Publicidade

Apoieo Jornalismo independente

Doce Emoção

Memórias da pré-escola

Reflexões poético-filosóficas sobre a paternidade

Colunistas  –  27/12/2019 19:30

9067

 

(Foto Ilustrativa)

Amor incondicional para fechar 2019

 

eis o dia derradeiro!
enfim, o último dia de um doce período da infância.
é finda a pré-escola e o que sinto é tão verdadeiro.
é tristeza, mas também é alegria.
por isso, deixo como registro essa poesia. 

hoje, aos 27 de dezembro de 2019,
meu filho, depois de seis deliciosos anos,
enfrenta seu último dia na pré-escola.
a Albert Sabin deixará saudades,
mas será uma saudade que nos move
rumo a uma outra etapa, outras dificuldades,
mas também outros encantos. 

lembro-me como se ontem fosse:
aquele bebê lindo, miúdo, afetuoso, encantador
que de tão frágil, inseguro e delicado
chegava a causar alvoroço nos viajantes do metrô;
todos ali admiravam, curiosos, seu gesto tão doce,
seu carinho exótico: na minha orelha, grudado,
todos os dias, em um gesto acalentador. 

os anos se passaram, a criança crescia.
sua timidez foi aos poucos ganhando força,
mas graças às suas dedicadas professoras,
foi desinibindo aos poucos, ganhando ousadia,
se transformando em um homenzinho forte,
mas mantendo sua deliciosa sensibilidade,
típica da sua tenra idade. 

lembro-me de cada pão de queijo,
devorado com tanta paixão.
jamais esquecerei de cada beijo,
de cada gesto de amor,
de cada afago no coração.
foram dias realmente incríveis,
dias de encanto, de muita emoção. 

enquanto Benjamin crescia,
ia aprendendo coisas tão profundas,
ensinando esse confuso pai a enxergar
as coisas boas que existem na  vida,
ajudando-me a reencontrar a poesia,
sendo inspiração para o meu versejar,
para uma paternidade mais vívida. 

em cada dificuldade ultrapassada,
eu vislumbrava o novo menino.
em cada projeto escolar desenvolvido,
uma nova habilidade alcançada.
e, assim, meu menino foi crescendo,
foi adquirindo novas perspectivas,
mais sobre a vida foi apreendendo. 

e hoje, ao deixá-lo na creche,
fui tomado por uma doce emoção.
meia saudade, meia apreensão,
afinal, o futuro é sempre novidade,
e apesar da brevidade dos momentos,
a gente guarda os melhores sentimentos
de cada etapa, de cada idade. 

(para o Benjamin, meu filho) 

_________________________________________________________

Por Giovani Miguez  –  giovanimiguez@gmail.com

Seja o primeiro a comentar

×

×

×