro do ambiente profissional etc., não pesam no produto final. Destaco aqui a trilha sonora do universo pop atual e Emily VanCamp (“Revenge”). “The Resident” entrou na grade da Fox em julho aqui no Brasil. No elenco, além de Emily VanCamp, temos Matt Czuchry (“The Good Wife”) como protagonista e Bruce Greenwood como um vilão digno de novela mexicana, entre outros. A primeira temporada tem 14 episódios e acompanha a intensa rotina da equipe médica do Chastain Memorial Hospital e os dramas internos de seus personagens. A segunda tem 22 episódios e está em exibição. “The Resident” já teve a terceira encomendada. 

9 -1 -1

 

Mais uma de Ryan Murphy e Brad Falchuk, que mostra como eles estão frenéticos e com a criatividade a mil, colocando-se entre os melhores produtores da atualidade. “9 -1 -1” segue uma linha completamente diferente das outras assinadas pela dupla. Em formato de série dramática e ao contrário de “Station 19”, de Shonda Rymes, que é muito ruim, “9-1-1” é a melhor estreia do gênero nos últimos anos. Se você ainda não assistiu, prepare-se: é adrenalina pura em situações extremas, onde paramédicos, policiais e bombeiros enfrentam circunstâncias assustadoras, chocantes e emocionantes em dez episódios por temporada. Tudo gira em torno das chamadas de emergência para o número 911, que centraliza todo tipo de ocorrência considerada emergencial nos EUA. Paralelamente temos os dramas pessoais dos profissionais que não pensam duas vezes em colocar a própria vida em risco para salvar aqueles em situação de perigo. “9-1-1” me fez lembrar de “Third Watch”, de tão boa que é. Ainda em 2018 já tivemos a segunda temporada e o grande sucesso de crítica e audiência já garantiu a renovação para a terceira temporada.  

Pacto de Sangue

 

Tem oito episódios com muitas pitadas de séries policiais americanas, como por exemplo policial arrogante e sabe tudo, que abusa de álcool e não segue as regras; apresentador de TV que faz tudo (sem exceção e sem escrúpulos) para ter audiência e subir a todo custo; além de uma seita que envolve drogas sexo bizarro e sacrifício humano. Tudo isso acontece com Belém do Pará como cenário principal, saindo do eixo Rio/São Paulo e mostrando outra realidade ainda mais violenta e chocante. “Pacto de Sangue” traz Guilherme Fontes em boa atuação ao lado de Ravel Cabral, Jonathan Haagensen e Mel Lisboa em ótima forma. Mesmo com as obviedades que levam aos clichês de sempre, ainda assim, “Pacto de Sangue” está na média e não decepciona. O tema sensacionalismo televisivo em tempos de celulares registrando tudo em tempo real por “anônimos” agrada e rende boa audiência. "Pacto de Sangue" foi criada por Lucas Vivo, conta com a direção do brasileiro Tomás Portella e do uruguaio Adrián Caetano. O roteiro é do argentino Patrício Vega com colaboração de Ricardo Grynszpan. A série é uma coprodução do Space com a Intro Pictures e foi exibida em agosto e setembro. Atualmente está no catálogo da Netflix. 

A Maldição da Residência Hill

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Produção mais assustadora do gênero terror e suspense do ano de 2018, “A Maldição da Residência Hill” traz todos os elementos sobrenaturais e paranormais que já vimos em séries e filmes, muito bem construídos para o terror quase tocar o real para o espectador, até mesmo o mais cético. É claro que a escolha acertadíssima do elenco também foi decisivo para o resultado final satisfatório da produção original da Netflix. A aposta no gênero terror pelo site de streaming veio forte no segundo semestre de 2018. Em relação ao elenco, destaco o veterano Timothy Hutton (Hugh Crain no tempo presente) - sem desmerecer o Hugh Crain do passado, Henry Thomas - Oliver Jackson-Cohen (Luke Crain adulto) e Victoria Pedretti (Nell Crain adulta), minha personagem preferida. “A Maldição da Residência Hill” foi criada por Mike Flanagan a partir de adaptação do livro “A Assombração da Casa da Colina”, de Shirley Jackson, de 1959. O livro já foi adaptado para o cinema duas vezes. Se você ainda não assistiu à minissérie, saiba que as adaptações anteriores nada têm a ver com o trabalho irretocável de Flanagan. Ele nos leva a uma história muito bem costurada em quase dez horas de duração, que segundo definiu muito bem nosso editor chefe, vai além do terror. A narrativa envolvente é reflexiva e emotiva em várias vertentes. Você vai do tema de fantasmas e aparições, à espiritualidade, paranormalidade, problemas mentais e psicológicos, diante do pavor de algo que nos paralisa. Pode maratonar sem medo!

Até a próxima! 

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Por Silvaninha Medeiros  –  silvaninhamedeiros@live.com

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