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Cláudio Alcântara

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A Arte de Fotografar Está de Luto

Para sempre... Calino

Fotógrafo Antônio José Moura Calino, 77 anos, que morava em Volta Redonda, morreu na madrugada de segunda-feira, 4, no Hospital das Clínicas

Colunistas  –  04/03/2019 09:31

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(Foto: Divulgação/Magela Bastos)

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Premiado no Brasil e exterior, profissional com mais de 50 anos de experiência deixou imagens irretocáveis eternizadas 

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"Fotografia se aprende fotografando”. Antônio José Moura Calino, 77 anos, que morava em Volta Redonda, morreu às 2h de segunda-feira, 4, no Hospital das Clínicas. Experiência acumulada em mais de 50 anos fotografando. Profissional da empresa Calino Produções, com prêmios nacionais e internacionais. 

Em homenagem a Calino, destacamos trechos da última entrevista do fotógrafo concedida ao editor do OLHO VIVO, jornalista Cláudio Alcântara. 

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“Se considerarmos a fotografia como arte, sem dúvida que faz-se necessário ao artista, além do conhecimento técnico, possuir boa dose de sensibilidade, talento e emoção. Como se faz um virtuose no piano ou no violino? E na dança? E na poesia? Fui claro?” 

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A carreira de Calino começou de forma amadorística, fazendo da fotografia (ele era bancário) um meio de expressão artística. Participante do Clube Foto Filatélico, ele se aprimorou e mostrou seu trabalho em centenas de salões e exposições. Talvez, a sua mais importante premiação tenha sido o título honorífico internacional de A-Fiap - Artista da Federação Internacional de Arte Fotográfica, entidade sediada na Suíça (Berna) e reconhecida pela Unesco. 

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“O processo digital veio para ficar. Nas cidades do interior nem filmes se encontram mais para comprar e nem para revelar. Então, quem consegue boas fotos digitais é capaz de fazer boas fotos com as técnicas tradicionais”. 

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Das exposições individuais que realizou, destacam-se: "Nova York City em 36 imagens", "Viagem ao Centro da Terra", "Fantasias" (estudo de nu artístico), "O Quebra-Nozes", fotografado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e "Barroco mineiro - Olhar e vertigem", essa com o apoio da Fundação CSN e do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). 

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“A parte técnica da fotografia digital é praticamente a mesma do processo químico (ou analógico). A maior mudança foi a troca do filme pelo sensor digital. E a grande vantagem é que no digital você já vê a foto acabada de ser tirada, o que lhe permite de imediato repeti-la, caso algum erro técnico tenha sido cometido”. 

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Profissionalmente, com o filho Rodrigo, que se dedica ao trabalho de videomaker, trabalhava na Calino Produções, com atendimento a clientes em trabalhos sociais (casamentos, debutantes etc.) e uma vasta clientela em empresas e indústrias, como a CSN, Peugeot Citroen, Guardian, Primetals Tecnologies, Ministério da Cultura, entre outras. 

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“Os programas de computador, de pós-produção, como o Photoshop, por exemplo, permitem um acabamento aprimorado no resultado final da imagem fotografada. Desde que bem operados”.

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