(Fotos: Divulgação)
Lisa está muito bem no papel da terapeuta Fiona
"Web therapy" é uma série totalmente descompromissada com o óbvio. Lisa Kudrow (ex Phoebe, de "Friends") acertou na mosca, quando optou por escrever, produzir e protagonizar uma websérie, num formato diferente de tudo que estava em alta em 2008. Em 2011 o canal Showtime comprou os direitos da websérie, e os websódios que duram em média de cinco a dez minutos, passaram a ser exibidos com duração de 30 minutos. A produção da TV é uma seleção das sessões que vão para a internet com cenas inéditas para complementar. O mais interessante é que os diálogos, além de muito engraçados, são praticamente improvisados. Lisa Kudrow, Don Roos e Dan Bucatinsky (que também participa como ator), trabalham a ideia da improvisação com muita propriedade. Resumindo: a série é muito boa. Para quem gosta de comédia, é uma das melhores opções do momento.
Já vi algumas críticas afirmando que Lisa não conseguiu se soltar da Phoebe Buffay e que o trabalho é extremamente semelhante. Eu não acho. Ela está muito bem no papel da terapeuta Fiona Wallice. A grande questão é que ambas são caricatas e meio malucas, fora da realidade. É certo que Lisa é uma atriz que tem a característica de sempre apresentar personagens excêntricas. Mas isso não compromete sua interpretação. Não é à toa que ela já levou o prêmio Webby Award por melhor interpretação cômica.
Terapia em apenas três minutos
"Web therapy" nos apresenta uma terapeuta que resolve inovar na maneira de atender seus pacientes, e as sessões passam a ter apenas três minutos, via internet. Fiona Wallice (Lisa) diz que uma sessão longa não ajuda em nada e faz com que a pessoa perca o foco do que é importante. Já em três minutos a atenção fica toda no tema que interessa, e os pacientes têm um resultado eficaz, com sua análise e conselhos. E o melhor de tudo é que ela não perde seu precioso tempo em 50 minutos de devaneios dos mesmos.
A verdade é que Fiona é incompetente e egoísta e só quer se dar bem. Durante as sessões ela perde completamente o rumo, desviando para assuntos pessoais e do seu interesse. O resultado não é nada eficaz, é claro. Ela interrompe a sessão o tempo todo, divagando por temas completamente sem noção - o que leva a situações muito divertidas e garante boas risadas.
Participações de peso

O melhor é a participação de Meryl Streep; a grande
diva interpreta a responsável pela tal clínica
"Web therapy" têm participações de grande peso, entre os pacientes e familiares de Fiona. Já passaram pela webanálise, Jane Lynch ("Glee"), Selma Blair, Rashida Jones ("Parks and recreation"), Steven Weber ("Wings"), Julia Louis-Dreyfus ("Seinfeld"), Molly Shannon ("SNL"), Rosie O’Donnell, Conan O’Brien, Minnie Driver e Alan Cumming ("The good wife"). A produção também tem as aparições regulares de Lily Tomlin, como a mãe de Fiona, e Victor Garber, como seu marido, um político que sente atração por homens e para salvar sua candidatura é internado numa clínica para voltar a ser hetero. O melhor dessa confusão é a participação de Meryl Streep. A grande diva interpreta a responsável pela tal clínica e rende cenas perfeitas com Lisa.
O Showtime já confirmou a terceira temporada, que tem as participações de Meg Ryan, Jesse Tyler Ferguson ("Modern family"), e Matt LeBlanc ("Episodes"), o terceiro do elenco de "Friends" a aparecer em "Web therapy". Os dois primeiros foram Courteney Cox e David Schwimmer. Já na internet "Web therapy" está em sua quarta temporada e com 65 websódios.
A internet só tende a crescer
Esta não é a primeira websérie a migrar para a TV. A internet só tende a crescer no que diz respeito à expansão de setores como TV, jornal, rádio, cinema, meios de informação e entretenimento em geral. Já foi criado um prêmio chamado Streamy Awards - uma espécie de Emmy para produções feitas para a internet. Quem sabe futuramente não teremos a categoria de melhor webfilme no Oscar?
"Web therapy" é exibida no Brasil pelo canal TBS com o título de "Terapia virtual" em versão dublada. Muito mal dublada, por sinal. É tão ruim, que chega a irritar. É uma pena, porque o Brasil é considerado o país com o melhor trabalho de dublagem do mundo. Mas infelizmente alguns estúdios fogem à regra. Se sua operadora não oferece legenda com som original, faça como eu: assista pela internet, tanto os episódios para TV como os websódios. Semana que vem o destaque é "Episodes", com Matt LeBlanc.
> Clique & Confira: Istudio (todas as temporadas da web sem legenda) e canal TBS
